24 de abr de 2018

As 5 linguagens de programação mais queridas de 2018: conheça o perfil de cada uma

Udacity Brasil

Anualmente, o site Stack Overflow, a maior comunidade de desenvolvedores do mundo, pede que seus integrantes citem as tecnologias com as quais estão trabalhando e com as quais gostariam de trabalhar. Com base nesse levantamento, surge a lista de linguagens de programação “mais amadas” do mundo.

Em 2018, mais de 100 mil desenvolvedores participaram da pesquisa e as linguagens Rust, Kotlin, Python, TypeScript e Go foram eleitas, nessa ordem, como as grandes favoritas.

Saiba mais sobre cada uma delas abaixo:

5 linguagens de programação preferidas em 2018

1. Rust

  • Ano de criação: 2010
  • Para que serve: criar sistemas online altamente concorrentes e com foco em segurança
  • Site oficial: www.rust-lang.org

Desenvolvida pela Mozilla Foundation, a Rust aparece consistentemente na lista de favoritas: este é seu terceiro ano seguido. De acordo com seus criadores, Rust tem três pontos principais: roda rápido, consegue prevenir falhas de segmentação e garante segurança entre threads.

Sua sintaxe é inspirada em C++, o que deve torná-la relativamente familiar para quem já conhece essa linguagem – e também ser um empecilho para novatos. Por outro lado, são raras as reclamações sobre ferramentas pouco maduras ou eficazes.

Quem fica também tem bastante voz na comunidade. Segundo uma pesquisa da Mozilla, 98% dos usuários se sentem bem-vindos para participar de discussões em canais oficiais.

Rust é usada primariamente no desenvolvimento de aplicações para PCs – Linux é o seu principal sistema-alvo, seguido por Windows e Mac –, mas o uso para dispositivo móveis cresceu cerca de dez vezes no último ano.

Em resumo, Rust é uma linguagem que tem uma curva de aprendizado alta, mas que se torna uma ótima ferramenta para quem a aprende. Veja abaixo um vídeo introdutório produzido pela Mozilla Foundation:

2. Kotlin

Uma linguagem orientada a objetos como a Java, mas melhor e capaz de operar perfeitamente com ela – essa é a ideia por trás da Kotlin. Segundo seu site oficial, simplicidade e praticidade para aplicações estão entre seus principais objetivos.

Para tanto, seus criadores incluíram “amenidades” interessantes: não é preciso, por exemplo, encerrar todas as declarações com ponto e vírgula.

Essas características fizeram sucesso. Em 2017, o Kotlin se tornou uma das linguagens de programação oficiais do Android, o que a torna muito valiosa para quem quer desenvolver aplicativos para a plataforma.

Algumas vantagens elogiadas publicamente pelo Google foram segurança, compatibilidade com Java e o fato de ser open source.

Sua popularidade é tão grande que você certamente já usou algum aplicativo ou serviço online criado com Kotlin, como Pocket, Reddit, Slack, Evernote, Pinterest e o próprio app da Udacity para sistema Android.

Trata-se de uma ótima escolha para quem quer criar apps para Android ou web apps – e há uma grande quantidade de recursos gratuitos para quem quer aprender, incluindo uma série de tutoriais.

3. Python

Amigável para novatos e potente nas mãos de programadores experientes. Esse é o resumo de Python, uma linguagem de programação que já existe há mais de duas décadas e tem popularidade crescente.

Segundo Thiago Moraes, programador da Pontal Telecom, Python tem uma curva de aprendizado fácil. "É bastante utilizada por quem mexe com data science e mineração de dados”, resume.

A programadora Isabella Mendonça elogia sua versatilidade, destacando que Python permite que se crie de pequenos scripts a códigos mais robustos e conta com várias bibliotecas, que facilitam programação web, processamento de imagens e muitos outros aspectos.

É sua tipagem dinâmica – resumidamente, isso significa que variáveis podem ser dados de qualquer tipo – que a torna tão simples de usar.

E por conta dessa simplicidade, a Python acaba sendo uma boa ferramenta de prototipagem: ainda que o projeto que você quer criar fique melhor em outra linguagem, pode usá-la para criar uma primeira versão ou demonstrar viabilidade.

Há ainda uma série de “cross-compilers” disponíveis, como são conhecidos os programas que pegam um código em Python e compilam-o em outra linguagem.

Seu uso é o mais diverso possível. É possível tanto usá-la para criar mods para o jogo The Sims quanto nos laboratórios científicos do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, responsável pela comprovação da existência do bóson de Higgs.

4. Typescript

  • Ano de criação: 2012
  • Para que serve: uma espécie de versão mais robusta do JavaScript
  • Site oficial: www.typescriptlang.org

O TypeScript é um superconjunto de JavaScript desenvolvido pela Microsoft. Essa relação próxima é uma de suas principais vantagens: se você já tem alguma experiência com JavaScript, provavelmente vai se sentir em casa com o TypeScript.

Segundo a Microsoft, a inspiração para criá-la veio de um nicho: JavaScript é muito popular, mas não tinha o nível de robustez, velocidade e segurança que grandes aplicações exigiam. A Lyft, concorrente da Uber nos EUA, já a emprega em diversas aplicações suas.

A ideia da TypeScript é dar justamente essa força à linguagem, mas mantendo-se suficientemente próxima da estrutura original para que quem já trabalha com uma se sinta em casa com a outra.

Isso também é uma iniciativa para democratizar da programação. Segundo o programador Thiago Moraes, JavaScript é uma das linguagens “mais influentes e versátil dos últimos tempos” e torná-la mais sólida seria uma maneira de permitir que mais desenvolvedores criassem projetos grandes com uma linguagem que já dominam.

A Microsoft descreve TypeScript como “JavaScript escalável” e permite inclusive que ela opere junto com esta tecnologia: é possível atualizar projetos em JavaScript com TypeScript sem que sofram muito.

Leia: O que Facebook e HubSpot buscam em profissionais de tecnologia

5. Go

  • Ano de criação: 2009
  • Para que serve: uma alternativa mais rápida e simples a linguagens como Java e C
  • Site oficial: www.golang.org

Go é uma linguagem criada pelo Google que funciona, de maneira geral, como uma “atualização” da linguagem C, oferecendo uma série de recursos e facilidades adequadas às necessidades atuais da programação.

Como sua sintaxe é bem parecida com a da C – uma tecnologia que muitos aprendem a utilizar durante estudos de Ciência da Computação, por exemplo –, é relativamente fácil de se usar para quem já tem familiaridade.

William Silva, programador do UOL, conta que certa vez precisou usar Go em uma demanda que exigia muito processamento em paralelo. Em Java, conta, era simplesmente impossível concluir o projeto em questão e a troca se fez necessária.

Para escrever códigos de execução em paralelo, William explica que basca colocar ‘Go' na frente de uma função e ela já se torna paralela. A ação “não chega nem perto da complexidade que C exige para fazer a mesma coisa”, comenta.

O resultado? “A aplicação ficou absurdamente mais leve e aguentava muito mais carga”, resume o profissional, destacando que membros da equipe que programavam apenas em Java também tiveram facilidade na troca.

Go também se destaca por usar ponteiros. “É possível economizar muita memória de aplicações usando ponteiros ao evitar cópias desnecessárias de dados”, diz.

Graças a essas qualidades, ela é usada por muitas empresas em uma série de sistemas diferentes. Entre elas estão SoundCloud, Dropbox e Uber, que diz tê-la usado para criar um serviço capaz de responder a um grande número de solicitações por segundo.

Há outras aplicações menos voltadas para o usuário final que também usam a Go, como o Kubernetes, o sistema de gerenciador de containers do Google.

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