6 de jul de 2018

Em busca de novas perspectivas, essa artista aprendeu a programar realidade virtual

Udacity Brasil

"A realidade em breve deixará de ser a medida padrão para julgar a imagem imperfeita. Ao invés disso, a imagem virtual se tornará a medida padrão para julgar as imperfeições da realidade.” Foram insights como esse, do cineasta e autor alemão Harun Farock, que inspiraram Ana Clara Molinari a investigar a realidade virtual e torná-la parte de sua produção artística.

“A realidade virtual supera barreiras físicas e proporciona completa imersão para o espectador, por isso acredito que se tornará uma ferramenta bastante presente no storytelling audiovisual”, começa ela, que se dedicou ao tema com as aulas do Nanodegree Desenvolvedor de Realidade Virtual. “Interessa-me muito explorar artisticamente a ideia do real e do virtual como um só."

Hoje produzindo arte digital em Berlim, Ana Clara sempre foi apaixonada por cinema, foco de sua graduação em São Paulo. E foi enquanto assistia ao documentário Lo and Behold, Reveries of the Connected World, do renomado Werner Herzog, que encontrou a Udacity.

Nele, Herzog explora o impacto existencial de novas tecnologias como robótica, inteligência artificial e Internet das Coisas e traz a perspectiva de nomes de peso da tecnologia, como Elon Musk e Sebastian Thrun, presidente da Udacity e pioneiro de carros autônomos.

Acima, é possível assistir na íntegra ao documentário Lo and Behold, dirigido por Wener Herzog em 2016

Curiosa, Ana Clara explorou o catálogo de cursos e decidiu fazer o curso de VR para explorar as possibilidades por conta própria. O curso exige noções básicas de programação, que foram um desafio para a artista, que logo entrou no ritmo. “Sempre que surgiam dúvidas eu conseguia resolvê-las com a ajuda do meu marido, que também fez o curso, ou através dos fóruns”, conta ela, que desenvolveu um apreço por arte em 3D.

A formação em cinema também se provou um bom complemento, já que o curso ensina storytelling e como ver a perspectiva do espectador. “Há uma grande diferença no uso da câmera no cinema e da câmera 360 graus na realidade virtual, mas há muita semelhança no pensar de uma obra visual.”

Ana Clara passou horas configurando o cenário e a iluminação para seu projeto de conclusão do curso – que oferece liberdade criativa de foco e hardware mas tem alguns requisitos, como utilizar reconhecimento de voz e criar um trailer de realidade mista. Quando se deu por satisfeita, passou para a parte técnica, responsabilizando-se pela programação front-end enquanto o marido focava no back-end.

O resultado é “Four States of Being”, um app de VR feito com Unity 3D para iOS e Android que a dupla está preparando para o público. “É uma experiência subjetiva em que o usuário tem a possibilidade de passear por quatro cenas, cada qual correspondente a um estado psíquico do ser”, explica ela.

Walkthrough da aplicação de realidade virtual feita por Ana Clara Molinari e Lucas Petti durante o Nanodegree Desenvolvedor de Realidade Virtual

"O Nanodegree me fez abrir bastante a cabeça em relação a novas possibilidades de abordar o fazer artístico e me proporcionou a possibilidade de explorar o audiovisual através de uma nova mídia”, continua. "A realidade virtual está crescendo e tomando bastante espaço no cenário audiovisual mundial. Portanto, meu conselho seria: aventure-se e aprenda a contar a sua história nessa forma única.”

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Sobre o autor
Udacity Brasil

A Udacity, conhecida como a "Universidade do Vale do Silício", é uma plataforma online e global que conecta educação e mercado para ensinar as habilidades do futuro – de data science e marketing digital à inteligência artificial e desenvolvimento. Hoje, há mais de 7 mil alunos ativos no país e 50 mil pelo mundo.