19 de jun de 2018

Android Studio: 7 práticas que vão aumentar sua produtividade

Udacity Brasil

Criado com base na versão comunitária do IntelliJ IDEA, da JetBrains, o Android Studio foi oficialmente lançado em 2014 como um substituto do Eclipse Android Development Tools e ocupa o posto de IDE primário recomendado pelo Google para o desenvolvimento nativo Android.

A sigla IDE é uma abreviação de Integrated Development Environment, expressão usualmente traduzida como ambiente de desenvolvimento integrado. Na prática, é um conjunto de ferramentas para acelerar todas as etapas da criação de software.

Apesar do Android Studio ser um IDE completo e cheio de recursos, é importante realizar um pouco de customização para atender necessidades individuais de projetos e, claro, maximizar a produtividade da equipe.

Abaixo, você encontra 7 dicas e boas práticas para alcançar tais resultados.

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1. Não reinvente a roda

Um desenvolvedor eficiente não é aquele que perde tempo escrevendo um código próprio para tudo, mas sim o que otimiza seu tempo com a utilização de bibliotecas que abreviam o processo de desenvolvimento.

Não faz sentido perder tempo reescrevendo um código que já existe. Portanto, a dica é: sempre que iniciar um projeto, pesquise por bibliotecas que possivelmente serão utilizadas, como a Jackson ou a Gson, para serialização e desserialização JSON.

Outras bibliotecas úteis são a OkHttp (para requisições HTTP) e a Picasso, para carregar e cachear imagens. Vale a pena realizar uma pesquisa em páginas como a Android Arsenal para encontrar bibliotecas que serão úteis para o projeto que será executado.

2. Automatize builds com o Gradle

O Android Studio sugere aos desenvolvedores a utilização do Gradle como uma ferramenta de automatização de builds. Por padrão, todo projeto criado no ambiente de desenvolvimento integrado já vem com uma configuração padrão para o Gradle.

A não ser que o time de desenvolvimento tenha uma razão muito forte para o contrário, a dica é utilizar o Gradle na sua estrutura de projeto padrão. É possível flexibilizar bastante esse modelo, mas, quase sempre, a sugestão padrão atende qualquer tipo de projeto.

Mudar esse modelo sem uma boa justificativa consumirá um tempo desnecessário e reduzirá a confiabilidade da ferramenta. Para configurar o Gradle pela primeira vez, siga o guia do próprio Google.

3. Familiarize-se com os atalhos de teclado

Ter agilidade no teclado reflete diretamente na produtividade do desenvolvedor. E saber usar os atalhos de teclado é uma forma de potencializar isso.

Além da economia do tempo, quando o programador conhece uma quantidade boa de atalhos tem acesso imediato aos recursos mais acessados da plataforma, o que acelera o desenvolvimento.

Programadores que têm experiência com outras IDEs podem ter dificuldade para se adaptar com os atalhos de uma nova plataforma. Apesar de ser possível customizá-los no menu de preferências do Android Studio, a dica é se esforçar ao máximo para aprender e se acostumar com as definições padrão.

Existem duas razões principais para isso: a primeira é que, ao se acostumar com as definições do Android Studio, não é preciso gastar tempo customizando as opções. Além disso, os atalhos de teclado geralmente seguem uma lógica — que é quebrada quando eles são customizados.

4. Adote o Vysor para testes

Apesar da performance e das funcionalidades do Android SDK Emulator terem sido aprimoradas nos últimos anos — houve atualizações significativas de otimização —, ainda existem momentos em que é indispensável realizar testes em dispositivos físicos.

Porém, existem graves limitações de interface na hora de se realizar testes em aparelhos: é preciso, em teoria, se limitar aos comandos da tela sensível ao toque. E para resolver esse dilema, uma dica é adotar o Vysor, ferramenta que projeta um dispositivo físico real na tela do computador.

Com o Vysor, é possível utilizar o mouse e o teclado para realizar testes, o que agiliza a atividade. Além disso, ele permite o compartilhamento do aplicativo em desenvolvimento em uma tela maior, o que é ideal para apresentações durante a fase de desenvolvimento.

Por fim, ele possibilita que o dispositivo físico seja compartilhado na rede, permitindo que desenvolvedores remotos realizem testes em outros locais, quando conectados.

5. Utilize o plugin do GitHub

Controle de versionamento é essencial em qualquer tipo de desenvolvimento, especialmente quando existe uma equipe trabalhando em um mesmo código. No Android Studio, há um plugin para a utilização do repositório do GitHub que pode agilizar o desenvolvimento.

Com essa ferramenta, os desenvolvedores não precisam abrir o terminal para dar commit ou push — é possível fazer esses e outros comandos diretamente da IDE, o que vai facilitar a vida da equipe.

O único trabalho será com a configuração do repositório Git remoto, o que é facilmente feito no Android Studio.

6. Aposte no Stetho para debugar o aplicativo

O Android Studio conta com uma ferramenta básica para depurar tanto no emulador como em um dispositivo Android conectado. Mas para realizar a tarefa com mais agilidade e eficiência, a dica é utilizar o Stetho, um aplicativo desenvolvido pela equipe do Facebook.

Quando ativado, o Stetho permite que os desenvolvedores usem o Chrome DevTools para depurar suas aplicações em uma interface familiar e muito poderosa. Ele também facilita a inspeção de tráfego de rede e a edição de bancos de dados SQLite.

Além do Stetho, também é possível adotar o Chuck como ferramenta de depuração, uma opção com menos funcionalidades, porém mais simples e objetiva.

7. Busque vazamentos de memória com o Leak Canary

Encontrar e solucionar vazamentos de memória em aplicações mobile são tarefas que, normalmente, demandam tempo e geram muitas dor de cabeça, pois nem sempre as alterações atingem os resultados esperados.

Com o Leak Canary, esse trabalho fica um pouco mais fácil. Além de detectar vazamentos de memória, a ferramenta traça o caminho até a parte do código em que o erro se origina, facilitando a correção.

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Sobre o autor
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A Udacity, conhecida como a "Universidade do Vale do Silício", é uma plataforma online e global que conecta educação e mercado para ensinar as habilidades do futuro – de data science e marketing digital à inteligência artificial e desenvolvimento. Hoje, há mais de 7 mil alunos ativos no país e 50 mil pelo mundo.