31 de jul de 2018

Ela construiu um aplicativo para Android em duas semanas

Adam Lane

Melinda Kostenszki é uma lifelong learner por excelência e cerca-se com outros indivíduos que têm o mesmo gosto pelo aprendizado contínuo. Esse tipo de pessoa é proativa e não espera por oportunidades, mas as cria. Podem ter dúvidas em relação às suas capacidades como qualquer pessoa, mas vão atrás das habilidades que precisam. Não desistem quando há adversidades. E, acima de tudo, continuam aprendendo.

Melinda é parte da equipe de estudantes húngaros que ganhou bolsas de estudo para o Nanodegree Desenvolvedor Android através da iniciativa da Google Developer Scholarship. E nem esperaram a graduação para colocar suas novas habilidades em prática: logo decidiram criar um aplicativo em conjunto.

Melinda foi uma entre 10 mil alunos a ganhar uma bolsa de estudos para aprender Android com a Udacity. Ela adorou aprender a construir apps complexos mas, conforme a primeira fase da iniciativa de bolsas chegava ao fim, a discussão online entre estudantes focou em outra oportunidade: uma das 1000 bolsas de estudo para o Nanodee Desenvolvedor Android.

Melinda precisou considerar os desafios que a aguardavam nos próximos passos. Juntou-se a um grupo de estudantes húngaros que também estava de olho no prêmio – Mónika Csontos, Miklós Mayer, Dániel Vokó, Viktória Schmideg, Bence Kónya, Karolin Fornet e Petra Lehoczky – e, juntos, bolaram um plano para impressionar seus instrutores e aumentar suas chances na seleção.

"Decidimos construir um novo aplicativo do zero e a ideia era de que isso nos daria uma chance extra quando as decisões fossem tomadas em relação à segunda fase da bolsa. Queríamos fazer algo que ajudasse a sociedade e que seria também um desafio técnico capaz de demonstrar as habilidades que já tínhamos construído."

Assista ao webinar: Construindo aplicativos para Android

Encontrando o foco do aplicativo

O marido de Melinda tinha feito trabalhos com o Serviço Nacional de Transfusão de Sangue da Hungria e então ela teve a ideia que precisava. Acreditava que havia uma oportunidade para criar um app que ajudasse as pessoas a encontrarem o centro de doação de sangue mais próximo e que as lembrassem de realmente doar sangue.

O grupo adorou a ideia: tinha o potencial de salvar vidas e potencial comercial também. Através dos contatos do marido, Melinda conseguiu fazer seu pitch diretamente para a organização e foi convidada a apresentar a ideia pessoalmente.

"Mostramos o conceito básico do app que tínhamos e as funções que queríamos criar. Eles ficaram realmente impressionados e quiseram ver uma versão funcional. Queria de fato cooperar com a base do negócio", explica ela, que recebeu acesso aos dados da organização, incluindo localização dos postos e datas de atendimento.

A equipe de oito pessoas ficou compreensivelmente entusiasmada e resolveu trabalhar com datas de entrega rígidas e autoimpostas. Precisavam terminar o aplicativo a tempo de publicá-lo no programa Nanodegree e antes que as bolsas fossem distribuídas. Além disso, queriam permitir que houvesse uma semana de sobra para que estudantes baixassem o app e oferecessem feedback.

Quando a conta fechou, eles viram que tinham apenas duas semanas para criar o aplicativo.

Saiba como criar um app em 8 passos

Criando um app em duas semanas

Começaram a trabalhar e compartilhar diferentes partes do trabalho entre si. Planejaram os features que queriam que o app tivesse – da simplificação do processo de cadastro como doador de sangue até uma experiência de usuário capaz de engajá-lo, completa com personagens na forma de gotas de sangue. Criaram até um nome: BloodDroid.

Quase todos os membros do time tinham empregos em tempo integral e passaram muitas noites longas em vídeoconferências. Essas experiências fortaleceram as amizades e a motivação.

"Houve muitas noites longas, mas as melhores piadas sempre apareciam à meia noite. Todo mundo estava muito cansado, mas nos tornamos amigos de verdade naquela época. Todos queriam fazer aquilo acontecer e estava tão entusiasmado de participar de algo real", lembra Melinda.

Como ficou o aplicativo BloodDroid, criado por alunos da Udacity na Hungria

O time conseguiu entregar tudo no prazo e postou o projeto no fórum do Nanodegree. As respostas positivas da comunidade de alunos chegaram praticamente no mesmo momento.

"Foi um ótimo sentimento receber tanto feedback positivo sobre o app", fala ela. "Conseguimos tanta atenção e tantos elogios que realmente nos sentimos como superherois! Foi tão legal saber que o trabalho duro tinha valido a pena."

E notícias ainda melhores estavam a caminho. Logo depois de terminar o app, cada membro do time BloodDroid descobriu que tinha conseguido a bolsa de estudos para o Nanodegree.

E quando o serviço húngaro viu o app pronto, a resposta também foi positiva. Pediram features adicionais e Melinda e a equipe agora trabalham nas especificações finais para entregar o aplicativo completo. O projeto está prestes a se tornar uma realidade comercial.

"Foi quando terminamos o app e eu terminei o programa Nanodegree inteiro que realmente parei para pensar que a programação para Android não era mais um hobby para mim. Agora me vejo como uma desenvolvedora que pode sair e construir coisas."

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Artigo originalmente publicado no blog americano da Udacity

Adam Lane