28 de nov de 2017

Ascensão profissional e reconhecimento internacional em machine learning: conheça Anderson Amaral

Udacity Brasil

O interesse de Anderson Amaral por tecnologia e machine learning começou de maneira inusitada. Ele tinha medo de viajar de avião e queria ter certeza de quais eram as companhias aéreas mais seguras. Para isso, levantou os dados disponíveis na internet sobre cada empresa, criou um modelo, cruzou com outras informações e descobriu que os aviões são mais seguros do que carros.

A partir desse momento, passou a voar um pouco mais tranquilo e também a desenvolver modelagem de dados e análises preditivas, o que se tornou a principal atividade do jovem de 30 anos nascido em Pindamonhangaba, interior de São Paulo. Apaixonado por tecnologia desde sempre, Anderson se encontrou em data science e machine learning, construindo uma carreira de destaque.

A importância dos estudos além da universidade

Embora os estudos sejam o grande foco de Anderson — “hoje, 50% do meu tempo diário é dedicado aos estudos e a aprender coisas novas” —, ele não possui diploma de graduação. Começou o curso de Física na Universidade de São Paulo (USP) e deu uma pausa para fazer intercâmbio na Irlanda, em 2008. Ficou no país até 2011, aperfeiçoando o inglês.

Ao voltar para o Brasil, tentou mais uma vez a universidade tradicional, mas não estava satisfeito com a experiência. “O conteúdo do curso estava indo para um caminho diferente do que eu esperava. O modelo tradicional, com um diploma no final, está mudando. A universidade não consegue acompanhar o desenvolvimento das tecnologias e fica defasada”, afirma.

Dessa maneira, Anderson largou a faculdade, mas continuou fazendo contatos acadêmicos. Além disso, ele já trabalhava com Business Intelligence (BI), ou seja, ainda estava lidando com tecnologia. Em 2014, recebeu um convite para estudar na University College Dublin e embarcou mais uma vez para a Irlanda, onde começou a aprender a linguagem Python, uma das mais importantes em data science.

Nessa época, Anderson teve o primeiro contato com os cursos da Udacity. “Eu fiz todos os cursos rápidos da instituição sobre o assunto e percebi que aprendia muito mais via e-learning”, revela. Assim, largou mais uma vez a faculdade e retornou ao Brasil, no início de 2015. De volta ao país, implementou toda a infraestrutura tecnológica da RSTC Instituição Financeira e decidiu fundar a Axiomas, focada em aplicações de BI para o setor financeiro. “A ideia inicial era criar uma empresa de data science, mas acabamos indo para outro caminho. Por isso, em 2017, decidi vender a minha parte e me aprofundar mais no conhecimento de análise de dados e modelos preditivos”, conta.

Para focar nos estudos, Anderson se inscreveu no programa Nanodegree Engenheiro de Machine Learning, da Udacity. “A tecnologia é mais do que um trabalho, é um hobby para mim. Com os cursos da Udacity, em especial o Nanodegree, eu tirei dúvidas com os maiores especialistas do mundo. Foram seis meses de um estudo intenso que renderam muito mais do que anos em uma sala de aula tradicional”, frisa.

Aposte nas suas ideias e arrisque novos caminhos

Anderson não imaginava que a sua decisão de focar nos estudos transformaria a sua carreira. Apesar de sempre ter trabalhado e aprendido sobre tecnologia, ainda não tinha tido a oportunidade de se envolver com machine learning.

Nos cursos da Udacity, além de aprender todos os conceitos, o aluno realiza projetos práticos. Em um deles, Anderson fez uma modelagem sobre preço de imóveis que foi tão reconhecida a ponto de ter sido comprada por uma construtora. A partir de então, sua trajetória profissional mudou de rumo. Ele passou a ser procurado por várias empresas para trabalhar como cientista de dados. Acabou escolhendo a Dataholics, empresa de data science e inteligência artificial com apenas dois anos de mercado até então. O motivo? Ele viu na organização a oportunidade de trabalhar com o que gosta — e o destaque foi tanto que já se tornou sócio.

Após entrar para o time da Dataholics, em maio de 2017, Anderson recebeu diversos prêmios junto aos seus sócios, como:

  • prêmio Visa Track, com direito a passar um mês no Vale do Silício;
  • primeiro lugar no PAPIS.io, maior competição de machine learning do mundo;
  • vencedor do Prêmio Ciab FEBRABAN;
  • startup acelerada pela Wayra, uma das maiores aceleradoras do Brasil.

O trabalho desenvolvido pela Dataholics é o Social Credit Score. Por ser expansível para qualquer parte do mundo, ganha reconhecimento nacional e internacional. “Usamos dados não estruturados da web para criar scores, parecido com o trabalho feito pela Serasa. Porém, temos acesso a mais informações graças aos modelos de machine learning que aprendem os padrões de comportamento das pessoas na web, em especial, nas mídias sociais”, explica Anderson.

Além desse modelo, considerado o carro-chefe da startup, a companhia está criando outros scores para grandes empresas do mercado nacional, como a Vivo. A organização quer descobrir o quanto uma pessoa pode ser digital: para isso, foi desenvolvido o projeto Score Digital, a fim de descobrir qual a probabilidade da realização de pagamentos online. O objetivo é ajudar na redução de gastos com a impressão de contas telefônicas.

O conhecimento transformou Anderson em um empreendedor de sucesso. “A demanda por cientistas de dados é tão grande que vale mais a pena se aperfeiçoar na área e ter o seu próprio negócio. Há espaço no Brasil para crescer, pois o país está carente de mão de obra qualificada. Dessa maneira, mesmo em meio à crise, estamos fazendo novos negócios”, avalia. A intenção de Anderson é abrir um escritório na Europa e até contratar alunos do programa Nanodegree Engenheiro de Machine Learning da Udacity para trabalhar com ele. Assim, conseguirá absorver mais demandas em sua empresa.

Machine learning: a tecnologia que gera muitas respostas

Algoritmos e modelos de machine learning podem ser úteis para diversos segmentos e gerar respostas para auxiliar em tomadas de decisões estratégicas. Além dos modelos criados pela sua startup, Anderson Amaral está desenvolvendo o São Paulo Crime Study, com viés mais social. “A ideia é mostrar em quais regiões da cidade de São Paulo possui mais ocorrência de crimes. O estudo indicará as tendências do aumento e diminuição da criminalidade, cruzando dados como horário, região, tipos — se é assalto ou sequestro, por exemplo. Tudo isso baseado nos boletins de ocorrências e outros dados disponibilizados na internet”, explica.

O grande diferencial do machine learning são as análises preditivas, ou seja, estudos de situações prováveis no futuro, realizados a partir do uso de dados. Esse tipo de tecnologia já está presente nas nossas vidas, por exemplo, nas recomendações de filmes da Netflix. Contudo, ainda existe potencial para crescer, até mesmo fora da área comercial, como no caso do estudo de São Paulo feito por Anderson. Então, quem começa a se especializar agora tem mais chances de alcançar o sucesso na carreira.

“Eu realmente não esperava um reconhecimento tão rápido na área. Mas percebi que machine learning pode responder a quase tudo, sendo o caminho ideal para as empresas se destacarem no mercado. Por isso, quero aprender cada vez mais e pretendo realizar o programa Nanodegree Engenheiro de Inteligência Artificial, oferecido pela Udacity”, afirma.

Você se identificou com a história do Anderson? Possui interesse em aprender mais sobre machine learning? Então conheça hoje mesmo o Nanodegree Engenheiro de Machine Learning da Udacity.




Sobre o autor
Udacity Brasil

A Udacity, conhecida como a "Universidade do Vale do Silício", é uma plataforma online e global que conecta educação e mercado para ensinar as habilidades do futuro – de data science e marketing digital à inteligência artificial e desenvolvimento. Hoje, há mais de 7 mil alunos ativos no país e 50 mil pelo mundo.