Da Biomedicina para a Globo: o conhecimento que impulsionou a carreira de Daniel Loureiro

Udacity Brasil
26 de set de 2017

Dominar novas tecnologias contribui para a construção de uma carreira sólida, pois os avanços tecnológicos estão em ritmo cada vez mais acelerado. Portanto, focar na constante atualização do conhecimento pode ser uma oportunidade para dar uma guinada na carreira.

Formado em Biomedicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Daniel Rodrigues Loureiro percebeu a nova realidade do mercado e não se acomodou.

Funcionário da Globo há quase dois anos com experiência como desenvolvedor mobile, Daniel tinha interesse em melhorar suas aptidões na criação de aplicativos para se destacar no cargo e, ainda, expandir as fronteiras do conhecimento, aprendendo mais sobre inteligência artificial.

Foi quando ele decidiu fazer os programas Nanodegree da Udacity para desenvolvimento mobile e machine learning, o que o permitiu pleitear uma nova vaga na Globo.

A carreira de Daniel Loureiro

Foi em 2016 que o biomédico começou a trabalhar no Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Globo como desenvolvedor mobile do Globo Play.

Lá ele percebeu que precisava agregar ainda mais conhecimento ao dia a dia de trabalho e começou os cursos da Udacity para desenvolvimento mobile e inteligência artificial. Daniel queria se envolver em mais tarefas e projetos na empresa e foi em busca de mais aprendizado nos programas Nanodegree Engenheiro de Machine Learning e Fundamentos de Deep Learning.

“No Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Globo, desenvolvemos todo o tipo de tecnologia para melhorar a qualidade de transmissão e atender melhor aos usuários e telespectadores dos produtos Globo. São muitas possibilidades de aprendizado e criação nesse setor da empresa e, por isso, resolvi me especializar ainda mais e estar melhor preparado para atender as demandas.”, afirma Daniel.

“Os programas Nanodegree da Udacity me ajudaram a criar aplicativos de melhor qualidade e performance, o que me deu mais segurança para contribuir no desenvolvimento de produtos de retenção de usuários na TV Globo”.

Daniel também desenvolveu um projeto com o irmão Rafael Loureiro, que é professor da Florida Polytechnic, Estados Unidos, sobre pesquisa em astrobiologia.

O projeto “Detecção de bioassinaturas extraterrestres utilizando um modelo de reconhecimento de padrões (PRIMO)” propõe entender o comportamento fisiológico de microrganismos unicelulares, quando expostos a ambientes alienígenas — condições climáticas, atmosféricas e físico-químicas de outros planetas.

“Durante um evento interno da Globo, ministrei uma palestra sobre o projeto que desenvolvo com meu irmão, pelo qual buscamos padrões através dos dados de reflexão e absorção de luz, na tentativa de achar vidas em outros planetas. Esse projeto também me abriu novas portas dentro da empresa”, conta.

Depois da apresentação e da conclusão dos programas de Nanodegree, Daniel Loureiro foi convidado pela Globo para assumir um cargo de pesquisa e deixar o posto de desenvolvedor mobile do Globo Play, cargo em que trabalhou por um ano e cinco meses.

“Me convidaram para sair do Globo Play e entrar na equipe voltada para a pesquisa, aplicando técnicas de inteligência artificial, como a aplicação da machine learning e o processamento de linguagem natural. Mudei da equipe de desenvolvimento para a de pesquisa na Globo e estou muito satisfeito atuando nos projetos. Amo o que faço. Me encontrei profissionalmente”, salienta Daniel Loureiro.

Identificação com desenvolvimento de softwares

Foi durante a graduação, concluída em 2009, que Daniel se viu interessado pelo desenvolvimento de softwares nas aulas laboratoriais de bioinformática:

“Me apaixonei por essa área, e logo que me formei, ingressei no mestrado de bioinformática pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que me deu uma base teórica muito importante”, explica Loureiro.

O título da tese de Daniel foi “Análise de efeitos fenotípicos de SNPs não sinônimos utilizando técnicas de agrupamento”, que teve como objetivo a construção de um modelo capaz de buscar padrões de mutações genéticas do tipo SNPs (polimorfismos de base única).

De acordo com Loureiro, a categorização desse tipo de mutação permite um efetivo apoio ao desenvolvimento de novos testes clínicos e terapias, que podem impedir a expressão de doenças diretamente relacionadas a efeitos genéticos deletérios.

Mas Daniel não seguiu carreira acadêmica, pois se sentiu atraído pela prática de desenvolvimento de softwares e resolveu trabalhar na área.

“Após o mestrado, comecei a trabalhar com desenvolvimento de software mobile — Android e iOS — na empresa VAT Tecnologia da Informação, onde permaneci por três anos e meio. Em paralelo, trabalhei durante um ano no aplicativo de solicitação de táxi, Resolve Aí. As duas empresas me deram a oportunidade de praticar o que eu tinha estudado, o que é muito gratificante. A teoria é importante, mas colocá-la em prática e alcançar resultados positivos é ainda mais interessante”, ressalta.

Aplicabilidade do conhecimento

Daniel acredita que para se tornar um profissional diferenciado no mercado tecnológico, é preciso investir em cursos que proporcionam a aplicabilidade do conhecimento.

“É importante aplicar e exercitar todo o conhecimento adquirido em projetos. Assim, o aprendizado será completo. Se eu tivesse me contentado com o mestrado, quando tive apenas aulas teóricas sobre inteligência artificial, jamais seria capaz de aplicar a teoria de Machine Learning com excelência no dia a dia do trabalho na Globo”.

O mercado tecnológico realmente exige do profissional mais do que conhecimento. É preciso estar preparado para implementar tudo o que foi estudado — seja em projetos pessoais ou da empresa em que trabalha.

“É claro que a formação acadêmica é importante, mas o diferencial para o profissional de tecnologia é focar em outros cursos ao longo da carreira que possibilite experiências práticas e ensine a resolver problemas reais. Programas Nanodegree viabilizam ainda o networking com profissionais da área, que podem agregar ainda mais conhecimento e vão além da base teórica”, destaca.

Daniel Loureiro lembra ainda que para ser um profissional de tecnologia de sucesso não se pode ter medo de errar. “O importante é aprender com o erro e sempre tentar melhorar o modelo tecnológico a partir das falhas, em um processo de persistência, até acertar. Acredito muito na educação e inovação — e isso me incentivou a manter um aprendizado constante. Eu estava disposto a me esforçar para realizar os meus objetivos, estudando diariamente, inclusive nos finais de semana”, conta.

Quer aprender com as gigantes do mercado, colocando em prática o conhecimento e ainda ter seus projetos revisados por especialistas? Conheça mais os programas Nanodegree da Udacity.