17 de jul de 2018

O que é Bitcoin e como ela funciona? Conheça essa criptomoeda

Udacity Brasil

O Bitcoin é um sistema de pagamento eletrônico que utiliza o blockchain, poder computacional distribuído e a criptografia para realizar transações seguras sem intermediários – e, acredite, é possível entender o que tudo isso significa.

O que você aprenderá aqui:

Assista ao webinar: Como investir em moedas virtuais

O que é Bitcoin?

O Bitcoin, na verdade, é um conjunto de tecnologias composto por uma rede peer-to-peer descentralizada, um registro contábil e distribuído das transações (o famoso blockchain), uma moeda descentralizada (BTC) e um sistema distribuído de verificação das transações. Juntos, eles formam um sistema de pagamento eletrônico sem intermediários.

A arquitetura do sistema permite que usuários comprem e vendam mercadorias, paguem por serviços ou troquem sua cryptocurrency usando apenas um aplicativo, chamado de carteira. Porém, diferente das moedas tradicionais, as cryptocurrency não existe fisicamente: é apenas uma informação na rede e não é controlada por nenhuma autoridade central.

De maneira resumida, a criptografia garante que apenas os usuários que detêm a chave privada possam mover os fundos com sua assinatura digital. Os mineradores garantem que as transações realizadas por esses usuários sejam válidas e que nenhum fundo tenha sido gasto mais de uma vez. E o blockchain garante que o registro da posse dos fundos e das transações seja transparente e inalterável.

O conjunto dessas tecnologias torna seguras, imutáveis e altamente eficazes as transações realizadas na internet. Usando apenas um smartphone, qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, pode realizar uma transação sem chance de censura, bloqueios ou qualquer burocracia.

Em 2018, a moeda sofreu grandes oscilações e uma queda acentuada, mas continua sendo um ativo valorizado. Cada unidade custa em média, no momento de escrita desse post, 24 mil reais.

Para saber um pouco mais sobre Bitcoin e blockchain, assista essa seleção de 8 vídeos feita pela Udacity.

Bitcoin para iniciantes

A rápida valorização das criptomoedas atraiu o interesse de muitas pessoas que buscam lucrar rápido. Muitas dessas pessoas não têm conhecimentos prévios sobre tecnologia ou finanças, o que torna o assunto complicado à primeira vista para muito dos interessados.

Se você é iniciante e deseja conhecê-lo melhor, esse artigo será excelente para você. Que tal começarmos desmentindo alguns mitos sobre Bitcoin e as criptomoedas? Assista o vídeo abaixo e comece a desbravar esse mundo:

Bitcoin: como funciona

O protocolo Bitcoin utiliza uma rede ponto-a-ponto para realizar transferências de valor. Todas as transações são carimbadas com a data e hora em que ocorreram e organizadas cronologicamente em uma cadeia de blocos, conhecida como blockchain. O encadeamento das transações torna impossível modificá-las.

O processo é simples. Se Maria deseja transferir x Bitcoins para João, ela precisa baixar uma carteira, que é um programa ou aplicativo que roda em seu celular ou computador. Maria vai receber um conjunto de chaves públicas e chaves privadas. Juntas, elas formam a assinatura digital de Maria.

A chave privada é representada por 34 letras e números aleatórios, algo como: A7GJhxj9HKI.. ou 12 palavras aleatórios. E a chave pública se parece com: 1Cdid9KFAaatwczBwBttQcwXYCpvK8h7FK (começando com 1 ou 3).

Para saber como criar uma carteira, assista ao vídeo abaixo:

A chave pública é como o seu número de conta do banco e serve para te identificar. A diferença é que, nesse caso, o número não está vinculado à pessoa, mas à chave privada, dando privacidade ao usuário. E a chave privada é como a senha usada para mover os fundos da conta.

Quando Maria envia x Bitcoins para João, a rede recebe a seguinte mensagem: o endereço a (1Cdid9…) deseja transferir x unidades para o endereço b (3Kjdof..). A transação então é emitida para os nós – usuários que rodam uma cópia do blockchain em seus computadores –, que precisam esperar os mineradores resolverem um problema matemático complexo.

Assim que o problema for resolvido, as transações válidas serão incluídas em um novo bloco que vai conter todas as últimas transações verificadas. Após essa verificação, todos os nós receberam a informação que o endereço a (1Cdid9..) tem -x Bitcoin e o endereço b (3Kjdof..) tem +x Bitcoins.

Como já foi citado, para verificar a transação, os mineradores competem para resolver um problema matemático e dar origem a um novo bloco, que terá sua própria identidade (o hash). Esse problema é conhecido como "proof of work" (ou prova de trabalho). A dificuldade do problema é ajustável para que, a cada 10 minutos, um minerador possa encontrar a resposta, receber como recompensa Bitcoins recém-criados e incluir o novo bloco no blockchain.

Em resumo, trata-se de um sistema em que usuários usam seu par de chaves para propagar transações pela rede que serão então validadas por computadores distribuídos pelo mundo todo e registrados pública e imutavelmente no blockchain.

Infográfico do Canaltech explica como funciona esse mundo.

Como surgiu o Bitcoin

O surgimento do Bitcoin está intrinsecamente relacionado ao desenvolvimento da criptografia. Em 1980, cientistas da computação começaram a buscar na criptografia a solução para o problema da transação de dinheiro pela internet, que seria construir moedas digitais seguras.

A ideia do sistema foi lançado em outubro de 2008 em uma lista de e-mails sobre criptografia metzdowd por Satoshi Nakamoto. Trata-se de um pseudônimo, já que a identidade do criador (ou criadora ou criadores) continua sendo um grande mistério. Neste e-mail, Nakamoto diz estar trabalhando em um novo sistema de pagamento eletrônico, totalmente peer-to-peer e sem nenhum intermediário de confiança.

Esse novo sistema propõe: uma rede ponto a ponto que combateria o problema do gasto duplo; o uso do algoritmo proof-of-work para validar transações; a superação da necessidade de intermediários para dar confiabilidade às transações; e a possibilidade de ocultar a identidade dos usuários.

E, apesar de ser a criptomoeda mais popular, essa não é a primeira a ser criada. Nem a última. Atualmente criptomoedas como Ethereum, Ripple, Litecoin e Stellar detém uma parte significativa do mercado capital.

Websérie exclusiva da Udacity mostra o impacto de blockchain em diversas áreas, de finanças à saúde. Assista aqui!

O método computacional utilizado para garantir a segurança da rede e veracidade das transações (Proof-of-Work) já existia em 1998 e foi usado antes pela criptomoeda Hashcash. Outra criptomoeda, a B-Money, já havia sido proposta pelo cyberpunk Wei Dai e é inclusive é citada no próprio white paper do Bitcoin.

Bitcoin em 2018 é a criptomoeda com maior mercado capital de todo ecossistema. Com cerca de 112 bilhões de doláres, ela detém praticamente metade do valor de todo ecossistema de criptomoedas junto, que soma em 269 bilhões de dólares em junho de 2018.

Apesar da popularidade das criptomoedas ter se iniciado apenas com o Bitcoin, as tecnologias utilizadas já estavam sendo desenvolvidas há muito tempo por outras pessoas. Para conhecer um pouco mais sobre as criptomoedas que prepararam o terreno para seu surgimento, leia este artigo.

Como funciona o mercado de Bitcoins

O mercado de Bitcoin é formado por investidores, desenvolvedores, mineradores, empresas, reguladores e pela mídia.

Investidores são quaisquer usuários interessados em comprar criptomoedas e utilizá-las como investimento a curto, médio ou longo prazo, como meio de troca ou como transferência internacional de valores, para citar apenas alguns exemplos.

Os desenvolvedores são as pessoas responsáveis por escrever, revisar e atualizar os códigos que servem como base para o desenvolvimento das criptomoedas. Eles são um elemento extremamente importante no mercado, já que as atualizações são em grande parte responsáveis pelo sucesso e viabilidade de um projeto de criptomoedas.

Os mineradores são as pessoas responsáveis por manter a rede funcionando, autenticando as transações e criando moedas novinhas em folha. Sem eles, o Bitcoin não existe.

As empresas são um elemento importante para solidificação e massificação do ecossistema das criptomoedas. Elas podem ser corretoras, desenvolvedoras de aplicações para uso cotidiano ou empreendimentos que utilizam o blockchain para solução de algum problema em seus modelos de negócios.

Por último temos os reguladores e as mídias. A forma como eles enxergam e lidam com o Bitcoin define a velocidade da evolução e da adoção da tecnologia. Juntos, todos esses agentes formam o mercado, permitindo que cada vez mais usuários entrem no mercado.

Leia: O que é blockchain? Entenda tudo sobre essa tecnologia

O Bitcoin é pirâmide?

É comum ouvirmos de grandes investidores do mercado tradicional e de governadores que o Bitcoin é um esquema tipo pirâmide. As pirâmides ou esquemas ponzi são estratégias que prometem grandes rendimentos aos investidores, normalmente à custas do dinheiro dos usuários que ainda vão chegar.

No entanto, é apenas uma tecnologia, uma forma de se transacionar valor pela internet, o que torna impossível encaixá-lo nesse tipo de esquema. O criador do sistema nunca prometeu nenhum rendimento ou lucro, no entanto, uma série de pirâmides surgem cotidianamente usando o nome do Bitcoin para enganar e roubar usuários desatentos.

Nesse vídeo, Fernando Ulrich, um importante economista brasileiro, fala um pouco sobre a questão e porque achar que o Bitcoin é pirâmide é errado. Assista e saiba como identificar uma pirâmide e se proteger:

Bitcoin é seguro?

O mercado é cercado por notícias sobre fraude, ataques e roubos. Por isso, os investidores devem aprender como investir com segurança, antes de começar o investimento na prática.

O Bitcoin é um dos ativos mais seguros do mundo, mas nem todos os serviços usados para gerar, armazenar e movimentar os fundos são seguros. Em outras palavras, o blockchain e o Bitcoin nunca foram violados e todos os problemas ocorridos até agora são resultado do mal uso da tecnologia e não da tecnologia em si.

Existem dois tipos de problemas de segurança no Bitcoin: riscos de sistema e riscos de usabilidade. Os riscos de sistema são aqueles que concernem a arquitetura da rede. Os riscos de usabilidade referem-se a como os usuários manejam a tecnologia.

O principal risco de sistema chama ataque 51%. O ataque 51% ocorre quando um minerador detém mais de 50% do poder computacional da rede Bitcoin, podendo realizar o gasto duplo de seus fundos. O aumento da rede Bitcoin torna cada dia mais difícil realizar um ataque 50%.

A rede Bitcoin conta com uma força computacional de 2.000 PH/s. Esse hashrate é milhares de vezes superior ao dos 200 supercomputadores do planeta somados. Para superar esse poder computacional, o agente mal intencionado precisaria gastar ao menos 106 bilhões de dólares para reverter uma transação (e uma enorme quantidade de energia elétrica), tornando o ataque praticamente impossível.

Por outro lado, os riscos e as fraudes de usabilidade são extremamente comuns e já foram responsáveis pelo roubo de milhões de doláres por todo o mundo. A maioria desses ataques afetou os usuários que tinham fundo nas corretoras. Se você detém sua chave privada armazenada em segurança e usou um bom método de geração da chave privada, a chance de ser roubado cai para praticamente zero.

Para gerar uma chave de forma segura, escolha uma das carteiras sugeridas pelos desenvolvedores do Bitcoin, o Bitcoin Core. A lista é constantemente atualizada e revisada por quem sabe do assunto.

E lembre-se sempre de realizar o backup da sua chave privada. É recomendado que você tenha ao menos três backups diferentes. E se você escolheu deixar sua chave no computador, sempre deixe o arquivo criptografado.

Para saber mais sobre como manter seus Bitcoin em segurança, acesse o Wiki do Bitcoin.

Como comprar Bitcoin

Comprar Bitcoin é um processo extremamente simples e se feito da forma correta, elimina em 100% os riscos de fraude. É possível adquirir cryptocurrency de duas maneiras:

  • Em uma corretora (exchange)
  • Com usuários em negociações peer-to-peer (P2P)

As corretoras são empresas que intermediam usuários que querem comprar e usuários que querem vender Bitcoins. Já as negociações P2P ocorrem diretamente com os usuários que querem vender Bitcoins.

Para comprar, você precisa converter o Real (BRL) para a criptomoeda. É possível converter usando sites de conversão como Coinmill ou o Preev. Bastar digitar quanto você quer comprar em Real e converter automáticamente para BTC.

Cada moeda terá um preço e um conversor diferente. Para converter Ethereum por exemplo, use o conversor da Livecoins.

Vale destacar que a Bitcoin pode ser comprada em frações. O Bitcoin é fracionado em até 8 casas decimais depois do zero. Sendo que a menor unidade (0.00000001) chama satoshi. Sendo assim, você pode comprar qualquer fração de bitcoin.

Corretora

Para comprar Bitcoin de uma corretora, basta entrar se cadastrar na plataforma, autenticar seus documentos, ativar uma fase de autenticação e realizar um depósito na conta da corretora. Para saber quanto comprar, você precisa converter Real (BRL) para BTC. E realizar o depósito baseado na sua conversão.

Assim que o depósito ocorrer, você precisará colocar uma ordem de comprar e esperar pela sua execução, visto que a corretora não faz a compra automaticamente assim que o dinheiro cai.

Atualmente o Brasil conta com dezenas de corretoras especializadas em Bitcoin e em outras criptomoedas. O Mercado Bitcoin e a FoxBit são atualmente as corretoras com o maior número de usuários e volume de negociação em território brasileiro.

Lembre-se, porém, que as corretoras não te dão acesso à sua chave privada, então os fundos não estão realmente em sua posse. Após a aquisição dos Bitcoins na corretora, é aconselhável criar uma carteira e enviar os fundos comprados através de corretoras para seu novo endereço.

Esse vídeo ensina passo-a-passo como comprar Bitcoin no Mercado Bitcoin:

Peer-to-peer (P2P)

Negociar com um peer em uma rede P2P envolve um pouco mais de cuidado: é preciso assegurar-se de que aquela pessoa é confiável e a transação, legítima. A compra, entretanto, é mais rápida, menos burocrática e mais anônima – ideal para quem quer agilidade e privacidade.

O processo é basicamente o mesmo: você vai depositar o valor na conta do usuário que está lhe vendendo a criptomoeda e ele vai enviar os Bitcoins para sua carteira.

Para comprar outra criptomoeda, como Ethereum, Ripple, EOS ou Nano, execute o mesmo procedimento com uma exchange ou um P2P que negocie com essas moedas.

Onde comprar Bitcoin com segurança

Para comprar Bitcoin com segurança você precisa contratar um serviço que tenha boa referência no mercado de Bitcoin.

Se você escolheu comprar de uma corretora, assegure-se de que é uma empresa que atue a bastante tempo no mercado, com uma boa base de clientes e fundadores conhecidos.

Se você escolheu por um serviço P2P, tenha certeza que o vendedor é confiável, que você está negociando com um perfil real e que ele tem uma boa reputação. A melhor plataforma para negociar P2P e evitar cair em uma fraude é usando o local Bitcoin.

Além de mostrar a reputação do vendedor, o número de negociações já realizadas e a qualidade do serviço, a plataforma também realiza a custódia dos fundos ou seja, garante que a cryptocurrency já esteja disponível na plataforma.

Qual é a melhor corretora Bitcoin?

Escolher uma exchange, ou corretora, é como escolher um banco. É preciso buscar pelo serviço que melhor se encaixe melhor com suas necessidades.

Se você pretende fazer trade, por exemplo, precisa de uma corretora com grande volume de negociação e baixas taxas. Se pretende operar com algotrading, você precisa de uma corretora que contenha API para operações. E se pretende apenas adquirir Bitcoins e guardá-las, precisa de outra.

Alguns critérios para prestar atenção:

Volume

A questão do volume das corretoras Brasileiras é um tema controverso e quanto mais estudo, melhor. O artigo do estrategista da Octabank é uma excelente forma de entender como analisar o volume das corretoras, evitando exchanges com volumes falsos de negociação.

Taxas

Para analisar as taxas, vale a pena conferir a comparação entre as taxas das corretoras brasileiras realizada pelo portal Criptomoedas Fácil. Lá é possível conferir quais corretoras têm taxa de depósito, qual a taxa das ordens passivas (aquela que fica no livro de ordens) e das ordens ativas (ordens executadas instantaneamente), além da taxa de saque.

Reclamações

As reclamações do cliente podem ser facilmente encontradas no Google digitando o nome da empresa seguido de “reclamações”. Buscar pelo nome da exchange na lupa de grupos do Facebook também é boa forma de descobrir os problemas que outros usuários já tiveram com a corretora.

Suporte

O suporte ao cliente precisa abranger diversos canais de atendimento, FAQs e rapidez no atendimento. A segurança da plataforma inclui a privacidade dos usuários, a gestão dos fundos (mantê-los em carteiras offline) e a política de compartilhamento dos dados.

Teste

Diferentemente de bancos, nenhuma exchange cobra para manter sua conta ativa. Aproveite e abra conta em todas as exchanges, teste o serviço de cada uma e escolha a que melhor atende suas necessidades.

Para se aprofundar nas dimensões que devem ser usadas para analisar a melhor corretora de Bitcoin, leia o Rating da bitValor.

Leia: 5 dicas para trabalhar como desenvolvedor front-end freelancer

Como saber o valor da Bitcoin

O valor da Bitcoin é definido pela relação entre a oferta e a demanda de moedas. Ou seja, pela relação entre os usuários que estão interessados em comprar e os que estão interessados em vender as criptomoedas. O preço de qualquer criptomoeda é definido pelo consenso momentâneo entre todos os participantes do mercado.

A exchange, assim como a bolsa de valores ou o mercado de balcão, reúne os usuários interessados em comprar e vender determinada ação, definindo um preço a partir do equilíbrio do valor que cada um dos usuários está disposto a pagar, criando-se assim o valor momentâneo da Bitcoin.

É comum que as exchanges tenham diferentes preços e a diferença entre o valor da Bitcoin no Brasil e em outros países inclusive abre espaço para uma estratégia de ganho conhecida como arbitragem. A arbitragem aproveita que a Bitcoin no Brasil possa ter um valor diferente do valor da Bitcoin no Estados Unidos, considerando o câmbio entre os países, e lucra com essa diferença.

O preço que cada entusiasta está disposto a pagar é definido por inúmeras questões: amadurecimento da tecnologia, desenvolvimento de novas empresas, notícias regulatórias, implementações, roubos, problemas na rede, além claro, de questões de cunho ideológico. Por isso é extremamente difícil dizer o que define o valor da Bitcoin.

Por outro lado, é extremamente fácil saber qual o valor da Bitcoin hoje. Se você está no Brasil, provavelmente vai usar o valor definido pela sua exchange. Existem também sites conhecidos como agregadores, que reúnem o preço de diferentes exchanges no mesmo lugar. Nesse caso, o bitvalor é a plataforma mais usada no Brasil.

Bitcoin é um bom investimento?

Por ter preço volátil, a Bitcoin é um bom investimento para investidores cujo perfil é tradicionalmente definido como arrojado. Em poucas palavras, não é para qualquer um – nem uma maneira de deixá-lo rico do dia para a noite. É preciso estudar seu perfil e o mercado, entender suas necessidades e, de maneira consciente, tomar essa decisão.

Segundo quem avalia o mercado financeiro, no entanto, há sinais positivos ao redor da Bitcoin: a evolução da tecnologia blockchain e a formação de um ecossistema empresarial na área pode torná-la um investimento interessante a longo prazo.

Mesmo assim, investir em Bitcoin ou em outra criptomoeda não é uma tarefa simples. Para os investidores que compraram Bitcoin a 12 mil reais e venderam em 70 mil reais, com certeza foi um ótimo investimento. Já para os investidores que compram no topo histórico dos 70 mil reais e venderam quando o preço tinha despencado talvez não tenha sido uma boa experiência.

Para os investidores interessados em mineração de Bitcoins, o investimento é ainda mais arriscado e requer altos custos com hardwares, energia elétrica, manutenção, além de um grande conhecimento técnico.

Em suma, as boas práticas de qualquer investimento valem aqui: investigue a área, converse com amigos, colegas e pessoas do mercado financeiro, informe-se e tome uma decisão com base em informações confiáveis.

Leia: Como a Moeda usa blockchain para oferecer microcrédito a agricultoras brasileiras

Como investir em Bitcoin

As três formas mais comuns de investimento em criptomoedas recebem o nome de hold, trader e mineração. Conheça melhor cada uma delas abaixo:

Hold

O termo “hold” ou “hodl” significa realizar um investimento visando lucro a longo prazo. Os holders buscam altos lucros com o aumento da popularidade e uso das criptomoedas. Assim, independente da queda no preço, eles continuam investindo na criptomoeda, esperando que a popularização eleve seus ganhos. É como investir na ação de uma empresa esperando que ela suba.

Trader

O trader, pelo contrário, é o investidor que busca lucrar no curto e médio prazo, aproveitando as variações do preço da moeda. Assim que ela sobe, atingindo o alvo da operação, ele vende e recompra o Bitcoin ou outra criptomoeda quando o preço está subvalorizado e repete a estratégia novamente.

Mineração

A mineração é o processo de dar poder computacional para rede Bitcoin em troca de receber como recompensa Bitcoins recém-criados. Explicamos o passo-a-passo de como minerar abaixo.

Leia: Não sabe nada sobre tecnologia? Saiba como se preparar para projetos digitais

Como minerar Bitcoin

A Bitcoin é um bom investimento para os mineradores. A mineração é o processo responsável por gerar as criptomoedas. A cada 10 minutos um novo bloco é registrado no blockchain, recompensando o minerador que incluiu o último bloco com Bitcoin recém-geradas e com uma taxa chamada fee.

O protocolo Bitcoin define a criação de moedas de maneira deflacionária, o que significa que, a cada 4 anos, diminui pela metade a emissão das moedas. Nessa toada, atingiremos o limite em 2140 e nenhuma Bitcoin será mais criada. Nesse momento distante, a única recompensa dos mineradores serão as taxas.

Mas agora que ainda há tempo, como concorrer por essas recompensas?

A primeira coisa que você precisa fazer é comprar um hardware específico para mineração e existem dezenas de hardwares disponíveis. Para saber qual o melhor para sua necessidade, acesse essa tabela.

O segundo passo é criar uma carteira (wallet). Ao resolver o desafio, as criptomoedas recém geradas serão encaminhados para sua carteira, então é muito importante que essa carteira tenha sido gerada de forma segura e que você detenha a posse de sua chave privada em segurança.

O terceiro passo é decidir se irá juntar seu poder computacional a uma pool (grupo) ou se vai minerar sozinho. Juntar-se a uma pool garante um lucro baixo e estável. Minerando sozinho, talvez você demore mais de um ano para ganhar sua primeira recompensa. Enquanto isso, sua conta de energia terá um aumento significativo.

O quarto passo é baixar um programa de mineração. Os mais famosos são o CGminer e o BFGminer. Após baixar o programa, conecte sua carteira. Agora você já estará preparado para competir pela recompensa.

Se você está interessado na mineração de Bitco e quer começar a competir pela recompensa dos Bitcoins recém criados, assista aos vídeos abaixo:

Como usar Bitcoins

Existem inúmeras formas de usar cryptocurrency e, com as soluções de pagamento disponíveis, você pode, no futuro, nunca mais precisar de uma moeda fiduciária. Inúmeros gateways de pagamento, como o Zpay possibilitam a conversão de Bitcoin em real, tornando possível gastar seus Bitcoins em praticamente qualquer lugar.

O pagamento com criptomoedas também livra os comerciantes das taxas pagas às empresas e máquinas de cartão de crédito e fornece depósitos instantâneos – uma boa diferença dos 30 dias que um comerciante precisa esperar até ter o dinheiro depositado em sua conta.

Essa facilidade e economia torna cada vez mais fácil encontrar lugares que aceitam Bitcoin como forma de pagamento e usar o Bitcoin no dia a dia para pagar contas e adquirir produtos.

Infográfico do TopBet resume o uso da criptomoeda no dia a dia.

Como gastar Bitcoins no Brasil

Para começar a gastar Bitcoin no Brasil, acesse o Coinmap, iniciativa que mapeia os estabelecimentos em que você pode gastar Bitcoin. Já existem mais de 6,7 mil estabelecimentos e profissionais mapeados pelo mundo e 300 deles estão registrados no Brasil.

Em São Paulo, já há uma associação, a ALIFE, formada por 11 bares e restaurantes que aceitam Bitcoin e Litecoin como forma de pagamento. É uma boa forma de começar a gastar Bitcoins: consumindo bebidas e comidas enquanto você faz novas amizades com outros entusiastas de criptomoedas.

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