15 de fev de 2018

Como este desenvolvedor Android começou sua carreira internacional

Udacity Brasil

Mesmo com uma carreira em ascensão no Brasil, o sonho de Gabriel Bernardo Pereira era ser um profissional de sucesso no exterior. Queria experimentar um estilo de vida diferente, mas havia uma barreira: melhorar o inglês.

Foi assim que ele decidiu fazer o programa Nanodegree Desenvolvedor Android — em inglês.

“Além de aprimorar o inglês como segunda língua, o Nanodegree foi muito útil para expandir meus conhecimentos e habilidades de programação e me especializar em Android”, destaca.

Deu certo. Desde o início de 2016, Gabriel trabalha na Austrália como desenvolvedor mobile Android na Nurun, uma empresa global de consultoria em design e tecnologia.

Leia: 7 habilidades exigidas pelo mercado de Android Developers

Um mercado em crescimento

Formado em Tecnologia da Informação e pós-graduado em Gestão de Projetos, Gabriel já atuava no mercado como desenvolvedor mobile Android e iOS.

Apesar de sua aptidão e do interesse por mobile desde que se formou, em 2005, Gabriel não conseguiu focar na área quando recém-formado porque não havia demanda em Porto Alegre, onde morava.

Para ele, é incrível como a demanda por profissionais especializados em mobile cresceu ao longo dos anos, tanto no Brasil quanto no exterior.

É uma tendência. Segundo a App Annie, uma consultoria especializada, o mercado de aplicativos deve crescer 270% em cinco anos, de 70 bilhões de dólares em 2015 para 189 bilhões de dólares em 2020.

No Brasil, segundo a consultoria Page Personnel, houve um crescimento de 23% na demanda por desenvolvedores mobile em 2017 e salários costumam ficar entre 7 mil e 12 mil reais.

Soft skills, hard skills e preparação

Diante da necessidade de se destacar como profissional neste segmento e alcançar seu sonho de morar fora, ele viu no Nanodegree Desenvolvedor Android a oportunidade ideal para atualizar seus conhecimentos e colocá-los em prática.

“Criei diversos aplicativos ao longo do curso e pude usar o que aprendi em prol do meu emprego atual antes mesmo de concluir a formação”, conta. Um deles foi o app Bitcoin Now, disponível na Google Play Store, que hoje considera um dos destaques do seu portfólio.

O foco na prática envolveu não só hard skills (habilidades técnicas e quantificáveis) como soft skills (habilidades interpessoais, como flexibilidade e colaboração), que são cada vez mais fundamentais para o sucesso profissional.

“Evoluí minhas habilidades interpessoais e, como consequência, melhorei ainda mais a comunicação em inglês", lembra.

Tais benefícios estavam em mente quando Gabriel optou pela Udacity, que também oferece aos alunos mentorias, coaching de carreira focado em comportamento e informações sobre como melhorar suas redes sociais profissionais, como LinkedIn e GitHub.

O coaching foi especialmente importante durante os processos seletivos, quando o nervosismo afetava seu inglês.

“Na hora das entrevistas, eu sabia a resposta, mas não conseguia dizê-la em inglês”, lembra. “Com o coaching, consegui identificar os tipos de entrevista, estudá-los e elaborar as possíveis respostas em inglês para me sentir preparado."

Leia: Do Brasil para a Itália: conheça a carreira internacional de um desenvolvedor iOS

A importância do portfólio

A construção de um portfólio diversificado – um diferencial nas entrevistas de emprego e que pode ser mais valioso que certificados ou diplomas – também é um dos focos do Nanodegree Desenvolvedor Android.

"E não adianta colocar mil coisas no currículo se você não consegue colocá-las em prática”, começa Gabriel. Ou seja, o portfólio precisa refletir de maneira clara aquilo que você realmente sabe fazer.

Outro ponto que ele considera importante é a realização de projetos pessoais e voluntários. “Você se mostra interessado a realizar coisas na sua área, mesmo que isso não te traga um retorno financeiro”, conta ele, que atualmente dá aulas sobre Desenvolvimento Android na Organizer, da Google Developer Group Manaus.

Acreditar em si mesmo, saber seu potencial, estar bem preparado e estar consciente que os resultados não vêm de uma hora pra outra são outros conselhos do desenvolvedor para quem busca uma carreira no exterior.

Leia: Como montar um portfólio de desenvolvedor e apresentar meu trabalho?

Para aqueles que ainda estão inseguros, Gabriel deixa a dica: “O primeiro passo é ter objetivos bem definidos. O segundo é a busca constante por mais conhecimento em direção às metas estipuladas."

E se houver insegurança no caminho, tudo bem. "Acredito que ela sempre existirá, mas você precisa dar seu máximo e simplesmente tentar", resume.

Ou seja, quer expandir seus horizontes profissionais e atuar fora do país? Estude o mercado, trace um plano de ação e siga-o. Para desenvolvedores mobile bem preparados, qualquer país é possível.

Quer saber mais sobre o mercado e a trajetória de Gabriel? Assista ao webinar completo!

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