2 de jan de 2018

Como seguir uma carreira em desenvolvimento de carros autônomos

Caroline Watson

À primeira vista, pode parecer que Megha Maheshwari inevitavelmente se tornaria uma engenheira. Tanto seu irmão como seu tio seguiram carreiras técnicas, e sua mãe sempre incutiu nela um forte senso de independência, desde cedo.

"Eu estava inspirada para me tornar uma engenheira e, o mais importante, minha mãe, que trabalhava, sempre tinha me preparado para que eu me tornasse uma mulher independente — trilhando meu próprio caminho na direção da carreira que eu escolhesse. Isso sempre me fez seguir em frente", conta a aluna da Udacity.

Mas, apesar de uma forte rede familiar, exposição antecipada ao setor e um espírito independente, esta ainda seria uma longa e notável jornada para Megha — desde sua criação na Índia, até se tornar aluna do programa Nanodegree Engenheiro de Carro Autônomo na Udacity e conseguir um trabalho no Silicon Valley R&D Tech Center, da Volvo Cars, em Mountain View, nos EUA.

Sua dedicação, tenacidade e mentalidade de crescimento seriam testadas muitas vezes ao longo do caminho. Ela assumiu riscos, enfrentou desafios e resistiu a frustrações, mas, no final, concretizou seus sonhos. Esta é a história dela.

O início

Megha cresceu em seu país de origem, a Índia, e teve contato com a engenharia como profissão ainda jovem, quando seu tio buscava essa área. Ela e o seu irmão ficaram tão admirados com a natureza de resolução de problemas de seu trabalho que se sentiram atraídos a estudar temas técnicos.

A jovem estava determinada a seguir seu tio e irmão nesse campo e, a partir do exemplo deles, sabia que seria fundamental se concentrar nos estudos. Ela se matriculou em um curso universitário no Instituto Nacional de Tecnologia em Silchar, na Índia, e se formou em tecnologia eletrônica e telecomunicações.

Ao se graduar, estava ansiosa para provar que poderia ser contratada como engenheira e aplicar suas novas habilidades. Candidatou-se para várias vagas e conseguiu um trabalho como engenheira de software.

O setor automotivo

Megha sentiu confiança em suas habilidades básicas, mas ansiava por aprender mais em breve. Foi um risco enorme para uma jovem engenheira, mas, apenas depois de um ano em seu novo cargo, ela decidiu sair do emprego em tempo integral para passar dois anos cursando o mestrado em sistemas incorporados na Nanyang Technological University, em Cingapura.

Após sua graduação e durante os seis anos seguintes, Megha trabalhou em Cingapura e na Alemanha, aprendendo com os líderes do setor e projetando sistemas automotivos de interface homem-máquina — isto é, os recursos que permitem ao motorista se comunicar com o veículo.

Sua incrível ética de trabalho e paixão pelo aprendizado de novas habilidades, em pouco tempo, levaram-na a conquistar uma promoção, passando de engenheira de software para um cargo técnico sênior.

Explorando a tecnologia dos veículos autônomos

Em 2017, seu marido foi transferido para a Califórnia, e Megha se viu forçada a pausar sua própria carreira. Ela se encontrava com tempo de sobra, uma vez que ainda não tinha um visto de trabalho, mas, em vez de encarar essa transição como um percalço em sua trajetória profissional, Megha voltou à prancheta de desenho, procurando maneiras de aprender novos conceitos relacionados a seu trabalho anterior.

Em particular, ela estava sempre de olho na inovação automotiva, especialmente em iniciativas relativas ao desenvolvimento autônomo. "Fora das grandes iniciativas de fabricação de automóveis, eu estava ouvindo sobre as pequenas empresas que vêm trabalhando em veículos autônomos para pessoas com deficiência e serviços de transportes locais... Essas ideias, em pequena escala, foram incrivelmente empolgantes para mim", relata.

O Nanodegree Engenheiro de Carro Autônomo da Udacity

Megha começou a pesquisar mais sobre a tecnologia por trás da direção autônoma. Foi então que encontrou o programa Nanodegree Engenheiro de Carro Autônomo da Udacity. "Fiquei imediatamente atraída pelos principais conteúdos do curso. O stack central da tecnologia é a localização de um caminho. O potencial de concluir os projetos realmente me motivou a me inscrever e começar o curso."

Ela se inscreveu e foi aceita na primeira turma de alunos que entraram no programa — e tratou o curso como se fosse um emprego em tempo integral: "Achei os projetos muito interessantes, então, eu queria ir além do que era exigido. Eu estava investindo de 8 a 9 horas por dia tentando entender os diferentes aspectos do curso".

Além de prosseguir com o programa, Megha investiu em networking e em aprender com seus colegas. "Temos um grupo pequeno de estudos e nos encontramos nos fins de semana. Nós nos encontrávamos em bibliotecas, onde podíamos discutir alguns pontos ou comentar sobre o que havíamos lido. E, o mais importante, podíamos compreender se havia lacunas", relembra.

Uma nova carreira

Como concluiu com sucesso os primeiros projetos, ela começou a sentir muita vontade de testar suas habilidades no mundo real.

"Quando eu estava terminando o primeiro período, senti que tinha conhecimento suficiente sobre a visão computacional clássica e o deep learning. Foi quando comecei a procurar empregos e, pouco tempo depois de buscar e me candidatar, fui contratada pela Volvo Cars Silicon Valley R&D Tech Center, aqui em Mountain View, na Califórnia."

Com essa nova função, Megha provou mais uma vez que, com diligência, trabalho duro e a autoconfiança depositada em ambos, o sucesso é alcançável. "Adoro resolver novos desafios no setor dos veículos autônomos todos os dias, e isso realmente é uma sensação maravilhosa", comemora.

Megha personifica os conceitos da mentalidade de crescimento e aprendizagem contínuos. Além de sua nova função, ela continua a se dedicar ao programa Nanodegree Engenheiro de Carro Autônomo e está em vias de se graduar. Com o futuro da tecnologia de veículos autônomos nas mãos de alunos dedicados como Megha, estamos confiantes de que inovações surpreendentes e benéficas estão a caminho!

Este texto foi originalmente publicado no blog da Udacity americana, em 27 de outubro de 2017.





Caroline Watson