Como França e Coreia do Sul policiam os céus e caçam drones indesejados

Udacity Brasil
22 de fev de 2018

Como França e Coreia do Sul policiam os céus e caçam drones indesejados

Soluções governamentais vão de redes e radares a águias. Startups e grandes empresas também desenvolvem tecnologias para resolver a questão

Era questão de tempo até que drones – que já são mais de 1 milhão só nos EUA – se tornassem um problema para governos. O principal motivo aualmente é a segurança nacional: muitos temem que os aparelhos possam ser utilizados para planejar ou conduzir ataques terroristas.

Há também outras questões relacionadas ao espaço aéreo, como voos em lugares proibidos, e de proteção de propriedade privada – não são poucos os drones vitimados por tiros de proprietários irados.

Os jeitos de lidar com essa questão variam entre países. A Coreia do Sul, por exemplo, estava preocupada com os Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 e a segurança do público que trariam.

Em janeiro, antes do início do evento, apresentou três ferramentas: um radar específico para detectar drones suspeitos, drones capazes de capturar outros com redes e armas que interferem com seus sinais de rádio.

Já a França, inspirada pela Holanda, seguiu um caminho diferente: seu exército treinou águias para derrubar as máquinas dos céus. Para que as aves tenham interesse nos drones, treinadores os empregam como pratos de comida quando ainda são filhotes. Assim, criam uma associação entre uma coisa e outra.

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Enxergando oportunidades de negócios, startups e grandes empresas também desenvolvem soluções diversas, como uso de radiofrequência, wi-fi e mesmo bazucas e munição adaptadas.

A Boeing, uma das maiores companhias do mundo, apostou no sistema de lasers HEL MD, que libera um feixe capaz de fazer um drone pegar fogo. A ideia é acoplá-lo a veículos militares, como tanques. A Lockheed, uma de suas concorrentes, tem uma tecnologia parecida, batizada de ATHENA.

Como a Amazon pretende proteger drones

Naturalmente, também há quem pense no outro lado: como proteger seus drones num céu hostil. É o caso da Amazon, que pretende utilizá-los para entregar mercadorias num futuro próximo.

De acordo com uma patente registrada pela empresa, mudanças na localização, altitude ou direção de um drone farão com um alarme seja ativado. Além disso, ele terá paraquedas e airbags para se proteger em caso de queda.

Com tanta tecnologia envolvida, é no mínimo curioso que a Amazon tenha escolhido uma ameaça bastante analógica para ilustrar uma situação de perigo no documento: alguém empenhando um arco e flecha.