2 de out de 2018

Como trabalhar com marketing digital: conheça 7 áreas e suas profissões

Udacity Brasil

Trata-se de uma das áreas mais promissoras da comunicação social, graças ao imenso volume de dados que a internet e o mundo digital oferecem. Manter um relacionamento com clientes por esses canais é hoje mais fácil e rentável do que nunca (e do que em qualquer outro meio). Mas justamente por esse dinamismo e pluralidade surge a pergunta: como trabalhar com marketing digital? Quais são as opções profissionais que ele oferece?

O marketing digital de fato se ramifica em atuações diferentes: algumas envolvem as tarefas mais tradicionais que profissionais de comunicação já devem conhecer, enquanto outras podem ser interessantes até para quem não tem experiência nesse campo.

Por um lado, isso atrai gente com muitos backgrounds diferentes. Por outro, acaba fazendo com que surjam um monte de nomes novos para cargos desconhecidos, gerando confusão. O trabalho de um “analista de redes sociais” pode ser mais ou menos fácil de se entender. Mas o que faz um “growth hacker”, por exemplo?

Para ajudar a navegar por esses cargos novos e curiosos, elencamos a seguir sete opções de atuação na área de marketing digital. Cada uma delas tem funções diferentes, e exige profissionais com diferentes habilidades e conhecimentos.

Nesse trabalho, contamos com a ajuda de Maurício Goi Lacerda, coordenador de business intelligence em estratégias digitais do jornal _O Estado de São Paulo_, para ajudar a esclarecer alguns dos termos menos conhecidos.

Leia também: Mudança de carreira para a área de marketing: afinal, o que é preciso saber?

Redes sociais e mídias sociais

Esse título é bem claro: um analista ou gerente de redes sociais é alguém responsável por determinar a atuação do marketing de uma empresa ou marca em plataformas como o Facebook, o Instagram e o Twitter. Isso pode envolver desde a análise do tom que a marca adota para se comunicar nessas redes (parte do trabalho de construção de uma brand persona) até a criação de posts, imagens e vídeos para determinados públicos.

Um profissional de marketing focado em redes sociais precisa conseguir analisar o desempenho de suas comunicações nessas redes (alcance, engajamento, etc). Com base nessas informações, precisa ser capaz de orientar a atitude de marcas e empresas em plataformas desse tipo. O site Love Mondays lista um salário médio de 2.315 reais para analistas de mídias sociais.

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Community management

Na tradução literal, “community manager” significa “gerente de comunidades”. Essa tradução dá um pouco da ideia: ele é responsável por interagir com que a comunidade de pessoas em torno da marca ou empresa, servindo como ponto de contato e garantindo que ela se comporte e dialogue de uma maneira que se alinhe com os valores da empresa.

Nas palavras de Maurício, community management e gerência de redes sociais são semelhantes no sentido de que os dois trabalhos envolvem branding e comunicação. Mas um community manager acaba interagindo com os clientes de maneira bem mais direta — por isso, é importante que o profissional que pretende ocupar esse cargo tenha facilidade ou experiência com esse tipo de interação. O Lovemondays lista um salário médio de 3.379 reais para community managers.

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SEO e SEM

Essas duas siglas significam, respectivamente, “otimização para mecanismos de busca” e “marketing em mecanismos de busca”. Essencialmente, elas trabalham para trazer mais tráfego para sites a partir de buscadores como o Google. SEO faz isso por meio de “um conjunto de técnicas que melhorarão o ranking do site nos mecanismos de busca”, resume Maurício. Essas técnicas envolvem desde questões de redação até a maneira como o site é construído.

SEM, por sua vez, se refere ao gerenciamento de compra de anúncios nesses sites. “Você paga por certas palavras-chave e concorre com outros players que compraram a mesma palavra-chave para que seu site seja exposto no topo do mecanismo de busca como anúncio”, explica Maurício. Analistas de SEO ganham em média 2.968 reais de salário, segundo o Lovemondays; analistas de SEM, por sua vez, 3.635 reais.

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Inbound marketing

“Marketing” todo mundo meio que já sabe o que é. “Inbound”, por sua vez, é uma expressão em inglês que se refere àquilo que entra. O “inbound marketing”, portanto, se refere às práticas de marketing voltadas para trazer os clientes para dentro – em geral, para dentro de um site ou de uma base de dados.

Segundo Maurício, inbound marketing envolve “relacionar a criação de conteúdo que atraia o usuário (como vídeos ou conteúdo informativo) para realizar algum tipo de conversão”. Essa conversão pode ser desde a tradicional compra do produto ou serviço até o cadastro para receber uma newsletter.

“Tendo os e-mails dos usuários, pode-se manter um relacionamento [com eles]”, continua Maurício. Segundo o Lovemondays, o salário para analistas de inbound marketing é, em média, de 2.547 reais.

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Marketing de conteúdo

De maneira semelhante ao inbound marketing, o marketing de conteúdo, segundo Maurício, “é a estratégia de relacionar conteúdo relevante, que tenha valor para o usuário”, com a atração de novos leads, ou seja, contatos de potenciais clientes. No caso do Estadão, por exemplo, o conteúdo em questão pode ser matérias confiáveis sobre as eleições. E um profissional de marketing de conteúdo consegue usar essas matérias para trazer novos assinantes para o jornal.

Um profissional nessa área precisa tanto da capacidade de analisar dados de engajamento quanto de uma mentalidade mais editorial: com base no perfil de seu público e nas informações de quais tipos de conteúdos mais lhe atraem, ele deve ser capaz de propor a criação de mais textos, vídeos e produções para manter o relacionamento com seu cliente. Os analistas de marketing de conteúdo listados no Lovemondays têm um salário médio de 3.200 reais.

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Growth hacking

Literalmente “hacker de crescimento”, o Growth Hacker é um profissional com um pé firme na análise de dados. Com conhecimentos tanto de marketing quanto de bancos de dados e SQL, o growth hacker precisa “conseguir coletar diversas fontes de dados — tanto internas como externas, até de concorrência — para usar isso a favor do modelo de negócios”, de acordo com Maurício.

No Estadão, por exemplo, fazer isso significa “entender o comportamento dos clientes de jornal hoje e descobrir como a gente faz, em todos os pontos de contato com o cliente, para otimizar e alavancar o volume de vendas”, diz Maurício. Isso precisa ser feito de maneira rápida e precisa. O Lovemondays lista um salário médio de 5.548 reais para growth hackers.

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Métricas

“Métrica” é outra expressão que se refere a uma área de intersecção entre o marketing digital e a análise de dados. De acordo com Maurício, o trabalho de um analista de métricas envolve, por exemplo, “a mineração e estruturação dos dados das ferramentas como Google Analytics para ferramentas de planilhas e base de dados, que mensuram o comportamento do usuário em alguma modalidade de compra ou negócio que gere receita para a empresa”.

Para ocupar esse cargo, portanto, é necessário ter bom conhecimento dessas ferramentas, além de uma visão mercadológica para entender os pontos em que a empresa pode melhorar. Afinal, o trabalho não envolve só revirar planilhas: é necessário entender como a empresa funciona e como seus clientes se comportam para ir além dos números e gerar resultados. O salário médio para analistas de métricas no Lovemondays é de 4.302 reais.

Saiba mais sobre ferramentas de visualização de dados

O que um profissional do marketing digital precisa saber?

Como já mencionado, a área de marketing digital está bem aquecida. E a possibilidade cada vez maior de usar dados a favor desse trabalho está gerando demanda por profissionais com perfis diferentes.

Na visão de Maurício, “o profissional de marketing digital mais completo é aquela que tem noção de banco de dados e métricas, linguagens de programação (JavaScript, Python, HTML, SQL), visão de negócios, marketing, mercado, economia, e consegue ser técnico com as ferramentas que usa para tirar dados estratégicos – Google Analytics, Adobe Analytics, ferramentas de CRM e mídias como Google Ads e Facebook Ads”.

Não é pouca coisa. Felizmente, o mercado necessita não apenas de profissionais mais generalistas como esses, como também de pessoas especializadas em diferentes partes desse processo listado aqui.

Outra boa notícia? Os recursos para ir além de sua área de especialização nunca foram tão facilmente acessíveis. Conheça os cursos de marketing digital da Udacity: Nanodegree Marketing Digital, Nanodegree Google Ads e Nanodegree Google Analytics!

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Sobre o autor
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A Udacity, conhecida como a "Universidade do Vale do Silício", é uma plataforma online e global que conecta educação e mercado para ensinar as habilidades do futuro – de data science e marketing digital à inteligência artificial e desenvolvimento. Hoje, há mais de 7 mil alunos ativos no país e 50 mil pelo mundo.