15 de fev de 2018

Competitividade entre aplicativos: saiba como conquistar a atenção do usuário

Udacity Brasil

Conquistar a atenção do usuário é um dos principais desafios de quem desenvolve aplicativos mobile.

E isso é ainda mais difícil no Brasil, que é o mercado mais competitivo para esse tipo de produto, segundo uma pesquisa da Cheetah Ad Platform envolvendo 52 milhões de usuários de smartphones Android em 9 países.

Para brigar pelo espaço na tela do smartphone, o app precisa atender alguma demanda específica do público, além de entregar uma experiência satisfatória.

Mesmo um app bem divulgado pode falhar se não tiver capacidade de engajar o usuário – será deletado ou esquecido após a primeira utilização.

É algo fácil de comprovar se você olhar para sua própria tela: há algum aplicativo ali que você nem lembrava que tinha?

A Udacity Brasil reuniu três dicas essenciais para desenvolver apps capazes de competir pela atenção de usuários, especialmente os brasileiros.

Leia: Passo a passo: saiba como criar um app do zero

Conheça bem o público do aplicativo

A primeira recomendação para desenvolver apps capazes de conquistar a atenção do usuário é entender bem as expectativas desse público e atendê-las com o produto final.

Ou seja, é preciso estudar o perfil das pessoas que farão o download da aplicação e levantar dados que revelem suas motivações.

Entre as possibilidades para construir essa persona estão pesquisas especializadas, como o próprio relatório da Cheetah Ad Platform, e consultas a fontes primárias, como a coleta de interações em redes sociais.

Com um perfil realista do usuário construído, é possível confirmar hipóteses do time de desenvolvimento – e eliminar outras.

Use dados para analisar concorrentes

Assim, os dados ajudam a orientar a criação do produto, o que aumenta as chances de engajar o usuário final.

Informações do tipo também oferecem uma maior compreensão da concorrência. Com a pesquisa da Cheetah Ad Platform, por exemplo, é possível descobrir que, no Brasil, existe pouca competição por games nas categorias de corrida, simulação, ação e educação – e eles têm alto grau de engajamento.

Há, portanto, uma oportunidade clara nessas áreas.

Já os apps de produtividade, personalização, redes sociais e jogos casuais são os que possuem maior competitividade, o que significa uma luta mais ferrenha por espaço.

Leia: 5 tendências de interface de apps que vão afetar os desenvolvedores

Invista em uma experiência memorável

A experiência é decisiva para o engajamento do usuário. Uma das principais razões para a rejeição imediata a um novo app são atritos na usabilidade e uma interface pouco eficaz e esteticamente desagradável.

Por outro lado, se a equipe consegue entregar uma experiência inteligente, de navegação fácil e intuitiva, as chances de agradar são maiores.

Além de ser elegante e funcional, a experiência precisa ser imediatamente memorável e imersiva.

Num primeiro contato com o aplicativo, o usuário deve imediatamente identificar o valor do produto e sentir como ele atende facilmente às suas expectativas – é aí que mora o desafio.

Impulsione a colaboração entre áreas

Este desafio está, principalmente, na integração entre os times de design, marketing e programação. É preciso que essas equipes colaborem e se comuniquem para construir a melhor experiência em conjunto.

Também é interessante contar com profissionais que, além de dominar sua área de atuação, são qualificados também em outras.

Um designer que conheça o básico de programação, por exemplo, saberá como comunicar sua visão sobre o produto para os desenvolvedores. Ao entender o vocabulário específico, ele saberá se expressar melhor e, se for preciso, pode participar ativamente do código.

Da mesma forma, um programador que entenda de marketing digital será capaz de enxergar as oportunidades de engajamento e indicar como podem ser bem aproveitadas.

Conhecimento nunca é demais — e é sempre muito bem-vindo em equipes de desenvolvimento. Quanto mais o profissional conseguir atuar de forma multidisciplinar, melhor será o processo de produção do aplicativo.

Leia: Conheça as 5 fases do processo de Design Sprint do Google

Faça testes beta com públicos menores

Um bom design de experiência de usuário exige que o projeto seja refinado ao longo de todo o processo: é preciso realizar melhorias contínuas (na interface e no acesso às funcionalidades da aplicação) e remover qualquer atrito ou erro no código.

Bugs, glitches, crashes e outras falhas de sistema são devastadores para o engajamento. Quanto mais cedo o usuário passar por algum desses problemas, maior é a chance de rejeição do app.

Para conquistar e reter sua atenção, portanto, é preciso aprimorar essa experiência. A melhor forma de fazer isso antes do lançamento oficial do produto é realizando testes beta com públicos menores e obter seu feedback.

Muitos erros de código são encontrados por testes automatizados, mas colocar o app nas mãos de pessoas reais aumenta as chances de encontrar outros problemas.

Leia: Apps para estudar

Acompanhe a jornada do usuário

Além de receber feedback dos usuários, também é válido acompanhar a jornada deles pela navegação do aplicativo, tomando nota sobre os caminhos intuitivos que são percorridos (ou não) e, com isso, pensar formas de potencializar a experiência.

Outra possibilidade interessante é a realização de testes A/B para conseguir levantar mais dados e tomar decisões embasadas.

Um teste A/B tem como objetivo avaliar os resultados de duas possibilidades distintas dentro do aplicativo.

Para realizá-lo, desenvolvedores dividem o grupo de usuários ao meio e cada um recebe uma versão diferente.

Se a equipe quer, por exemplo, testar dois ícones diferentes, cria um teste A/B com cada opção. Com as métricas resultantes dos testes, será possível descobrir qual teve o melhor desempenho.

Leia: 6 passos para se tornar um desenvolvedor mobile

Cogite um soft launch

Depois dos testes beta, uma boa prática é realizar o soft launch do app para ter espaço para mais ajustes. O soft launch é um lançamento inicial de um produto, normalmente restrito a uma única região do mundo – um país menor mas com boa base de usuários, por exemplo.

Nessa etapa, o produto entra em contato direto com o público final e é possível, por meio de ferramentas de analytics, verificar quais são as reações das pessoas.

O soft launch é uma oportunidade para afinar ainda mais a experiência do usuário e, com isso, maximizar o engajamento antes do lançamento final.

Uma vez que o produto estejá disponível para todos, é possível utilizar as mesmas ferramentas para fazer atualizações regulares, sempre buscando a melhoria contínua.

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