23 de mar de 2018

Em 4 meses, ele foi da iniciação científica ao back-end de uma startup

Udacity Brasil

Quando estava no quarto ano da graduação em Engenharia de Computação na Universidade Federal de Pelotas, no início de 2017, Gustavo Smaniotto percebeu uma lacuna: não sabia muito sobre desenvolvimento web. “Apareceram diversas oportunidades e eu não tinha o conhecimento específico”, lembra.

Para resolver o problema, decidiu estudar por conta própria. Fez (e largou) alguns cursos online até encontrar o Nanodegree Desenvolvedor Web Full Stack, com o qual esperava entender todas as etapas necessárias para criar aplicações web, tanto do lado do usuário quanto do lado do servidor.

“No início, fiquei na dúvida se não seria mais do mesmo”, lembra. Quando concluiu o primeiro projeto, impressionou-se com a profundidade da revisão personalizada e a possibilidade de usar os projetos previstos para construir seu portfólio. “Pensei comigo: ‘Esse é o curso que preciso para investir na minha carreira.’”

Trabalho, ele sabia, já existia: de São Paulo a Pelotas, uma cidade com cerca de 300 mil habitantes, não há profissionais qualificados em número suficiente para preencher todas as vagas disponíveis. “A demanda é muito grande no interior também”, afirma.

Leia: 3 opções de carreira para desenvolvedores web: front-end vs. back-end vs. full stack

Das aulas online ao dia a dia em uma startup

Logo que iniciou os estudos, Gustavo – que se mantém ativo nos fóruns e canais de Slack que unem outros estudantes da Udacity, onde tira dúvidas e descobre oportunidades de trabalho – tratou de aproveitar o aprendizado por projetos e o feedback de especialistas, aprimorando seus códigos e crescendo rapidamente.

Até então, sua experiência profissional se resumia ao campo acadêmico: fazia quatro anos que ele participava de uma iniciação científica no grupo de arquiteturas e circuitos integrados. Apesar do interesse ainda vigente por pesquisas, Gustavo ansiava por tentar algo novo.

Quando ainda estava na metade do curso online, surgiu a oportunidade de ampliar os horizontes e estagiar em uma startup. O desafio era a linguagem da casa (JavaScrip e Node), que era diferente daquela ensinada em sala (Python e Flask).

Tomou coragem e aceitou. Há seis meses, ele trabalha como desenvolvedor na Donamaid, startup que conecta diaristas e clientes em Pelotas, Santa Maria, Rio Grande e outras cidades de Rio Grande do Sul.

“O Nanodegree me ajudou em diversas coisas no dia a dia, pois somente a linguagem mudou: o comportamento dos sistemas e a da internet é o mesmo”, explica. “Com toda a base construída, não tive muita dificuldade para entender o que a Donamaid usava. Em mais ou menos um mês, eu já estava contribuindo."

Em um campo tão dinâmico quanto a programação, ter uma base firme como essa é crucial para acompanhar as mudanças cada vez mais velozes. “A cada dia, semana e mês há um novo produto, uma nova linguagem, um novo framework, uma biblioteca”, fala Gustavo. “Adequar-se e tentar sempre usar as tecnologias mais estáveis e atuais é um grande desafio."

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O que faz um desenvolvedor em uma startup

Apesar de ser oficialmente um estagiário, Gustavo se viu com muito mais responsabilidades em uma startup do que teria de empresa convencional. “Aprendi muita coisa não só de desenvolvimento, mas também de negócios, vendas e marketing, entre outros”, fala.

Ao lado de outro desenvolvedor, é o responsável pelo back-end da Donamaid, o que inclui desenvolver toda a plataforma para agendar e controlar as limpezas marcadas e cuidar da API utilizada pela equipe de front-end.

Como desenvolvedor profissional, ele se empolga com as diversas possibilidades que existem para resolver os problemas cotidianos. “Há diversas linguagens, frameworks, arquiteturas de software…”, começa. “O mais bacana é que a raiz de todas essas tecnologias é muito parecida, então são apenas formas diferentes de pensar.”

Essa flexibilidade inovadora também é o que atrai Gustavo, de maneira geral, à carreira em tecnologia. Ele cita Uber, Airbnb, Nubank, Netflix e Google, assim como a novata Donamaid, como exemplos de tecnologias voltadas para facilitar a vida das pessoas. “Isso me motiva muito.”

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Porque o esforço compensa

Nada disso significa que o sucesso que Gustavo obteve com seus novos conhecimentos veio facilmente. Hoje recém-formado, ele se lembra das escolhas que fez para conciliar aulas, vinte horas semanais de pesquisa e a dedicação ao curso online.

“Foi difícil, mas é possível”, diz ele, que optou por fazer apenas duas disciplinas universitárias na época e estudava sempre que tinha tempo disponível.

"Não temos como quebrar um triângulo formado pelas pontas estudo, vida social e sono. E para manter meu foco nos estudos, diversas vezes sacrifiquei minha vida social e meu sono. Não me arrependo em nenhum momento.”

Para quem ainda está em dúvida sobre investir tempo e recursos em sua própria capacitação profissional, ele é direito: “Vai sem medo. Todo teu investimento vai compensar no futuro.”

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Sobre o autor
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A Udacity, conhecida como a "Universidade do Vale do Silício", é uma plataforma online e global que conecta educação e mercado para ensinar as habilidades do futuro – de data science e marketing digital à inteligência artificial e desenvolvimento. Hoje, há mais de 7 mil alunos ativos no país e 50 mil pelo mundo.