Entenda quem lidera o campo de realidade virtual e o que buscam em profissionais

Udacity Brasil
6 de mar de 2018

Se você gostaria de se envolver com uma área em expansão e que inova cinstantemente, a realidade virtual (VR, na sigla em inglês) é uma opção.

O mercado de softwares de realidade virtual movimentou cerca de 407 milhões de dólares em 2016, e esse número deverá subir para incríveis 14 bilhões de dólares até 2020, de acordo com a VentureBeat.

Esse tipo de crescimento significa que as perspectivas de emprego são muito boas. Entender melhor este mercado, assim como se preparar para ele, é essencial.

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Habilidades necessárias para trabalhar com VR

Trabalhar com realidade virtual pode exigir uma variedade enorme de habilidades técnicas, que dependem especificamente do nicho de VR em que o projeto está focado.

As linguagens essenciais de VR atualmente são C#, C++ e JavaScript. Além disso, é bem-vinda a familiaridade com o funcionamento dos mecanismos Unity – foco do Nanodegree Desenvolvedor de Realidade Virtual – e Unreal, bem como o Google Cardboard ou Oculus.

O site Monster.com dá o seguinte conselho: "Se você se interessa por desenvolvimento de softwares nessa indústria, é preciso ter experiência com programas 3D, C/C ++, desenvolvimento de games e programação gráfica".

Também é possível ter uma ideia do mercado ao avaliar as habilidades mais procuradas por gerentes e recrutadores:

  • Programação em C
  • Hardware
  • Gráficos
  • Ciência da computação
  • Comunicação
  • Análise
  • Gestão
  • Pesquisa
  • Desenvolvimento de software

Muitos desenvolvedores de VR aproveitam os programas Nanodegree de programação e desenvolvimento Android da Udacity e se fortalecem com outros cursos de habilidades relacionadas à VR, como gráficos 3D interativos, fotografia computacional e introdução à visão computacional.

Remuneração

Segundo uma pesquisa da Paysa nos EUA, um engenheiro de design ganha em média 82 mil dólares por ano, enquanto um engenheiro de hardware ganha cerca de 10 mil dólares a mais. Já um chefe de engenharia pode ganhar, em média, 124 mil dólares anualmente.

A surpresa é a apreciação de gerentes de produto – que lidam com marketing, gerenciamento de projetos e desenvolvimento de produtos –, que pode ganhar até mais que os desenvolvedores: a média americana é 99 mil dólares.

Experimente com projetos pessoais

Além desse tipo de método mais formal de capacitação, existe o método experimental para aprender os prós e contras da tecnologia de VR: testar suas habilidades na prática.

Fazer pesquisas e desenvolver projetos pessoais de VR o ajudarão a manter suas habilidades de resolução de problemas ativas. Além disso, podem popular seu portfólio profissional, o que pode ser uma maneira de compartilhar seu potencial com um possível empregador.

E como acontece em diversas outras áreas da tecnologia, conectar-se com a comunidade para se inspirar e tirar dúvidas é um ótimo passo.

O conselho é do VirtualRealityPop.com, um site especializado: "Se você nunca teve uma experiência com VR ou realidade aumentada, pode ir a um encontro local e ter seu primeiro contato. São ótimas chances de fazer perguntas e conexões com outros profissionais, artistas locais, designers e desenvolvedores que poderão compartilhar conhecimentos com você”.

Leia: Quais são as diferenças entre os principais gadgets de realidade virtual?

Quais são as principais empresas de realidade virtual

Segundo dados da Paysa, as principais empresas em busca de talentos nos EUA para projetos de realidade virtual são:

  • Nvidia
  • AMD
  • Magic Leap
  • Oculus VR
  • Unity Technologies
  • World Vision

GVRA: a associação global de realidade virtual

Frente a tamanho crescimento previsto, grandes nomes da indústria de VR se uniram para formar uma entidade sem fins lucrativos dedicada ao avanço da tecnologia.

A ONG, conhecida como Global Virtual Reality Association (GVRA), define sua missão como "promover o desenvolvimento responsável e a adoção da VR em escala global por meio de boas práticas, o diálogo entre as partes interessadas e a pesquisa."

Seus atuais membros incluem Acer Starbreeze, Google, HTC Vive, Oculus, Samsung e Sony Interactive Entertainment.

Leia: Realidade Virtual: afinal, como ela vem sendo usada?

Os líderes de pensamento no campo da VR

Rick King

Com mais de 267 mil seguidores no Twitter, King é conhecido como o principal pensador de VR. Sua experiência como consultor de tecnologia, designer gráfico, programador de software, designer de aplicativos móveis e programador de Unity 3D tornam-o um dos desenvolvedores mais reconhecidos do mercado.

Manuel Clément

Clément, famoso designer de UX sênior e prototipador na equipe de VR do Google, defende que a qualidade da experiência do usuário é o que definirá a adoção desse tipo de tecnologia.

Roy Taylor

Vice-presidente corporativo de alianças na Advanced Micro Devices (AMD), Taylor é um defensor do vasto potencial de realidade virtual em jogos, educação e entretenimento.

Um motivo para o seu interesse é óbvio: a AMD é uma das principais fabricantes de chips de CPU e GPU. Sua paixão por VR vai além dos interesses corporativos da AMD: é a natureza transformadora da tecnologia.

Palmer Luckey

Luckey é mais conhecido por ter inventado o Oculus Rift, os famosos óculos de VR que chamaram a atenção do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, que rapidamente comprou a empresa de Luckey por 2 bilhões de dólares. Atualmente afastado do debate, ele ainda é uma voz importante do campo.

Outros especialistas notáveis ​da VR são: Michael Abrash, cientista-chefe na Oculus; Tim Sweeney, fundador e CEO da Epic Games e criador do ZZT, Unreal e Unreal Engine; e John Carmack, CTO da Oculus VR.