23 de jul de 2018

11 empresas no Brasil e no mundo utilizam novas tecnologia para disruptar o mercado

Udacity Brasil

Empresas que querem inovar e conquistar novos nichos de mercado estão adotando tecnologias cada vez mais sofisticadas aos seus modelos de negócios.

No Brasil, algumas já se destacam e têm ganhado mais espaço ao utilizar as ferramentas tecnológicas que a quarta revolução industrial vem proporcionando. São produtos e serviços que utilizam inteligência artificial, dados em nuvem, algoritmos de machine learning, internet das coisas e até mesmo robôs trabalhando na linha de produção.

Ana Romeo, gerente responsável pelas Escolas de Data Science, AI e Development da Udacity, listou soluções inovadoras em áreas como mobilidade, marketing, medicina, cosméticos, segurança no trabalho, alimentação e bebidas. Confira:

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iFood (Brasil)

Líder em delivery de comida por meio de pedidos online, a empresa registra mais de 6,2 milhões de pedidos por mês, o que gera uma grande base de dados. Com essas informações, fornece insights de mercado e inteligência para os parceiros de forma gratuita, como:

  • Mapeamento de bairros a fim de otimizar entregas
  • Indicação da culinária mais buscada de determinado local
  • Sugestão do valor adequado da taxa de entrega
  • Recomendação de onde abrir uma nova unidade a partir de informações baseadas em oferta e procura

Tudo isso é feito pelo time de tecnologia, que utiliza as informações dos dados armazenados na nuvem e inteligência artificial.

Stilingue (Brasil)

Trata-se de uma ferramenta online especializada no monitoramento de redes sociais por meio de inteligência artificial, analisando perfis, mídias, influenciadores, conteúdo e notícias. Sua plataforma é fortalecida por algoritmos de machine learning, processamento de linguagem natural e visão computacional, que promovem a inclusão do Brasil na lista de países que desenvolvem inteligência aumentada — aquela que, ao invés de substituir o ser humano, o ajuda a tomar decisões.

A Stilingue disponibiliza inteligência de dados para fortalecer e auxiliar as corporações, agências, ONGs e figuras públicas a fim de que essas organizações e profissionais possam dialogar com clientes e unificar conhecimento em diversas áreas de negócio.

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ROBBIoT (Brasil)

A empresa aplica internet das coisas (IoT) para garantir a proteção e segurança do trabalhador em ambientes de alta periculosidade nos mais variados setores — como mineração, construção civil e indústria química. Para isso, utiliza wearables (roupas e acessórios com acesso à internet) para gerar dados disponíveis em tempo real, realizar análises e produzir relatórios preventivos.

A startup se dispõe a criar soluções específicas para os desafios de cada companhia: em uma empresa de óleo e gás, por exemplo, foram acoplados dispositivos nos capacetes e coletes dos trabalhadores. Assim, é possível identificar situações de risco, como ruídos que podem gerar deslizamentos ou alta exposição de trabalhadores a raios ultravioleta.

IntelligentX (Reino Unido)

A startup de Londres afirma ter lançado a primeira cerveja criada a partir de inteligência artificial. Há quatro tipos de produtos (golden, pale, black e amber), cujas receitas são melhoradas gradualmente à medida que os feedbacks de clientes são recebidos e processados pelo algoritmo da startup.

Isso acontece porque, na garrafa de cerveja, existe um código que direciona o consumidor ao Facebook e, ali, ele responde uma rodada de perguntas de múltipla escolha. As informações são avaliadas pelos algoritmos de machine learning e, então, utilizadas para melhorar a receita que será utilizada na fabricação do próximo lote.

Phrasee (Reino Unido)

Aplica inteligência artificial à área de marketing, utilizando técnicas de processamento de linguagem natural para personalizar mensagens de marketing digital. O intuito é garantir que, dentre as infinitas possibilidades de escrever um texto, seja adotado o modelo ideal para cada leitor.

O sistema da startup está integrado aos principais provedores de serviços de e-mail e sua tecnologia é capaz de otimizar o assunto da mensagem a fim de ganhar a atenção do destinatário e melhorar a taxa de abertura das campanhas. Entre seus clientes, destacam-se grandes companhias como Domino's Pizza e Virgin Holidays, fundada por Richard Branson.

QOOWEAR (Itália)

Preocupada com funcionários expostos a ambientes de trabalho extremamente frios, a empresa criou uma roupa térmica controlada por inteligência artificial. Ela tem a capacidade de mudar sua temperatura de forma automática durante qualquer atividade — independentemente das condições climáticas externas.

Ao manter o trabalhador confortável, a vestimenta garante também sua segurança e o aumento de produtividade. Essa tecnologia consegue reconhecer pontos do corpo que estão frios (inclusive os dedos das mãos e dos pés), priorizando o processo de aquecimento deles em tempo real.

Zume Pizza (Estados Unidos)

Nesse delivery, humanos e robôs trabalham em conjunto para agilizar a entrega de pizzas, mantendo-as saborosas e quentinhas. A estratégia é baseada em "linhas de produção", onde cada função é designada a um robô — como espalhar molho de tomate na massa, levar a pizza ao forno e cortá-la em pedaços — a fim de otimizar o processo.

Isso evita que os funcionários sejam expostos a situações de risco e desconforto, como queimar a mão no forno ou praticar funções operacionais e repetitivas. Eles ficam encarregados, por sua vez, de afazeres que exigem atenção e capricho no preparo, como abrir a massa, escolher somente ingredientes frescos, adicionar os condimentos e garantir uma apresentação apetitosa.

Function of Beauty (Estados Unidos)

Com foco em entregar um kit personalizado de shampoo e condicionador para seus consumidores, a empresa utiliza algoritmos de machine learning que se baseiam nas preferências pessoais e no tipo de cabelo de cada um deles.

Para garantir a satisfação individual do cliente, foram criadas 12 bilhões de combinações da fórmula — e a definição de qual delas é melhor para cada pessoa tem por base um quiz no site da marca. Cada tubo, inclusive, vem com o nome do cliente para potencializar a experiência exclusiva e, se ela não for aprovada, a startup promete devolver o investimento em até 30 dias.

Nauto (Estados Unidos)

Utilizando câmeras bidirecionais, a Nauto é uma startup que está revendo o conceito de transporte seguro. Seu produto é muito mais do que uma câmera de segurança comum (dashcam), pois ajuda o motorista a identificar possíveis riscos e colisões ao dirigir. Ele também fornece feedbacks ao final das viagens e analisa a causa de acidentes — reduzindo discussões sobre quem foi o responsável por uma batida, por exemplo.

Isso é possível graças à utilização de inteligência artificial e dados em nuvem, que podem detectar, gravar, armazenar e processar dados sobre acidentes, incluindo informações como local e velocidade.

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Pindrop (Estados Unidos)

Fornece autenticação e soluções antifraude para call centers. Sua tecnologia focada em áudio garante segurança, identidade e confiança a qualquer interação por meio de ligações — fazendo uma verificação precisa da voz de quem está do outro lado da linha para proteger empresas e clientes de possíveis golpes por telefone.

A startup de Atlanta, inclusive, lançou no último mês uma ferramenta que é capaz de reconhecer a voz, o comportamento (maneira de pressionar o telefone para inserir um número) e a geolocalização do telefone para definir o grau de risco quanto à fraude.

Zebra Medical Vision (Israel)

Tem como objetivo fornecer um diagnóstico baseado em imagens médicas que seja automatizado e preciso para o paciente. Ao passo que a demanda por esse tipo de serviço está aumentando, a empresa quer que radiologistas tenham ferramentas necessárias para assegurar o cuidado nos tratamentos.

Para isso, utiliza inteligência artificial: algoritmos de alta performance se baseiam em milhões de imagens e registros clínicos correlacionados para, automaticamente, detectar condições médicas de forma mais rápida, sem comprometer a qualidade do atendimento.

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