16 de abr de 2018

O que Eric Schmidt gostaria de estudar hoje

Udacity Brasil

Anualmente, a Udacity organiza a conferência Intersect, que reúne figuras inspiradoras do Vale do Silício e outras áreas, grandes empresas em busca de talentos e graduados de seus programas Nanodegree para um dia de palestras, conexões e aprendizados transmitido ao vivo.

Em 2018, o evento, que está disponível na íntegra no YouTube, ocorreu em 27 de março. Um dos palestrantes foi Eric Schmidt, ex-CEO e ex-presidente do Google, empresa que liderou por mais de uma década a partir de 2001.

Hoje conselheiro técnico do Alphabet Inc., conglomerado em que o Google está inserido, ele oferece sua opinião sobre tecnologia e negócios à organização. Em sua participação no evento, Schmidt compartilhou com a plateia sua aposta tecnológica do momento: a biotecnologia.

"Se você fosse aprender um novo assunto hoje, o que seria?", perguntou Shernaz Daver, conselheira executiva do GV, braço de venture capital da Alphabet. "Quase certamente, seria genética. Os geneticistas e os problemas com os quais eles estão lidando são profundamente interessantes”, respondeu Schmidt.

Acima, Eric Schmidt conversa com Shernaz Daver sobre negócios, tecnologia e educação na conferência Intersect 2018

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A biotecnologia e o futuro

Segundo o executivo, a ciência enfim encontrou um jeito de introduzir a biologia no digital e vem utilizando seu poder computacional de maneira impressionante.

“O que se faz com genética para entender evolução, nossa suscetibilidade a doenças e condições genéticas raras é algo profundo”, continuou. “A maioria das pessoas [de ciências] com quem conversei têm um jeito de mensurar e monitorar algo [digitalmente] para observar o que está acontecendo e pode usar essas ferramentas para construir sistemas que imitem, alterem, desafiem ou prevejam um resultado futuro."

Schmidt destacou que um grande desafio do campo ainda é criar um modelo digital de uma célula. “É uma prioridade muito alta e eles estão dando duro”, falou, citando a possibilidade de novos computadores quânticos capazes de não apenas simular, mas mostrar o que realmente acontece na vida real em termos biológicos e físicos. Quando estiverem prontas, tais ferramentas quânticas poderiam se tornar “o primeiro aparelho digital que se comporta como o mundo analógico”.

Não à toa, uma das empresas da Alphabet é a Calico, uma companhia de pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia fundada em 2013 com 1 bilhão de dólares em investimentos. Seu foco é o combate à velhice e suas doenças associadas, e a empresa é conhecida pela discrição e pelo mistério em torno de seu trabalho – pelo menos por enquanto.

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