31 de ago de 2017

Formação multidisciplinar e desenvolvimento mobile aplicado à Enfermagem

Udacity Brasil

Daniel Marques é formado em Enfermagem pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e possuía pouca familiaridade com o universo de programação.

Porém, ao concorrer a uma vaga de mestrado na UFS, percebeu a oportunidade de criar um aplicativo que fosse útil para o dia a dia da enfermagem, focando suas funcionalidades na segurança do paciente. Porém, o desafio seria aprender sobre desenvolvimento mobile em um período tão curto de tempo.

“Eu era um pouco resistente a aprender sobre programação, mas senti a necessidade de adicionar algo diferente em minha carreira como enfermeiro. Além de ter a ideia do aplicativo para disputar a vaga do mestrado, queria também criar algo que contribuísse para a resolução de problemas na rotina dos enfermeiros e dos pacientes. Foi quando comecei a procurar um curso para aprender a criar aplicações Android que não exigisse experiência prévia em programação”, explica.

Daniel Marques fez o programa Nanodegree Android Basics da Udacity com o intuito de aumentar seu aprendizado sobre a linguagem Java e conquistar novos caminhos na carreira.

O enfermeiro conta que, além de aprender os conceitos, o conhecimento prático adquirido sobre desenvolvimento de aplicativos também modificou seu modo de enfrentar os problemas na rotina do trabalho.

“O curso me ensinou a pensar melhor, de maneira mais clara e eficiente, e me motivou ainda mais na carreira. Hoje, ao final do Nanodegree, já consigo transferir e aplicar as habilidades que desenvolvi em programação no meu trabalho diário como enfermeiro. O curso me ajudou, inclusive, nos raciocínios clínicos. Consigo fazer melhores associações entre os sintomas de um paciente para chegar a um diagnóstico preciso e tomar decisões mais assertivas”.

Vantagens da formação multidisciplinar

Daniel Marques alerta ainda para a importância de buscar novas áreas do conhecimento — além do aprimoramento da primeira formação, no caso a enfermagem.

“O aprendizado em áreas diferentes vai ajudar a integrar melhor o conhecimento e conquistar melhores resultados nas habilidades profissionais. Graças ao curso tecnológico, hoje tenho uma bagagem mais ampla que me permite criar soluções diferenciadas e inovadoras na área de saúde. Isso tem me ajudado a ser um enfermeiro cada dia melhor e, ainda, a empreender na minha área de atuação”, ressalta.

Em março de 2017, Daniel iniciou a residência em epidemiologia no Hospital Universitário vinculado à UFS e essa experiência é fonte de inspiração para novas ideias de aplicativos na área, desta vez direcionados para os desafios do profissional da enfermagem.

“O curso de Android foi muito desafiante e, ao mesmo tempo, divertido. Fiquei tão motivado que desenvolver aplicativos virou um hobby. Estou pensando em criar um app para facilitar a vida do enfermeiro que transita por vários departamentos de um hospital ao longo do dia, e lida com registros físicos em papel, o que, normalmente, dificulta a organização dos processos. E mesmo com as anotações armazenadas em computadores, os enfermeiros enfrentam a dificuldades em relação à integração das informações”, explica.

Tecnologia à favor do sistema de saúde

EO enfermeiro avalia que a saúde no Brasil precisa urgentemente de investimentos em tecnologia de ponta — e que o cenário atual está muito aquém em relação ao desenvolvimento de softwares e aplicativos.

“Não apenas os enfermeiros, mas também os médicos e demais profissionais da saúde gastam muito tempo preenchendo papéis e repetindo informações. Quanto mais ferramentas tecnológicas simples e acessíveis forem criadas, maiores as possibilidades de melhorar o trabalho desses profissionais e, consequentemente, o atendimento aos pacientes”.

Para Daniel, o uso das tecnologias permitirá que enfermeiros dediquem mais tempo aos pacientes em vez de gastá-lo com processos internos e administrativos dos hospitais e clínicas.

“Sistemas integrados e aplicativos que possibilitam o compartilhamento de informações entre instituições de saúde precisam ser desenvolvidos e disseminados. A tecnologia permite o armazenamento e o compartilhamento de dados em tempo real e evita a repetição de processos — ou mesmo a incompatibilidade de diagnósticos, por exemplo”.

O enfermeiro explica ainda que, no caso de um paciente atendido em um primeiro hospital e encaminhado para outro, é importante o compartilhamento seguro e ágil das informações sobre o caso clínico. “A comunicação sobre o histórico do paciente precisa ser mais eficiente, pois isso viabiliza tomada de decisões mais assertivas”, alerta.

Qualificação profissional

Segundo Daniel, após completar o Nanodegree Android Basics, ele se sente mais preparado para o mercado de trabalho. “No começo do curso senti dificuldades diante de uma linguagem nova, mas, aos poucos, fui evoluindo. Acredito que a estrutura do curso é muito gratificante: em um primeiro momento as aulas ensinam e, depois incentivam o aluno para que ele se desenvolva sozinho e tenha confiança em aprimorar a prática, motivando, ao mesmo tempo, a buscar mais conhecimento”, salienta.

O enfermeiro disse que se sente acima do nível médio dos profissionais de saúde por ter procurado habilidades diferenciadas que, com certeza, vão propiciar o aparecimento de novas oportunidades no mercado.

“Eu me sinto mais capacitado, útil e com habilidades que ultrapassam o que o mercado espera de mim. O curso também contribuiu para a minha realização pessoal. Quanto mais buscamos novos caminhos do conhecimento, mais aprendemos, nos sentimos motivados a buscar um diferencial e a conquistar resultados positivos”.

Daniel entende que existem demandas que ultrapassam o que os cientistas da computação conseguirão atender. Portanto, profissionais das mais variadas áreas também devem estar aptos a contribuir com suas realidades profissionais por meio de capacidades tecnológicas.

Se você também tem interesse em construir aplicativos conheça o programa Nanodegree Android Basics da Udacity.


Sobre o autor
Udacity Brasil

A Udacity, conhecida como a "Universidade do Vale do Silício", é uma plataforma online e global que conecta educação e mercado para ensinar as habilidades do futuro – de data science e marketing digital à inteligência artificial e desenvolvimento. Hoje, há mais de 7 mil alunos ativos no país e 50 mil pelo mundo.