27 de mar de 2018

Tecnologias de front-end: 6 maneiras de comparar Angular e React

Udacity Brasil

Uma comparação entre Angular e React precisa, necessariamente, começar com uma definição: eles são de fato comparáveis? Afinal, o React (criado pelo Facebook) é definido como uma biblioteca de JavaScript enquanto o Angular (criado pelo Google) é um framework completo.

O ponto de discussão sobre essas tecnologias de desenvolvimento front-end, no entanto, vai além da nomenclatura. “A maioria dos desenvolvedores React adiciona algumas bibliotecas para transformar o React em um framework completo”, esclarece Tomas Holas, do blog especializado Toptal. Ao incluir um gerenciador de estados com o Redux e um controlador de rotas como o React Router, por exemplo, essa comparação se torna válida.

Com isso em mente, é possível contrastar as duas tecnologias em diversos aspectos, de curva de aprendizado à reutilização do código. Para uma comparação ilustrada, veja o infográfico abaixo:

6 diferenças entre Angular e React

Debugging

Encontrar um erro num código não é uma tarefa das mais animadas. É preciso entender se a lógica falhou ou porque, depois de executado, alguma coisa deu errado no HTML.

No caso do Angular, que é um sistema voltado a eventos, sua estrutura costuma facilitar o trabalho de debugging ao evidenciar bem a lógica por trás da programação, como serviços e controllers, e não compilar códigos com erros. Assim, é possível isolar módulos e testá-los de maneira individual ou mesmo reescrevê-los.

No caso do React, que tem um código mais enxuto, o sistema é mais simples: há menos lugares para buscar falhas.

Complexidade do modelo

Com Angular, o desenvolvedor terá uma solução que perde performance ao lidar com grandes modelos. No entanto, isso também pode ser positivo ao incentivar a construção de um código simples e testável.

No React, a liberdade é maior já que ele lida muito bem com códigos de terceiros. Isso também exige mais atenção por parte dos programadores, já que um código melhor ou pior depende basicamente dos ingredientes que eles decidem adicionar.

Leia: Este programador aplica o React no setor financeiro

Nível de abstração

Um bom nível de abstração – ou seja, a habilidade de separar blocos de código por unidade e utilizá-los de novo depois – resulta numa aplicação com uma performance melhor.

No caso do Angular, é preciso entender como seu mecanismo funciona para utilizá-la ao máximo. Já React tem o DOM virtual, que atualiza os componentes de acordo com seus estados e descobre o que realmente mudou, atualizando somente os componentes que mudaram de estado e não o DOM inteiro. Há um grande ganho de performance aqui.

Packaging

Para que seu código carregue o mais rápido possível, desenvolvedores buscam que aplicações carreguem o mínimo necessário do código (o "package") primeiro e em seguida carreguem apenas o que for demandado por cada usuário, algo conhecido como “lazy load".

Através do JavaScript simples que utiliza, o React é mais flexível e funcional que o Angular ao permitir que desenvolvedores integrem soluções relacionadas com mais facilidade, como RequireJS, Browserify e Webpack, o que deixa o trabalho mais fácil.

Reutilização do código

Por ser um framework completo, o Angular oferece diversas possibilidades a desenvolvedores, que exigem bastante estudo para que sejam compreendidas e bem utilizadas.

Já o React permite maior independência através da reutilização de componentes, embora possua um número menor de linhas de código prontas para uso.

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Curva de aprendizado

Em termos de aprendizado, o React, que tem componentes com ciclos de vida menores e menos etapas, é mais rápido e intuitivo. Também é possível escolher apenas uma área para se aprofundar, como Redux ou Flux, e utilizar o básico do resto dessa biblioteca.

Já o Angular, que tem diversos conceitos dentro de seu framework, exige que desenvolvedores se debrucem sobre seu código para realmente dominá-lo. Em ambos os casos, é preciso se ajustar para trabalhar dentro do universo dessas ferramentas.

Sobre o autor
Udacity Brasil

A Udacity, conhecida como a "Universidade do Vale do Silício", é uma plataforma online e global que conecta educação e mercado para ensinar as habilidades do futuro – de data science e marketing digital à inteligência artificial e desenvolvimento. Hoje, há mais de 7 mil alunos ativos no país e 50 mil pelo mundo.