19 de dez de 2017

7 habilidades exigidas pelo mercado de Android Developers

Udacity Brasil

Já pensou em desenvolver para uma plataforma com mais de 2 bilhões de usuários ativos no mundo? Então você precisa descobrir o que é necessário para entrar no mundo dos Android Developers, um mercado que exige profissionais cada vez mais qualificados. Nesse contexto, o certificado da Google "Associate Android Developer" é considerado um grande diferencial.

Para que você entenda quais são os requisitos necessários para se certificar e conseguir uma boa vaga como desenvolvedor, contamos com ajuda de Fernanda Moya, Course Manager da Udacity, e listamos aqui as principais habilidades exigidas pelas empresas.

1. Fazer uso de boas práticas de programação

Segundo Fernanda, “as principais exigências do mercado são relacionadas às boas práticas de programação, em que o desenvolvedor segue o padrão de um código limpo, se preocupando com uma arquitetura de qualidade para o projeto e com a performance da aplicação”.

Um bom código, portanto, deve reunir algumas características: ele deve ser simples, de fácil entendimento e evitar qualquer tipo de redundância que implique em lentidão ou erros.

Além disso, é preciso investir na eficiência da programação, ou seja, um código deve fazer exatamente aquilo a que se propôs — de forma prática, sem complicações e 100% aderente à plataforma Android.

2. Conhecer os principais testes

A maneira de garantir que nenhum código novo quebre o que funcionava anteriormente, bem como assegurar que as novas funcionalidades estão de acordo com o projeto, é por meio dos testes.

Dentre os principais testes que um desenvolvedor Android deve conhecer está o de usabilidade, quando usuários reais interagem com o app e dão retorno sobre a curva de aprendizagem, a eficiência e a rapidez do aplicativo e sua usabilidade, além de reportar eventuais falhas e bugs.

Também é preciso realizar testes de compatibilidade, já que o Android está presente em diversos modelos de aparelhos e em diferentes versões. Adicionalmente, é necessário checar se as principais funções do sistema estão funcionando perfeitamente e efetuar também verificações relativas ao sincronismo, capacidade de integração com outros aplicativos ou sites e segurança dos dados.

Lembre-se de que os testes não devem ser realizados apenas nas etapas de prototipagem ou depuração de erros, mas também em momentos estratégicos — como em um aumento da base de usuários e na implementação de novas funcionalidades ou recursos.

3. Pensar no design e na experiência do usuário

Grande parte do sucesso do Android pode ser creditada ao fato de que ele é um sistema operacional bastante amigável para os usuários. Ou seja, não é preciso ser um profundo conhecedor para tirar proveito dos aplicativos de um celular ou tablet com essa plataforma. Nesse sentido, os Android Developers precisam voltar sua atenção aos conceitos de UI (User Interface) e UX (User Experience) — ou, em português, interface do usuário e experiência do usuário, respectivamente.

Enquanto a UI se dedica à parte visível de um aplicativo — o que inclui botões, links clicáveis e layout —, a UX diz respeito a como os usuários conseguem utilizar esses recursos. Como explica Fernanda, “é preciso que o usuário tenha facilidade para interagir com o sistema e, por isso, utilizar testes de UI/UX, sempre que possível, ajuda a trazer respostas para dúvidas relacionadas ao fluxo de telas e ao entendimento do usuário sobre a feature implementada”.

O aperfeiçoamento constante do design do aplicativo deve ser baseado, sobretudo, em dados. É por isso que desenvolvedores Android têm lançado mão de análises preditivas para aprimorar essa etapa. Basicamente, trata-se de utilizar Analytics e ferramentas de Big Data para orientar a tomada de decisões no desenvolvimento de UI/UX.

4. Dominar as APIs da plataforma

Sigla em inglês para Application Programming Interface — ou Interface de Programação de Aplicativos —, as APIs são as rotinas e padrões de programação que permitem que um app interaja de forma correta com a plataforma. Ou seja, é por meio das APIs que os aplicativos podem “conversar” entre si, com o próprio Android e com seus recursos. Dominá-las, portanto, é ter a capacidade de explorar todas as potencialidades do sistema operacional.

“Conhecer as principais APIs é fundamental para um desenvolvimento ágil, garantindo uma boa usabilidade. Você pode utilizar o Google Location Service, por exemplo, para garantir que a aplicação exiba informações mais relevantes baseadas em geolocalização e, assim, gere mais interesse no conteúdo exibido”, explica Fernanda.

É importante que o Android Developer esteja a par das novidades lançadas com as atualizações do sistema. Em agosto de 2017 foi anunciada a versão 8.0 Oreo e, com ela, algumas novas APIs. Agora, por exemplo, é possível acrescentar o recurso Picture-in-Picture (PIP) — antes restrito às Android TVs — em aplicativos para celulares e tablets. Basicamente, trata-se de dar ao usuário a capacidade de minimizar um app em uma tela menor enquanto ele navega por outras funções do seu dispositivo.

5. Conhecer os recursos do Android Studio e Android SDK

O Android Studio é disponibilizado gratuitamente pelo Google. Com ele, é possível desenvolver aplicativos de maneira rápida e completa, realizando debug (processo de encontrar e reduzir defeitos), testes de programação e testes multiplataformas.

No entanto, o Android Studio pode não parecer muito intuitivo, com uma série de diretórios de projetos que geram uma infinidade de arquivos. Para tirar o máximo proveito da ferramenta, é preciso conhecê-la e, principalmente, experimentar suas possibilidades no dia a dia.

É importante levar em conta que o Android Studio nada mais é do que um Ambiente de Desenvolvimento Integrado (IDE), ou seja, uma interface gráfica para se utilizar os recursos do Android SDK, o Kit de Desenvolvimento para Android.

O SDK reúne uma série de ferramentas necessárias para o desenvolvimento, como exemplos de código-fonte, emuladores e bibliotecas. Ele é atualizado a cada nova versão do Android, permitindo que desenvolvedores tenham acesso aos novos recursos da plataforma ou possam adaptar os antigos apps aos sistemas mais recentes.

6. Dominar as principais linguagens de programação

A linguagem de programação predominante no Android é o Java. Portanto, é requisito básico ter domínio sobre essa tecnologia, em especial, para utilizar corretamente os recursos de orientação a objetos ou para realizar a configuração de quais tipos de dados serão usados.

Mesmo assim, vale lembrar que existem outras linguagens que são úteis no desenvolvimento de um aplicativo. O Kotlin, por exemplo, é uma linguagem compilada na JVM (Java Virtual Machine) e permite a programação funcional, ou seja, possibilita executar funções sem efeitos colaterais, o que não acontece com o Java tradicional.

Além disso, existem ainda as linguagens C, C++, Objective C, C#, Swift e Python. Cada uma tem suas vantagens e desvantagens — e dominar a maioria delas dá ao desenvolvedor a capacidade de encontrar a mais adequada para cada projeto.

7. Manter-se atualizado

De acordo com Fernanda, Android Developers devem estar em constante busca por conhecimento. Logo, participar e contribuir com a comunidade de desenvolvedores em eventos, fóruns e cursos é essencial para se manter a par das novidades do mercado.

Ao participar ativamente da comunidade, você consegue identificar qual o seu nível de desenvolvimento para entender se está apto a fazer o exame de certificação do Google ou se precisa procurar um bom curso para alcançar o patamar ideal de conhecimento.

Lembre-se de que é possível encontrar cursos focados em determinadas ferramentas e melhores práticas de programação. Afinal, para ser certificado pelo Google como desenvolvedor, é necessário ter “experiência e conhecimento avançado sobre desenvolvimento Android e as boas práticas de programação”, explica Fernanda. Com isso, você estará mais próximo do seu certificado Associate Android Developer.

Se você quer saber mais sobre a estrutura de certificação do Google para Android Developers, entre no site do programa!


Sobre o autor
Udacity Brasil

A Udacity, conhecida como a "Universidade do Vale do Silício", é uma plataforma online e global que conecta educação e mercado para ensinar as habilidades do futuro – de data science e marketing digital à inteligência artificial e desenvolvimento. Hoje, há mais de 7 mil alunos ativos no país e 50 mil pelo mundo.