7 de mar de 2018

De incubadoras a private equity, entenda qual é o próximo passo da sua startup

Udacity Brasil

Uma boa ideia e um bolso vazio: essa é a realidade de muitos empreendedores em busca de capital. Para saber qual é o próximo passo, é preciso entender que há diversos tipos de investimento no mercado.

Eles se diferenciam em diversas frentes: há fundos que focam em nível de maturidade e outros que exigem alinhamento com valores de impacto social, por exemplo.

Portanto, é crucial entender o contexto e a cultura de uma startup para bater na porta certa e na hora certa. Abaixo, descubra seis tipos de investimento possíveis para empreendedores.

6 possibilidades de investimento para startups

1. Incubadora de ideias

Estágio da startup: novos negócios (às vezes podem estar só no papel)

As incubadoras existem para apoiar empreendedores que querem amadurecer suas ideias e dar seus primeiros passos, seja na hora de criar ou de desenvolver empresas de pequeno porte.

Entre os benefícios que oferecem estão aulas de gestão, técnicas de marketing, modelos de negócios, capacitação de pessoas e estruturação de processos, entre outros conhecimentos iniciais importantes.

Não é uma regra, mas incubadoras costumam ter alguma associação com órgãos governamentais ou associações de fomento à economia.

No Brasil, a referência nesse segmento é o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Outros players que funcionam como incubadoras são universidades, que podem manter empresas juniores como protótipos de negócios.

Leia: Os primeiros passos para criar uma startup de sucesso

2. Aceleradora de startup

Estágio da startup: costumam ser startups que já tiveram seu conceito validado e podem escalar, mas tudo depende da aceleradora

Após identificar startups em potencial de acordo com seus próprios critérios (de segmento de atuação a momento do negócio, as possibilidades são diversas), as aceleradoras oferecem um pacote completo, que costuma incluir apoio financeiro, melhoria do plano de negócios, consultoria, mentoria, networking, treinamento e espaço de trabalho.

A duração de um programa de aceleração dura em média entre três e oito meses. Em troca, as aceleradoras costumam ter direito a uma participação acionária, mas não é uma exigência para todas.

O foco aqui está em empresas com potencial de crescimento rápido, não apenas ideias promissoras. Segundo um levantamento recente da Fundação Getulio Vargas, há muitas opções para acelerar no Brasil, que abriga 41 das cerca de 200 aceleradoras do mundo.

3. Investidor-anjo

Estágio da startup: negócios nascentes ou no papel

Investidores-anjo são pessoas físicas que entram com capital próprio para sustentar negócios com alto potencial de retorno, mesmo que ainda estejam no papel. Além do capital, geralmente oferecem apoio intelectual e operacional e acesso à rede de relacionamentos.

Apesar do nome, este tipo de investidor também visa maximizar seu investimento – como todos os outros – e eventualmente vender sua parte de maneira lucrativa.

4. Capital semente

Estágio da startup: startups que já possuem produtos ou serviços no mercado e querem expandir sua presença

Startups que já têm certo faturamento mas ainda não estouraram são o principal alvo do capital semente, também conhecido como seed capital. O objetivo é apoiar a operação de startups através do aporte de recursos para melhorar sua gestão estratégica e financeira.

Tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem entrar como investidoras e, para diluir os custos e os riscos, são montados fundos de investimento que recolhem capital de diversos interessados e investem em diversas startups.

Leia: Conheça os principais desafios das startups de tecnologia no Brasil

5. Venture capital

Estágio da startup: startups estabelecidas no mercado e com faturamento expressivo

Quando um negócio já estabelecido e que tem um grau de risco razoável precisa de uma quantidade expressiva de dinheiro, é comum que um fundo de venture capital (ou capital de risco, em português) seja procurado.

É um caminho comum para ajudar um negócio a crescer, realizar uma transação grande, fundir-se com outra empresa ou abrir seu capital.

Costuma envolver a compra de participação acionária, geralmente minoritária, onde os venture capitalists (VCs, na sigla em inglês) veem uma chance de apostar no retorno do capital. Eles investem entre 2 milhões e 10 milhões de reais em empresas que já tem um bom faturamento, geralmente também na casa dos milhões.

Para negócios especialmente promissores, os fundos podem ter uma opção mais elaborada, o venture building, que alia venture capital e características de suporte de incubadoras e aceleradoras.

Assim, fornecem não apenas o dinheiro, mas também consultoria em planejamento estratégico, estrutura física para trabalhar e elaboração de projetos para captação de mais recursos.

Nesse caso, o negócio é construído com a participação de uma venture builder e a participação societária é maior.

Leia: Saiba como fazer testes A/B

6. Private equity

Estágio da startup: startups grandes e com faturamento bastante expressivo

Voltado para grandes empresas – algumas com faturamento superior a R$ 100 milhões por ano –, este tipo de investimento tem a intenção de cooperar com operações de fusões & aquisições e de venda do negócio.

É mais comum que investidores busquem empresas de capital aberto, prestes a abri-lo ou que estejam em uma fase de crescimento notável. O investimento tem um horizonte de médio a longo prazo, normalmente na faixa dos cinco anos.

Os recursos são provenientes de fundos criados especificamente para esse fim e a contrapartida é a participação acionária, mais acompanhamento e voz na gestão da companhia investida.

Além dos aportes financeiros, a empresa também conta com a expertise de quem aposta nela, tanto em termos administrativos quanto gerenciais e operacionais.

Leia: Conheça as 5 fases do processo de Design Sprint do Google

Como atrair investidores

Uma das principais dificuldades que um empreendedor enfrenta é conseguir capital para alavancar seu negócio. Outra, que está diretamente ligada à primeira, é apresentá-lo de tal maneira que um investidor enxergue valor na proposta e decida investir.

Para tanto, é preciso preparar o negócio de maneira realista, levar em conta o estágio em que ele se encontra, estudar as opções existentes e preparar os documentos necessários em cada caso, que vão de um plano de negócios de longo prazo a estudos de impacto.

Portanto, quando estiver se preparando para algo, seja uma candidatura para um programa de aceleração ou uma reunião com um potencial investidor, leia tudo que puder sobre sua missão, seu portfólio passado e presente e, principalmente, seus critérios.

Só então você estará de fato apto a buscar um suporte que não é só financeiro, mas que também traga novos contatos e conhecimentos e fortaleça sua vontade de desenvolver e escalar sua startup.

Tire seu projeto do papel

Pensando nesses passo iniciais, a Udacity criou o programa Nanodegree Startup Founder, que ensina o empreendedor a tirar sua ideia do papel, validar hipóteses e iniciar o próprio negócio – tudo com feedback de especialistas.

As 10 melhores startups da turma ainda terão a possibilidade de participar de um demoday com investidores e aceleradoras em São Paulo e descobrir, de perto, como funciona o ecossistema. Saiba mais!

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A Udacity, conhecida como a "Universidade do Vale do Silício", é uma plataforma online e global que conecta educação e mercado para ensinar as habilidades do futuro – de data science e marketing digital à inteligência artificial e desenvolvimento. Hoje, há mais de 7 mil alunos ativos no país e 50 mil pelo mundo.