5 de set de 2017

De Minas Gerais para Califórnia: a jornada de uma desenvolvedora web

Udacity Brasil

Aprendizado independente e multidisciplinaridade. Para Letícia Lourenço, são esses os fatores que a tornam uma boa desenvolvedora web no mercado.

Outro diferencial apontado por ela é o hábito de aprender de maneira self-paced, ou seja, respeitando o próprio ritmo e sempre buscando alternativas ao ensino tradicional. E foi por isso que ela chegou até a Udacity.

Letícia se interessa por tecnologia desde o Ensino Médio, quando cursou o técnico em informática. No vestibular, ela escolheu o curso de Sistemas de Informação para ter acesso a referências e oportunidades na área.

Mesmo assim, a formação acadêmica não foi suficiente. Ela acredita que, em sua profissão, a base de computação é importante para que o desenvolvedor web aprenda o básico de redes, banco de dados, programação, ciência, matemática etc.

No entanto, para suprir a necessidade de habilidades mais específicas, ela recorreu ao Nanodegree Desenvolvedor Web Front-End, oferecido pela Udacity.

Manter-se atualizado é fundamental para acompanhar o mercado da tecnologia. Por isso, cursos e especializações online muitas vezes são a melhor maneira de se alinhar às novidades e novas ferramentas de trabalho.

Em contrapartida, o ensino tradicional encontra muitas barreiras para manter a grade dos cursos atualizada conforme os avanços do mercado.

A importância de uma boa formação e experências práticas

Ciente da importância de colocar a teoria em prática, Letícia Lourenço sempre trabalhou em estágios durante a graduação. No terceiro ano da faculdade, ela decidiu fazer um intercâmbio.

“Cursei um ano em uma universidade da Califórnia — onde tudo acontece no mundo da tecnologia. Lá, procurei trabalho e estágios para ganhar experiência de mercado internacional”, conta Letícia.

Esse foi o seu primeiro contato com os Estados Unidos. Hoje, ela reside no país há três anos e trabalha como freelancer em uma startup de desenvolvimento de softwares.

Mesmo com a graduação em Sistemas de Informação somada à experiência adquirida em estágios no Brasil e nos Estados Unidos, Letícia ainda não se sentia confiante na hora de colocar os conhecimentos em prática.

“Eu conseguia fazer o básico, mas sempre me apoiando em referências e códigos encontrados na internet. Se precisasse começar do zero, eu me complicava totalmente”, ela relembra.

Por indicações de colegas mais experientes e desenvoltos no desenvolvimento web, ela conheceu a Udacity e optou pelo Nanodegree Desenvolvedor Web Front-End. “Para adquirir habilidades em áreas mais específicas, completei o Nanodegree e já pretendo começar outro”, conta Letícia.

Lourenço compara que a formação acadêmica no Brasil é muito teórica — com uma carga horária e um volume de informações muito grandes.

Já nos EUA, o método é diferente, pois o volume de horas-aula é consideravelmente menor e a parte teórica se completa com as práticas nos laboratórios. Assim, o aluno garante uma base de ensino qualificada, mas também busca conhecimento e informações em outras fontes — como os cursos abertos e programas Nanodegree.

Para Letícia, a Udacity veio para suprir lacunas e conhecimentos que a faculdade não ensinou, como práticas mais específicas.

Como exemplo, ela cita que “se você é um desenvolvedor web front-end e tem uma boa base de JavaScript, isso não é o suficiente para alguns recrutadores. Uma empresa também exige um domínio de outras linguagens e frameworks para se apresentar como um profissional completo e capacitado”.

Como ser um profissional de destaque no exterior??

Letícia reside nos Estados Unidos e trabalha como freelancer há cerca de três anos. Isso permite que ela mantenha uma ampla cartela de clientes e vários projetos ao mesmo tempo — sem muitos deslocamentos e dentro de uma rotina flexível.

Para se adaptar ao mercado americano, foi preciso entender o conceito informal e flexível de trabalho que as empresas — principalmente as startups — adotam por lá.

“A cultura dos dois países é muito diferente. O ambiente de trabalho, aqui, tende a perder a formalidade das grandes corporações. Assim, a criatividade é mais estimulada e os talentos são valorizados de forma horizontal, independentemente de idade ou de diplomas — o que vale é mostrar o que você é capaz de fazer com suas habilidades”, conta Letícia.

No Brasil, essa configuração informal de ambientes de trabalho se solidifica, aos poucos, em startups e empresas mais modernas. Com isso, os processos de recrutamento e contratação também se modificam.

Levando em conta a cultura de cada empresa, os processos seletivos podem variar. Entretanto, para um desenvolvedor web, existem certos pontos fundamentais na hora de se candidatar para uma vaga de interesse. Confira algumas dicas:

Perfil profissional

Tenha um perfil no LinkedIn muito bem atualizado, com projetos pessoais, locais onde já trabalhou e todos os detalhes cabíveis sobre o cargo exercido atualmente — além de cursos de capacitação e atualização concluídos.

“Show me the code”

Seja ativo no GitHub — uma plataforma de hospedagem de código para controle de versão e colaboração —, pois os recrutadores querem ver como você trabalha e contribui em projetos open-source.

Carta de apresentação

Escreva uma boa carta de apresentação. É preciso falar sobre você, o que espera da vaga oferecida e por qual motivo aquele cargo é o ideal para você. É preciso elaborar uma carta específica para cada vaga. Portanto, tenha certeza da vaga que gostaria de ocupar.

Currículo

É preciso elaborar um currículo seguindo o modelo e as regras do país ou da área de interesse. No caso dos EUA, além de informações como o histórico escolar e formação, ele deve funcionar como um mini portfólio. Além disso, é proibido colocar idade e foto, para impedir qualquer tipo de discriminação.

Portfólio

O item mais importante! O portfólio é fundamental para mostrar o seu trabalho e conta mais sobre suas habilidades do que o currículo ou o diploma de graduação.

Para Letícia Lourenço, o portfólio é o grande diferencial para os recrutadores. Projetos inovadores, úteis e com boa estética fazem com que você seja um ótimo profissional aos olhos das empresas.

Outra dica é ter uma boa base em high-tech e facilidade de aprender — rápido e de forma autônoma. A postura de querer aprender e explorar valoriza ainda mais o profissional de tecnologia.

Como a Udacity contribuiu para a carreira de Letícia?

Graduada há um ano no Nanodegree Desenvolvedor Web Front-End, Letícia afirma que, com a capacitação, ela teve uma perspectiva mais clara sobre as habilidades indispensáveis para sua área de atuação — além de um entendimento aprofundado sobre as tecnologias abordadas no curso.

“O Nanodegree da Udacity também me ofereceu um coaching completo sobre o mercado de trabalho e como navegar nele. Aprendi desde a elaboração do currículo e portfólio à preparação para entrevistas e como se portar adequadamente no ambiente de trabalho. Tudo isso me muniu de ferramentas e conhecimentos que me possibilitaram o desenvolvimento do meu próprio método de trabalho, criando o setup em que eu atuo hoje”, afirma a desenvolvedora web.

Para quem almeja uma carreira no exterior, Letícia ressalta a importância de ter um portfólio bem construído, com projetos pessoais e variados em áreas correlatas. Isso é fundamental para ser um profissional completo.

Um desenvolvedor web de sucesso deve se envolver dos pés à cabeça nas constantes mudanças da área. A Letícia Lourenço encontrou no curso a oportunidade ideal para aprimorar os conhecimentos e adquirir as habilidades necessárias para desenvolver seu trabalho de forma dinâmica e criativa.

Quer dominar as habilidades necessárias para se tornar um desenvolvedor web front-end? Inscreva-se no Nanodegree Desenvolvedor Web Front-End e comece a construir páginas web responsivas e otimizadas.


Sobre o autor
Udacity Brasil

A Udacity, conhecida como a "Universidade do Vale do Silício", é uma plataforma online e global que conecta educação e mercado para ensinar as habilidades do futuro – de data science e marketing digital à inteligência artificial e desenvolvimento. Hoje, há mais de 7 mil alunos ativos no país e 50 mil pelo mundo.