24 de set de 2018

O que é marketing digital e como fazê-lo com sucesso?

Udacity Brasil

Hoje em dia muito se fala sobre ações de marketing digital e a importância da área para os negócios. Mas o que é marketing digital? Que variáveis definem esse meio? Que tipo de campanha essa área produz e como mede seu sucesso?

Neste texto explicamos os principais conceitos e estratégias que norteiam o universo do marketing digital e comentamos sobre o que é preciso para elaborar uma ação bem sucedida.

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O que é marketing digital

Como definir um conceito tão amplo como o marketing digital? Podemos começar partindo de uma definição mais primária: o que é marketing? De acordo com o “pai do marketing”, Philip Kotler, marketing é um “processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas satisfazem desejos e necessidades com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor”.

Já a American Marketing Association interpreta o conceito como uma “atividade, conjunto de instituições e processos para criar, comunicar, entregar e trocar ofertas que tenham valor para clientes, parceiros e a sociedade em geral”.

Por ser um processo social – que, logo, envolve a sociedade como um todo –, o marketing se manifesta de formas diferentes com o passar do tempo. Nesse sentido, o significado de marketing digital abrange as características do momento histórico em que ele é produzido, quando o online ganha importância cada vez maior no dia a dia das pessoas.

O termo marketing digital passou a ser utilizado na década de 1990, quando a internet começou a ganhar a forma que conhecemos hoje. Esse período é chamado de web 1.0 e foi aí que os primeiros mecanismos de busca, como o Google, e os primeiros softwares de comunicação, como o ICQ, surgiram, permitindo a compra e a venda online.

O primeiro anúncio clicável da internet também foi publicado mais ou menos nessa época, em 1993. E a Amazon, hoje uma empresa de 1 trilhão de dólares, começou a vender seus primeiros livros online em 1994.

Em conversa com a Udacity, Neil Rothstein, que já foi VP e marketing da 23andMe e do Netflix, fala sobre a área

A popularização do termo, porém, veio mais tarde, no começo dos anos 2000, junto com a disseminação da ideia de web 2.0 pela empresa americana O’Reilly Media. O novo conceito de web designava uma segunda geração de serviços online, concebendo a internet como um ambiente de interação e participação ativa do usuário por meio das redes sociais (lembra do MySpace e do Orkut?) e dos blogs, por exemplo.

Nesse contexto, “o marketing digital fez as empresas repensarem a forma de alcançar seus consumidores e vender seus produtos”, explica o expert Neil Patel, considerado pela revista Forbes como um dos melhores profissionais da área no mundo. Para ele, a melhor definição de marketing digital é “um meio de se comunicar com possíveis clientes de forma online e dinâmica, seguindo as tendências tecnológicas”.

Estando de acordo com essas tendências, o marketing digital é um universo que se renova constantemente. “Há dez anos as pessoas não falavam tanto de novas tecnologias. Hoje em dia, com o avanço tecnológico de produção e a diminuição de custos, tudo acaba tendo uma penetração maior. E por causa disso a gente percebe mais white spaces, ou seja, oportunidades que ninguém está vendo. Assim começam a aparecer novos canais”, afirma Guadalupe Cerezo, gerente de conteúdo digital da Nestlé no Brasil.

A facilidade e a velocidade, aliás, são o cerne do Marketing 4.0, um significado de marketing atualizado por Philip Kotler para a era digital. De acordo com ele, nessa interação mais dinâmica, característica do Marketing 4.0, as marcas reforçam seu valor no mercado e criam processos mais personalizados.

O marketing digital pode ser entendido, portanto, como o conjunto de atividades e estratégias que uma empresa, marca ou pessoa realiza em âmbito online para atrair novos negócios, criar relacionamentos e reforçar uma identidade – podendo, com isso, gerar não só resultados online como também offline.

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Conceitos do marketing digital

O processo de idealizar e implementar estratégias bem sucedidas de marketing digital envolve a compreensão de uma série de noções que norteiam a área e seu funcionamento. A seguir, detalhamos alguns conceitos essenciais do marketing digital.

Mix de marketing

O termo mix de marketing se refere ao conjunto de variáveis que uma empresa pode controlar para influenciar a resposta do público ao mercado, ou seja, para gerar nos consumidores o desejo de compra. Esse conceito é um velho conhecido do marketing tradicional, sintetizado pelos chamados 4 Ps do marketing.

Os 4 Ps do marketing

1. Produto: o produto responde à pergunta o quê é? É aquilo que a empresa produz e oferece em troca de um valor que o consumidor se dispõe a pagar. Por isso, a noção de produto está relacionada à possibilidade de satisfazer um desejo ou uma necessidade (muitas vezes criados pela própria marca ou empresa) do mercado consumidor.

2. Preço: diz respeito a quanto vale o produto. Existem diferentes formas de controlar a variável de precificação, levando em conta, por exemplo, o valor suficiente para o negócio se manter, a relevância dentro do mercado, a competitividade e a concorrência, a demanda e o aumento dos lucros. Precificar um produto exige técnicas qualitativas e quantitativas para analisar seu valor esperado.

3. Praça: a praça é o onde, ou seja, o lugar onde algo é anunciado e/ou vendido. O acesso dos consumidores ao produto depende de sua colocação no mercado, por isso é importante que a empresa tenha uma percepção acertada sobre o público alvo e sobre os locais que aumentam as chances de atingi-lo.

4. Promoção: se refere ao como criar o desejo de compra nos consumidores. A promoção reúne os esforços de comunicação da empresa com os clientes e é indispensável no marketing digital. Aqui entram as estratégias de relacionamento com o cliente e de criação do valor de marca.

Os 5ps do marketing

Com o entendimento da importância dos consumidores como parte das estratégias de marketing, um novo P foi adicionado ao mix de marketing: pessoas. Assim, os 5 Ps do marketing também consideram o poder de compra do público e a conquista de potenciais consumidores pelas marcas.

Os 8 Ps do marketing

O brasileiro Conrado Adolpho foi ainda mais longe, defendendo que para o marketing digital é necessária uma metodologia baseada no relacionamento com o cliente. Foi assim que ele chegou aos 8 Ps do marketing:

1. Pesquisa: coletar dados sobre os consumidores, o mercado e os canais de distribuição do produto é essencial para o planejamento de uma estratégia de marketing. As ferramentas de métrica podem ajudar a traçar um bom plano, oferecendo informações reais e relevantes sobre o público que uma empresa deseja atingir.

2. Planejamento: a pesquisa fornece informações preciosas para o planejamento, ou seja, a definição de ferramentas, objetivos e meios necessários para que uma estratégia de marketing digital seja bem sucedida. Ter um passo a passo bem delimitado é importante na hora de mensurar o desempenho e os resultados em cada etapa.

3. Produção: o processo de pesquisar e planejar norteia a posterior produção de conteúdo, já que é fundamental que ela leve em conta a linguagem do público alvo e as plataformas por onde ele será comunicado.

4. Publicação: não adianta produzir muito conteúdo se ele não atingir os consumidores. É necessário escolher as melhores plataformas de publicação para o público alvo (blogs ou redes sociais, por exemplo) e aplicar práticas para atingi-lo. Para isso, as técnicas de SEO, por exemplo, são indispensáveis (falaremos mais sobre elas no próximo capítulo deste texto).

5. Promoção: o meio escolhido para divulgar o conteúdo e atrair clientes deve ser delimitado desde o planejamento, levando em conta as informações obtidas na pesquisa. É aqui que entram estratégias como uso de links patrocinados (veja mais sobre isso no capítulo a seguir), posts no Facebook ou mensagens de Whatsapp na campanha.

6. Propagação: é o alcance orgânico da publicação de uma empresa, ou seja, o quanto as pessoas compartilharam espontaneamente aquele conteúdo. A propagação mede a relevância do conteúdo e acontece sobretudo nas redes sociais, onde as chances de algo viralizar são maiores.

7. Personalização: como a metodologia dos 8 Ps se baseia no relacionamento com o público, o atendimento ao cliente é parte imprescindível da estratégia. Não tem problema mecanizar ou automatizar esse atendimento, desde que ele seja o mais personalizado possível e consiga resolver as dúvidas e problemas, atendendo aos interesses do consumidor naquele momento.

8. Precisão: no universo do marketing digital tudo acontece de forma muito rápida e dinâmica, por isso o planejamento deve levar em conta mudanças e adequações que possibilitem a alteração da campanha caso seja necessário, sem prejudicar os resultados esperados.

Outros conceitos chave do marketing digital

Durante uma campanha de marketing digital você provavelmente entrará em contato com os seguintes conceitos:

Persona: as personas são perfis fictícios, porém baseados em consumidores reais. Essas pessoas “imaginárias” simulam um comprador ideal e ajudam a criar ações mais bem direcionadas para as pessoas certas – o que economiza tempo, dinheiro e aumenta as chances de sucesso da campanha.

Lead: o lead reúne os consumidores em potencial, ou seja, aquelas pessoas que deixam suas informações de contato com a empresa e representam oportunidades de um negócio bem sucedido em um futuro próximo. É importante oferecer conteúdo relevante para manter esses contatos por perto.

Funil de vendas: o funil de vendas consiste no passo a passo de um cliente durante um processo de compra, desde a consideração até a decisão final. Esse processo em etapas também pode ser chamado de jornada do consumidor.

Landing page: landing pages são as páginas que servem para captar leads — aqueles consumidores em potencial. Por isso, o conteúdo oferecido por elas deve ser relevante, para chamar a atenção das pessoas que passarem por ali e instigá-las a deixar suas informações de contato ou mesmo realizar uma compra.

SEO (Search Engine Optimization): as ações de SEO, ou de otimização para mecanismos de busca, focam no uso de palavras-chave estratégicas e permitem um melhor rankeamento das páginas e conteúdos de uma empresa em plataformas de pesquisa, como o Google e o Bing — lembrando que essas plataformas são meios essenciais para os clientes chegarem a uma página.

CTA: abreviação de call-to-action, os CTAs são formas de direcionar os usuários dentro de uma página, para que eles sigam o fluxo esperado do funil de vendas e finalizem uma compra. Chamadas, banners ou botões podem ajudar nessa orientação.

Fluxo de nutrição: o fluxo de nutrição é um processo automático que tem por objetivo acelerar o funil de vendas de um lead (o cliente em potencial). Uma ação do usuário funciona como gatilho para o envio de mensagens, normalmente via e-mail, que proporcionam esse direcionamento.

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Como fazer marketing digital com excelência

Existem diversas maneiras de idealizar uma campanha de marketing digital e colocá-la para rodar. O leque de estratégias, ferramentas e plataformas é imenso — o que, por um lado, cria muitas possibilidades e, por outro, aumenta a concorrência na web.

Vale lembrar que um tipo de ação pode funcionar melhor para uma empresa do que para outras, por isso é fundamental reunir informações para poder fazer a escolha certa, entender qual método é o ideal para a sua marca, traçar um bom planejamento e estabelecer objetivos. “Deve-se estar atento para o significado de cada canal de vendas dentro do marketing digital”, explica Neil Patel.

Conheça algumas das principais estratégias de marketing digital abaixo:

Inbound Marketing

O termo inbound marketing significa marketing de atração, ou seja, o intuito de uma ação de inbound marketing é fazer com que a marca seja encontrada pelas pessoas. “O objetivo do inbound marketing é, acima de tudo, criar um relacionamento com o cliente. A venda seria uma consequência disso”, define Neil.

Marketing de conteúdo

Para estreitar esse laço e conseguir, de fato, atingir o consumidor, é necessário compreender seus desejos e a forma como ele se comunica e consome. Munida desse entendimento, a empresa pode dispor de uma das ferramentas mais produtivas do inbound marketing: a produção de conteúdo.

O Content Marketing Institute define marketing de conteúdo como “uma abordagem de marketing estratégica, focada na criação e distribuição de conteúdo valioso, relevante e consistente para atrair e reter um público claramente definido — e, em última análise, para impulsionar o cliente a uma ação lucrativa”. Ou seja, com a criação de conteúdo você atrai e converte uma audiência. É uma boa maneira de posicionar sua marca online, fazendo os clientes chegarem até ela e embarcarem na jornada do consumidor.

Assista ao webinar: Como gerar resultados com marketing de conteúdo?

Blogs e sites institucionais

No universo do marketing digital é praticamente obrigatório que a empresa possua um site institucional. Além de passar credibilidade e melhorar o rankeamento em mecanismos de busca, o site serve de plataforma para os clientes consumirem os produtos oferecidos por meio da compra online.

Para o marketing de conteúdo, entretanto, existe outro aliado poderoso: o blog. Um blog não substitui um site institucional, claro, mas é um excelente meio para se comunicar com o público e, de quebra, otimizar o rankeamento em ferramentas de busca. Blogs são econômicos, fáceis de manter e podem ser utilizados para a divulgação de conteúdos relacionados à marca, agregando valor a ela e cultivando o relacionamento com os clientes.

Redes sociais

As redes sociais são, com certeza, a melhor forma de proporcionar diálogo e interação entre as marcas e o público alvo. Na era do marketing digital criar um valor de marca (ou seja, mostrar quais são os ideais por trás da empresa) é importante para despertar um senso de identificação nos consumidores — e as redes sociais, além de um canal promissor para divulgação de conteúdo, são ótimas para isso.

Pudera: 40% dos americanos dizem já ter comprado algo que viram nas redes sociais, e no Brasil a presença de plataformas como Facebook, Instagram e Twitter cresce a cada dia.

“Hoje as redes sociais tem uma penetração gigante, sobretudo no Brasil, entre as mais diversas classes sociais. Alguns lares não têm TV, mas todo membro da família tem um smartphone com plano 3G para usar as redes sociais”, diz Guadalupe Cerezo.

Além disso, a presença nas redes sociais pode aumentar a visibilidade nos mecanismos de busca, gerar tráfego para os domínios da marca e conversões. Para criar todo esse buzz, porém, existem várias estratégias.

É preciso, antes de tudo, encontrar a rede correta. Não adianta, por exemplo, usar apenas o Facebook se os potenciais clientes estão mais no Instagram. Depois, é preciso definir objetivos e métricas relevantes, e então traçar um plano para alcançá-los.

Leia também: Redes sociais para negócios: 6 boas práticas para seguir

Conversion Rate Optimization (CRO)

CRO (Conversion Rate Optimization) ou otimização de conversão é uma estratégia para aumentar as taxas de conversão dentro do domínio de uma marca, depois de descobrir por que e onde as conversões não estão sendo aproveitadas. E como fazer isso? Por meio de análise de dados e muitos testes.

A taxa de conversão, nesse contexto, pode ser entendida como a proporção entre o número total de pessoas que trafegam em um site e aquelas que realizam uma ação desejada. Por exemplo, em um e-commerce a taxa de conversão levaria em conta quantas pessoas entraram no site e quantas de fato compraram algo.

A intenção do CRO, então, é aumentar a proporção de clientes que realizam as ações esperadas pela empresa dentro do seu domínio.

Como essa jornada de compra é composta por várias etapas entre a primeira ação (entrar no site) e a última (realizar a compra), é importante dividir o cálculo das taxas — pensando, por exemplo, em quantos consumidores entraram no site, visitaram a página de um produto, realizaram a compra etc. Isso gera dados mais específicos e, assim, fica mais fácil identificar qual parte do passo a passo do funil de vendas está falhando.

Como testar taxas de conversão?

Existem duas técnicas principais para trabalhar com CRO e gerar mais resultado de conversão: os testes A/B e os heatmaps.

Testes A/B

Os testes A/B podem ser ativados por ferramentas como o Google Analytics e consistem, na verdade, em uma metodologia bem simples: divide-se o tráfego de uma página de modo que metade dos visitantes veja a versão original e a outra metade acesse uma versão alternativa. A ideia é comparar os resultados para comprovar qual versão da página se mostra mais eficaz no alcance de determinado objetivo.

Heatmaps e gravação de sessão

As informações obtidas por este método podem revelar os obstáculos que impedem a conversão desejada em uma página. Como? Justamente gravando todas as ações do usuário nessa página (por meio da gravação de sessão) e indicando os lugares mais clicados (por meio dos heatmaps, páginas de calor que mostram por onde o mouse mais passou enquanto a pessoa esteve na página e onde houve mais cliques).

Email marketing

O email marketing é uma das formas de manter a comunicação com os leads, aqueles consumidores em potencial que compartilharam suas informações de contato com a empresa. Desde que seja bem utilizada, é uma ferramenta que traz vários benefícios, como o fortalecimento da marca e da relação com os clientes, e pode gerar bons resultados, como a conversão em vendas.

Para garantir essa eficácia, é fundamental segmentar bem as listas e definir o tipo de mensagem a ser enviada, levando em conta fatores como o comportamento dos usuários e seus interesses. A escolha de um bom software para gerenciar as listas, a idealização do conteúdo e a criação de uma “voz” para a empresa nesses emails também são passos essenciais.

Existem diversos tipos de email marketing, cada um com um conteúdo e um público alvo específicos. Os emails informacionais têm como objetivo fornecer uma informação pontual e relevante para os clientes. Já a newsletter é um mailing recorrente, ou seja, uma forma de se comunicar com o usuário, oferecer conteúdo e divulgar produtos de maneira frequente.

O intuito dos emails de nutrição, por sua vez, é induzir o leitor a uma ação específica no site, enquanto os emails transacionais sugerem transações ou ofertas. É recomendável tomar cuidado para que essas mensagens não sejam exageradas ou inconvenientes, evitando que o consumidor as veja como spam.

Por fim, emails educacionais devem ser focados em responder as dúvidas do público e propor soluções para os seus problemas. Investir nesse tipo de conteúdo é bastante útil para fortalecer a relação com o cliente.

Marketing de afiliados

O marketing de afiliados nada mais é do que uma parceria com o objetivo de gerar receita: você ganha uma comissão promovendo produtos de outra empresa em seu site; ou anuncia seus produtos no site de outra empresa em troca de uma porcentagem do lucro com as vendas. Geralmente o anúncio é feito por meio de banners.

“É um processo de espalhar a criação de um produto e fazer o marketing desse produto por meio de diferentes partes, sendo que cada parte recebe uma parcela da renda de acordo com a sua contribuição”, explica Neil Patel.

Marketing de busca: Search Engine Marketing (SEM)

Ser facilmente encontrado em ferramentas de busca é essencial para qualquer campanha de marketing digital, já que é por meio desses mecanismos que surge a maior parte do tráfego para sites e blogs. Uma pesquisa de 2014 mostrou que os cinco primeiros resultados no Google levam quase 70% dos cliques — daí a importância de estar bem posicionado nos motores de pesquisa.

Segundo Neil, um bom rankeamento também confere autoridade e relevância a uma marca, transformando-a em referência daquele segmento. É para melhorar essa colocação que existem as ações de marketing de busca.

De acordo com a definição do Search Engine Land, marketing de busca é “o processo de obter tráfego e visibilidade nos mecanismos de pesquisa por meio de esforços pagos e não pagos”.

Também conhecido como SEM (Search Engine Marketing), o termo engloba as principais estratégias para gerar tráfego para sites e blogs: o SEO e os links patrocinados. Diversas ferramentas de analytics podem mostrar se as ações nesse sentido estão no caminho certo.

É importante lembrar que os mecanismos de busca se preocupam com a experiência do usuário. De acordo com Neil, existem diversos requisitos de SEM para garantir que um bom conteúdo seja entregue. Portanto, mesmo que a marca compre espaço, resultados pouco relevantes dificilmente serão entregues. “A melhor dica que posso dar é: produza um conteúdo de qualidade, verdadeiro e relevante”, afirma o expert.

Otimização para mecanismos de busca (SEO)

Search Engine Optimization (SEO), ou otimização para mecanismos de busca, é o conjunto de ações e estratégias orgânicas para ganhar tráfego, isto é, sem a necessidade de pagar por anúncios. Por meio do SEO, um conteúdo ganha preferência, aparecendo no topo dos resultados em pesquisas com determinadas palavras-chave.

As vantagens do SEO são inúmeras: o custo é bem menor do que o das mídias tradicionais e o aumento da visibilidade pode gerar mais credibilidade para a marca e, claro, retorno financeiro.

Ações de SEO podem ser implementadas dentro das páginas (otimizando títulos, links e palavras-chave, por exemplo) ou fora delas (levando em conta fatores como o tempo de carregamento do site e parâmetros de segurança).

Todos esses dados são lidos pelos “robôs” dos mecanismos de busca, os crawlers, e podem influenciar no rankeamento do domínio. Por isso é importante estar atento a eles.

Assista ao webinar: Otimizando a aquisição de clientes no marketing de busca orgânica

Os links patrocinados são anúncios pagos aplicados, em geral, nos resultados de um mecanismo de busca. Sua forma mais comum é o PPC (pay-per-click), ou seja, você paga cada vez que alguém clica no seu link. Outras formas de aplicar um link patrocinado são os banners em sites de rede de conteúdo e os social ads (os anúncios nas redes sociais).

Porém, não basta apenas comprar o espaço publicitário para aparecer: o anúncio em questão precisa ser relevante, principalmente para ser mostrado como resultado principal na pesquisa de uma palavra-chave.

Para mensurar a importância dos links patrocinados, Guadalupe Cerezo usa a organização de uma festa como analogia. Quando fazemos uma festa nos preocupamos em decorar a casa, comprar comida e bebida, fazer um bolo e… convidar as pessoas.

Se não convidarmos as pessoas as bexigas penduradas na porta não servem para nada. Afinal, nem todo mundo passa por lá naquele horário para descobrir que vai haver uma festa.

“O mesmo acontece quando você tem um site. Você deixa o site bonito, tem imagens e conteúdo, tudo perfeito. Se você não colocar um link patrocinado ou um banner que chame as pessoas para o seu site, ninguém vai saber que ele existe”, explica ela. “Mesmo que as pessoas procurem conteúdo relacionado ao seu site, se você não disponibiliza um link ninguém vai encontrá-lo.”

Por isso é essencial saber como investir nos links patrocinados, para atrair os visitantes certos e gerar retorno. Nesse sentido, uma das vantagens desse tipo de link é enviar os usuários direto para uma página que você deseja e que pode ser diferente da página para a qual eles seriam enviados em uma busca orgânica pelo seu site.

As ferramentas básicas mais utilizadas para gerenciar os anúncios de links patrocinados são:

  • Google Ads
  • Bing Ads

Já a RD Station Marketing, a SEMRush e a Keyword Tool do Google Adwords podem ser usadas para mensurar a eficácia do link.

Há também ferramentas pagas e agências especializadas em nesse tipo de investimento. Contratá-las depende do volume do negócio e da intenção da empresa.

Saiba o que você pode aprender sobre Google Ads com o Nanodegree da Udacity

Para saber mais sobre links patrocinados

Entender melhor o funcionamento dos anúncios por links patrocinados é essencial para não desperdiçar investimentos. Neste texto, Neil Patel comenta os principais erros que podem surgir nesse caminho e explica como corrigi-los.

E para começar a testar anúncios do Facebook, o expert em planejamento financeiro Jeff Banfield monta um um guia (em inglês) ensinando a planejar uma campanha na rede social.

A Resultados Digitais também tem um manual de 8 práticas para melhorar o desempenho e o retorno sobre o investimento em links patrocinados.

Vantagens do marketing digital

Depois de entender o que é o marketing digital e conhecer diversas maneiras de aplicar suas estratégias, fica a questão: mas para que serve tudo isso? Afinal, quais são as vantagens do marketing digital para uma empresa?

São muitas — principalmente no que diz respeito à relação entre as marcas e os consumidores e à economia de investimentos.

Interatividade

A experiência do usuário é uma variável essencial para o marketing digital e muitas vezes se torna o foco das campanhas. Como em uma via de mão dupla, as empresas passam a pensar com muito mais cuidado na forma de se comunicar com o público, enquanto este tem a oportunidade de interagir com as marcas, aumentando o engajamento online e a facilidade para indicá-las a outros potenciais consumidores.

Para Guadalupe Cerezo, o relacionamento com o cliente é muito necessário, sobretudo em tempos de crise política e econômica. “As instituições perdem muita credibilidade e as pessoas começam a desacreditar das empresas. Quanto mais a gente se relaciona com nosso consumidor, mais conseguimos criar confiança e abertura”, diz ela. “Assim também fica mais difícil que ele nos troque por outra marca.”

Agilidade

Com a devida preparação – o que, como vimos, inclui bastante pesquisa e planejamento –, uma campanha de marketing digital pode ser rapidamente implementada, e os resultados não demoram a aparecer.

Também não é necessária muita infraestrutura para fazer isso acontecer de forma eficaz: basta um computador, acesso à internet e paciência para aprender a lidar com as diversas ferramentas disponíveis online.

Custo

Talvez esta seja a maior vantagem do marketing digital: investimentos menores e mais seguros que podem ser ajustados de acordo com os objetivos e o desempenho da campanha.

“Produzir um vídeo para internet é muito mais barato do que produzir um comercial para TV”, diz Guadalupe. “Além disso, muitas estratégias podem ser adequadas e adotadas rapidamente sem a necessidade de um investimento alto.”

No entanto, Neil Patel alerta que o custo mais baixo não significa que o trabalho seja menos profissional. Afinal, muito conhecimento de ferramentas e conceitos está envolvido na elaboração de uma campanha eficiente de marketing digital. É preciso aliar o budget às estratégias certas, como ações de SEO e uma boa segmentação no uso de links patrocinados.

Mais oportunidades para empresas e consumidores

As estratégias de marketing digital não se restringem apenas a grandes marcas que dispõem de milhões para investir em campanhas.

Por meio dos canais digitais e a custos mais modestos, pequenas empresas e negócios iniciantes também podem reforçar sua presença online, criar campanhas bem sucedidas e atrair clientes de diferentes partes do mundo – algo bastante impensável nos contextos do marketing tradicional. “Isso faz com que o mercado cresça. Se você tem cada vez mais players, o bolo fica cada vez maior e todos podem pegar um pedaço”, diz Guadalupe.

Os consumidores, por sua vez, aumentam o leque de marcas disponíveis e a diversidade na hora de adquirir produtos e serviços. “Tudo isso dá um retorno para a empresa, que trabalha na melhoria das plataformas que os consumidores usam. Eles se sentem mais confortáveis para usá-la e usam cada vez mais. É um ciclo.”

Direcionamento e segmentação precisa

A possibilidade de direcionar as ações para as pessoas certas (ou seja, aquelas com alto potencial para se tornarem clientes) é outra vantagem do marketing digital. Segmentar corretamente as campanhas, buscando conversar com um nicho específico e realmente interessado no produto ou serviço, é mais econômico e permite à empresa conhecer melhor o público alvo.

“Com a segmentação super afunilada você consegue alcançar pessoas com quem não falaria fora da internet. Mesmo em casos em que o custo por contato é maior, o retorno é super garantido, porque você atinge as pessoas que mais querem falar com você”, explica Guadalupe.

Além disso, a segmentação causa impactos positivos no usuário, que recebe informações mais condizentes com seus interesses, e nas marcas, que se tornam cada vez mais experientes em agradar seus potenciais consumidores – investindo, por exemplo, em conteúdos mais personalizados.

“Quando você engaja o consumidor, escuta o que ele tem a dizer e entende suas preocupações é mais fácil construir um produto e um conteúdo adequados”, afirma a expert da Nestlé.

Mensuração dos resultados

Métricas utilizadas no marketing digital, como o Retorno Sobre Investimento (ROI) e o Custo de Aquisição de Clientes (CAC), permitem que os resultados de uma campanha sejam facilmente obtidos e analisados.

Usar os dados disponíveis é fundamental para avaliar o desempenho de uma estratégia, identificar falhas e aplicar melhorias no planejamento de futuros investimentos, buscando mais eficácia.

“Com o marketing digital você consegue medir na hora o resultado da campanha e a partir daí decidir se continua colocando mais dinheiro, se muda a estratégia, se aborta a missão. É um meio muito flexível e você aprende mais rápido a evitar erros”, diz Guadalupe.

Cursos online sobre marketing digital

Como vimos neste artigo, o marketing digital é uma área cheia de conceitos e estratégias diferentes, e tudo deve ser bem aplicado para que os resultados apareçam.

A Udacity oferece alguns cursos online para quem quer se aprofundar no assunto, tanto programas Nanodegree (que oferecem apoio personalizado e certificado reconhecido pelo mercado) quanto cursos gratuitos e pontuais. Conheça-os!

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Sobre o autor
Udacity Brasil

A Udacity, conhecida como a "Universidade do Vale do Silício", é uma plataforma online e global que conecta educação e mercado para ensinar as habilidades do futuro – de data science e marketing digital à inteligência artificial e desenvolvimento. Hoje, há mais de 7 mil alunos ativos no país e 50 mil pelo mundo.