22 de out de 2018

As empresas que investem em navios cargueiros autônomos

Udacity Brasil

Você sabia que 90% do comércio mundial ainda passa pelo transporte marítimo? E que há cerca de 100 mil navios na ativa fazendo todo esse trabalho? Não é à toa, então, que empresas tradicionais e startups estejam focando seus esforços nessa área. Aprimorar segurança e uso de energia, por exemplo, são ações que podem ter um enorme impacto no mercado e na Terra.

Uma das maneiras exploradas para tanto é criar navios cargueiros autônomos. Vale lembrar que, para ser considerado verdadeiramente autônomo, um veículo precisa ser capaz de reunir informações, encontrar uma solução com base nessas informações e executar uma ação para alcançar um objetivo. Ou seja, entender uma situação e resolvê-la sem inputs de outras pessoas ou sistemas.

O primeiro cargueiro totalmente autônomo, que também será elétrico, está sendo construído empresa norueguesa Vard Holdings. Espera-se que o navio Yara Birkeland – que custará 30 milhões de dólares – esteja pronto em 2020 e seja também pioneiro em emissão zero.

A CB Insights levantou as iniciativas de algumas empresas, como a Samsung que tem, surpreendentemente, uma subsdiária que lida com indústria pesada. Em parceria com a AWS, líder disparada no mercado de cloud computing, ela está desenvolvendo um porto autônomo e pretende utilizar também realidade virtual, realidade aumentada e análise de dados, o que pode facilitar o treinamento de equipes.

Outra surpresa da lista é a Rolls Royce, que tem uma divisão de navios autônomos, a Commerce Marine, recentemente vendida para a fornecedora Kongsberg. Em parceria com a Wilhelmsen, as empresas estão investindo pesado em navios autônomos.

A jornalista Rose George e sua TED Talk viral: por que o mundo ainda depende do transporte marítimo?

Já no campo das startups, há outras ideias. A Shone, por exemplo, pretende reformar navios que já estão nas águas com tecnologias de inteligência artificial e data science para detectar e prever a movimentação nas águas 100% do tempo. Isso pode melhorar bastante a segurança em alto mar, já que pode avisar pilotos sobre perigo de colisão.

Outra startup com uma ideia similar, a Sea Machine Robotics, já fechou uma parceria com a gigante Maersk para testar seu sistema de controle autônomo e melhorar a navegação.

Em números, é uma abordagem interessante para deixar o mundo mais seguro. Em 2016, foram registrados 2611 acidentes marítimos e entre 75% e 96% foram causados por erro humano, segundo um estudo da Allianz.

Outros benefícios da inserção da tecnologia de inteligência artificial em navios cargueiros incluem eficiência energética – e consequente diminuição da emissão global de dióxido de carbono da indústria, atualmente na casa dos 3% por ano – e um passo a mais rumo à Internet das Coisas, em que dados conectam aparelhos e tornam o dia a dia mais prático e eficiente.

Pequeno em escala, grande em potencial: o Yara Birkeland em testes

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A Udacity, conhecida como a "Universidade do Vale do Silício", é uma plataforma online e global que conecta educação e mercado para ensinar as habilidades do futuro – de data science e marketing digital à inteligência artificial e desenvolvimento. Hoje, há mais de 7 mil alunos ativos no país e 50 mil pelo mundo.