5 de fev de 2018

Conheça as 5 fases do processo de Design Sprint do Google

Siya Raj Purohit

Se você já participou da criação de um produto de qualquer tamanho, provavelmente já utilizou, sem se dar conta, algum aspecto do design de produto.

Para que um novo produto tenha sucesso, a forma e a função precisam estar em harmonia. E é importante ressaltar que design de produto não se limita a UX (experiência de usuário, na sigla em inglês) ou à interface de usuário (UI, também na sigla em inglês).

Eric Eriksson, um famoso designer de produtos do Instagram que já passou pelo Facebook e pelo Spotify, define seu trabalho como a força responsável por “identificar, investigar e validar um problema para, consequentemente, criar, projetar e testar a solução”.

Em suma, trata-se da materialização de ideias disruptivas em produtos ou recursos disponíveis no mercado.

E para que essa dinâmica seja mais sistemática, o Google Ventures, braço de investimentos do Google, criou o aclamado processo Design Sprint.

O processo fez tanto sucesso que acabou sendo utilizado não só pelo Google, mas por muitas outras empresas poderosas, como Airbnb, Nest, Slack e Blue Bottle Coffee.

O primeiro protótipo do Google Glass, por exemplo, foi desenvolvido sob uma estratégia similar – e durou apenas duas horas.


Jake Knapp, da área de design do Google Ventures, introduz o conceito de design sprint

Como funciona o design sprint

A estrutura do Design Sprint é considerada uma ferramenta efetiva na validação de ideias por meio da prototipagem rápida e testes com os consumidores.

Tudo isso é baseado em cinco fases:

  1. Compreensão
  2. Divergência
  3. Decisão
  4. Protótipo
  5. Validação

Compreensão

Os participantes avaliam o problema que precisa ser resolvido, o público-alvo daquele projeto e o formato que irão utilizar.

Divergência

A equipe toda é encorajada a se livrar de julgamentos limitadores e a participar de um brainstorming vigoroso. O propósito é fazer com que um grande volume de ideias surja – independentemente do quão factíveis elas sejam.

Decisão

Após as discussões, a equipe toda vota e define quais ideias merecem ser desenvolvidas.

Protótipo

Todos esboçam rapidamente o desenvolvimento das ideias, concentrando-se apenas no fluxo entre a UI e a UX.

Validação

Os designers e engenheiros apresentam os produtos e respectivas características a alguns usuários.

Leia: O que os recrutadores de grandes empresas de tecnologia avaliam?

O processo do Google para estudantes da Udacity

Cada fase dispõe de dicas e peculiaridades que foram desenvolvidas pela equipe do Google ao longo de anos. Nós, da Udacity, trabalhamos com o Google para aprender, aplicar e ensinar adequadamente essa metodologia, que está no programa Nanodegree Design Sprint.

Além de entrevistas com especialistas do próprio Google, o curso contém uma série de estudos de caso de startups bem-sucedidas. Você também terá a oportunidade de:

  • Explorar as boas práticas e estruturas que as companhias do Vale do Silício desenvolveram para otimizar seu design de produtos
  • Aprender a estabelecer métricas-chave
  • Apurar a intuição necessária para desenvolver produtos de sucesso

Pronto para transformar suas ideias em produtos reais, capazes de resolver problemas, expandir soluções ou mesmo disrupcionar uma indústria? Saiba mais sobre o Nanodegree Design Sprint!

Siya Raj Purohit é gerente dos programas da Udacity. É ela quem ajuda a desenvolver os Nanodegrees. Apaixonada por ciência, tecnologia, engenharia e matemática, é autora do livro “Engineering America”.

Post originalmente publicado no blog da Udacity

Sobre o autor
Siya Raj Purohit