7 de ago de 2018

Profissionais de TI: por que ir além do diploma na hora da contratação?

Christopher Watkins

Qualificações, credenciais e experiência continuam sendo vitais quando um candidato está sendo avaliado para um papel-chave. Isso é um fato. O que está mudando é o que é considerado (ou seja, relevante) como qualificação, credencial ou experiência.

Isso acontece porque aquilo que muitos empregadores buscam hoje em dia pode não ser medido por meios tradicionais. O que é preciso, na verdade, são pessoas que tenham um compromisso de longo prazo com o aprendizado, a habilidade de se adaptar rapidamente, uma mentalidade voltada para o crescimento e um comando fluente de ferramentas modernas e avanços tecnológicos.

Pessoas que têm esse perfil vêm de todas as direções. Certamente há algumas que se formaram em ciência da computação, engenharia e matemática. Algumas tem background em ciência de dados, programação e aplicativos que já estão em alguma loja. Algumas vêm de grandes universidades.

Mas sabe o que mais? Algumas se formaram em outras coisas, como música e arte, ou trabalharam em diversas áreas, como vendas, saúde ou recursos humanos. Outras têm experiência com redes sociais e marketing de conteúdo. Outras ainda vieram de bootcamps de programação e cursos online. Há quem tenha aprendido por conta própria, sem ter um diploma formal.

A variedade é imensa, mas o ponto é um só: de todos os campos vêm pessoas que conhecem tecnologia, são criativas e inovadoras, que trazem imaginação, compromisso e motivação.

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O impacto da diversidade nos negócios

Falar sobre backgrounds alternativos não significa que você deveria sair correndo e contratar bailarinos, DJs ou poetas para seu departamento de TI, caso tenha um negócio.

Se sua empresa tem necessidades tecnológicas, você precisa de desenvolvedores, engenheiros e cientistas de dados. O que queremos dizer é que você não deveria eliminar esses backgrounds alternativos da sua lista, porque é bem provável que, agindo dessa maneira, você corte profissionais preciosos.

Estudos mostram que equipes compostas por indivíduos de formação diversa frequentemente têm uma performance superior às outras. Um influente relatório de 2014 da consultoria McKinsey & Co. mostrou que esses times podem estimular inovação e trazer ganhos financeiros para a empresa. De fato, as companhias que abraçam muitas formas de diversidade têm 30% mais chances de obter lucros acima da média da indústria.

A Deloitte, outra consultoria, ecoou esses resultados em uma pesquisa intitulada "Waiter, Is that Inclusion in My Soup?”. A pesquisa descobriu que negócios com altos níveis de inclusão tiveram melhorias de 80% na performance.

A diversidade tem sido tema de debates há algum tempo, especialmente no mundo da tecnologia, mas nesse caso estamos falando menos sobre as medidas "tradicionais" de diversidade (como gênero e raça) e mais sobre backgrounds acadêmicos. Como as pessoas aprendem, onde aprendem e o que aprendem?

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Uma nova maneira de contratar profissionais

Isso importa porque a falta de um diploma tradicional universitário em um currículo ainda é motivo para reprovar candidatos em muitas empresas.

Felizmente, isso está mudando. As organizações inteligentes e inovadoras estão aprendendo rapidamente que existem maneiras melhores e mais eficazes de avaliar se um candidato é certo ou não para aquela vaga. No fim, não se trata de diversidade (ou da falta dela), mas simplesmente estar aberto para a verdade de onde seus profissionais ideais podem estar.

Na Udacity, queremos oferecer oportunidades para todos, sem importar de onde vêm. Isso se estende ao que queremos para os graduados de nossos cursos: que tenham uma confiança genuína em suas habilidades e os projetos, portfólios e experiências que comprovam essa confiança.

Nossos parceiros de contratação sabem disso, e sabem o que nossos alunos são capazes de trazer. Essas parcerias são de benefício mútuo: os graduados ganham uma chance de mostrar o que podem fazer e nossos parceiros podem ver primeiro alguns dos candidatos mais extraordinários do mercado.

Em empresas como Google e IBM, esse modelo está se tornando norma e o mundo, um lugar melhor por conta dessa abertura. Então da próxima vez que você estiver avaliando currículos, não descarte tão rápido aquele currículo da escultora que aplicou para uma vaga de analista de dados. Lembre-se de checar se ela tem um Nanodegree primeiro!

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Artigo originalmente publicado no blog americano da Udacity

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Christopher Watkins