13 de dez de 2017

5 tendências de interface de apps que vão afetar os desenvolvedores

Udacity Brasil

A acelerada evolução tecnológica revolucionou a forma como o desenvolvimento de aplicativos influencia nossas vidas. O mercado cada vez mais aquecido para programadores e outros profissionais da área abre novas oportunidades constantemente. Entretanto, algumas exigências de uso passaram a ditar as tendências — e quem atua nessa área deve estar atento a elas.

A interface de um aplicativo para smartphones, por si só, representa um dos fatores mais influentes sobre o sucesso ou não do produto. Pensando nisso, mostraremos aqui 5 tendências de interface de apps que todo desenvolvedor mobile deve conhecer e implementar em suas soluções.

1. Interface de voz

Este primeiro item diz respeito ao aumento das possibilidades de interação entre o usuário e o aplicativo. A grande maioria dos smartphones já possui um sistema de interface de voz embarcado, mas são poucos os aplicativos que usam essa tecnologia e todo o seu potencial.

Os principais sistemas operacionais, obviamente, já oferecem algumas funções que podem ser executadas por meio de um comando de voz. Assistente pessoal, gravador de voz, acesso a atalhos e envio de mensagens de áudio são alguns dos exemplos existentes.

Entretanto, nem todos os aplicativos disponíveis para download oferecem um sistema de comunicação direto com essa interface. Algumas funções simples — que o usuário pode executar em seu smartphone para outros fins — acabam sendo deixadas de lado. Se o usuário pode abrir o programa por um comando de voz, por exemplo, por que não oferecer a possibilidade de acessar, também por voz, outras funções internas do aplicativo?

A questão aqui é, basicamente, avaliar as opções já oferecidas pelo hardware e pelo sistema operacional — e adaptá-las para a interface do seu app.

Uma das grandes vantagens dessa modificação é que ela não exige um grande investimento, pois é algo já presente nos smartphones.

2. Reconhecimento de imagem

Se a interface de voz otimiza a comunicação entre o usuário e o smartphone, o reconhecimento de imagem representa a ligação do aparelho com o resto do mundo.

Isso é possível devido à capacidade que o usuário tem de reduzir o trabalho ao definir certos parâmetros, como a descrição de um objeto, para o aplicativo — que passa a buscar essas informações em dados visuais.

Graças à maior capacidade de processamento dos smartphones, hoje um aplicativo de busca, por exemplo, pode utilizar uma foto aleatória ou mesmo da câmera para analisar uma imagem e acessar os dados na web.

Pode parecer pouco, mas as possibilidades que essa função proporciona são incontáveis. O Garden Answers Plant Identifier, por exemplo, é um aplicativo que, por meio do reconhecimento de imagem, identifica espécies de plantas catalogadas em um extenso banco de dados. Trata-se de um caso voltado para acessar informações sobre um objeto desconhecido, mas o mesmo conceito pode ser aplicado para diversos fins.

Portanto, faça uma análise dos aplicativos que você já desenvolveu ou desenvolverá e avalie os diferenciais que essa função poderia proporcionar. Sua implementação já é uma grande tendência e o mercado como um todo vem abraçando a ideia.

3. Realidade Virtual e Aumentada

Ainda existem muitas dúvidas quanto à diferença entre Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR). Na primeira, um ambiente virtual é criado: por meio de um avatar — ou uma solução parecida — o usuário é representado neste contexto digital e interage com o meio.

Já na Realidade Aumentada, o mundo digital passa a ser uma extensão do real, tornando as ações físicas do usuário também uma parte dessa interação.

Um bom exemplo de Realidade Virtual são os vídeos 360º visualizados nos headsets VR. No caso da Realidade Aumentada, podemos citar o Pokémon Go, que foi uma febre entre os gamers.

A indústria dos jogos cresce em ritmo acelerado e representa, hoje, um mercado maior do que o próprio cinema hollywoodiano. Porém, a tendência de implementação de VR ou AR não está presente apenas nesse nicho.

Diversos aplicativos voltados à educação ou treinamento profissional já aderiram a essas ferramentas para incrementar as funções. Até mesmo apps ligados a atividades criativas, como o ARki e o Storyboard VR, se tornaram mais eficazes ao simular cenários virtuais e conectá-los ao mundo real.

Portanto, fique de olho para aproveitar o grande potencial oferecido por essas tendências.

4. Identificação biométrica

As tecnologias de identificação biométrica estão passando por um ritmo de evolução bem acelerado. Nos smartphones, o que mais se destaca é o uso voltado para questões de segurança.

O desbloqueio de tela, por exemplo, pode estar ligado à identificação do rosto do usuário, por meio da câmera frontal do aparelho, ou de sua impressão digital com um sensor de fingerprint (impressão digital). Essa função não só torna o acesso mais seguro e difícil de ser burlado, como também agiliza a identificação do usuário — que não precisa digitar uma senha ou reproduzir um código padrão.

Porém, são poucos os aplicativos que utilizam essas tecnologias para gerenciar a segurança de acesso a informações. Temos, então, uma margem para trabalhar a criatividade. Já imaginou como isso pode ser aplicado às funções de seus apps?

5. Machine learning

Um dos pontos de atual destaque na área de desenvolvimento de softwares é, sem dúvidas, o uso de machine learning. Apesar de parecer não ter relação direta com o usuário, a gama de possibilidades oferecidas pelo conceito é muito ampla.

Essa tecnologia permite que um determinado programa aprenda com as informações coletadas durante o seu uso. Assim, o próprio algoritmo realiza ajustes automáticos no software em busca de otimização. No caso de apps, isso pode ser feito com os próprios dados e metadados do usuário.

No desenvolvimento de aplicações, o machine learning é comumente utilizado para a criação de bots que atuam das mais variadas formas, como na geração automática de códigos e no teste de protótipos.

Além disso, é possível analisar o comportamento dos usuários e utilizar essas informações para indicar aplicativos ou propagandas voltadas às suas preferências de consumo, por exemplo.

Para se ter uma ideia, o próprio teclado do smartphone possui um sistema de machine learning, por meio do qual ele aprende as palavras e os termos mais utilizados pelo usuário e faz sugestões ou autocorreções durante a digitação. A mesma relação pode ser aplicada em diversas finalidades. Se o usuário costuma salvar na nuvem uma foto que tirou, por exemplo, é possível oferecer a opção de fazer o upload automaticamente. O mesmo se aplica a postagens em redes sociais.

Em suma, a interface de apps pode se apresentar em diferentes formatos para atender as necessidades do usuário. Implemente essas tendências em seus próximos aplicativos e ofereça experiências cada vez mais ricas aos usuários!

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Sobre o autor
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A Udacity, conhecida como a "Universidade do Vale do Silício", é uma plataforma online e global que conecta educação e mercado para ensinar as habilidades do futuro – de data science e marketing digital à inteligência artificial e desenvolvimento. Hoje, há mais de 7 mil alunos ativos no país e 50 mil pelo mundo.