2 de set de 2017

Teste de aplicativo: como verificar códigos e usabilidade?

Udacity Brasil

Garantir que o aplicativo seja entregue ao público sem erros é um grande desafio para os desenvolvedores.

De fato, as falhas de execução, lentidão, travamentos, entre tantos outros problemas, podem gerar uma experiência frustrante ao usuário e comprometer todo o projeto.

Para evitar que isso aconteça, é importante tomar alguns cuidados ao fazer o teste de aplicativo. Neste artigo, mostraremos o que deve ser feito para comprovar que a aplicação está em pleno funcionamento e pronta para ser disponibilizada ao público.

Qual a importância do teste de usabilidade?

Resumidamente, o teste de usabilidade é uma prática que utiliza um pequeno grupo de pessoas para entender como o usuário interage com a aplicação. Os resultados obtidos permitem implementar melhorias e corrigir erros — antes que a aplicação seja disponibilizada para o público geral.

Nesse processo, alguns itens precisam ser testados e algumas dúvidas esclarecidas. Entre eles, podemos destacar:

  • Aprendizagem: o usuário consegue aprender como usar e interagir com aplicativo?
  • Eficiência: agora que o usuário já aprendeu como usar a aplicação, ele funciona com rapidez?
  • Visibilidade: está claro o próximo passo no aplicativo e a resposta dele às ações realizadas?
  • Erros: os erros são poucos e são recuperáveis?
  • Satisfação: o uso do aplicativo é agradável?

Para obter dados satisfatórios no teste de usabilidade, é importante contar com um público heterogêneo — confira esse tópico mais adiante.

Como o teste de compatibilidade evita problemas?

Você já baixou algum aplicativo que travava ou demorava para abrir e executar as funções? Pois saiba que isso pode ter ocorrido pela negligência no teste de compatibilidade. De fato, essa prática evita problemas de conexão lenta, memória e armazenamento.

Assim, para garantir que a aplicação vai funcionar corretamente em todos os sistemas operacionais e hardwares — ou, pelo menos, na maioria deles —, é essencial realizar testes de compatibilidade.

Desse modo, algumas rotinas de regressão são realizadas para validar etapas e evitar surpresas quando aplicativo estiver em produção ou pronto para o lançamento.

Como o design thinking melhora a experiência do usuário?

Sem dúvidas, o design thinking é uma estratégia que traz uma visão holística para a inovação. Para tanto, é necessário realizar uma imersão profunda no projeto para descobrir como será a interação dos usuários com o aplicativo — análise preditiva.

Com essa análise, é possível conhecer as necessidades dos clientes para projetar as funcionalidades da aplicação sem erros.

Tenha em mente que o processo do design thinking nunca termina: qualquer mudança no mercado, no fluxo interno da empresa ou na vida dos usuários pode exigir atualizações do aplicativo — que podem ocorrer em todas as fases do desenvolvimento ou da interação com os usuários.

Para cada alteração, novos testes devem ser realizados para entregar uma solução intuitiva e prática aos usuários.

Por que o teste das principais funções não pode ser ignorado?

Como sabemos, as funcionalidades principais representam o cerne da aplicação e precisam funcionar bem para gerar uma experiência satisfatória ao usuário. Exatamente por isso, elas devem ser testadas em todas as etapas do desenvolvimento.

Imagine, por exemplo, um desenvolvedor que avança no projeto sem realizar testes durante o processo.

Caso exista, nas primeiras etapas, algum erro ou alguma nova demanda que não foram identificados, o resultado final da aplicação não será satisfatório. Assim, fatalmente, o desenvolvedor terá bastante retrabalho para adaptar o código às mudanças necessárias.

Além disso, existem outros fatores que precisam ser testados. A seguir, falaremos rapidamente sobre cada um deles.

Mobilidade

Um aplicativo móvel pode ser utilizado em diversos locais e com conexão com a internet de velocidades variadas. É necessário testar o aplicativo em diferentes contextos para assegurar que funções como: geolocalização, conexão com servidores e comunicação entre aplicativos funcionem de maneira eficaz e estruturada.

Sincronismo

Com a expansão da tecnologia de armazenamento de dados na nuvem, o teste de sincronismo tornou-se necessário para detectar se, durante a sincronização dos dados na rede, não há perdas excessivas de pacotes e reenvios.

Possibilidade de integração

Integrar um aplicativo refere-se à utilização de APIs para que a aplicação utilize dados de um recurso externo. Como exemplo, podemos citar os aplicativos de carona que utilizam a API do Google Maps para a navegação.

Assim, para ter certeza de que tudo vai funcionar bem, é preciso fazer testes de integração antes de lançar o aplicativo.

Segurança

Nenhum app está livre de ameaças — como invasões ou roubo de dados. Por isso, é importante testar todos os processos para identificar e corrigir as vulnerabilidades do sistema e, assim, evitar prejuízos futuros.

Layout

Testar o layout para diferentes tamanhos de telas, resoluções e orientações — paisagem e retrato — é essencial para não ter problemas com o design.

Tipos de aparelhos

Sabemos que é praticamente impossível testar em todos os modelos de aparelhos — isso demandaria muito tempo e dinheiro.

No entanto, é importante selecionar, cuidadosamente, a maior quantidade possível de dispositivos com diferentes parâmetros para que os testes sejam relevantes.

Como reconhecer que o aplicativo está pronto para a fase de testes?

Normalmente, cada aplicação precisa ser testada de forma diferente. Por isso, é importante sempre definir os casos de testes e descrever o comportamento esperado — levando em consideração todos os cenários possíveis.

Durante o desenvolvimento, em alguns casos, vale a pena utilizar emuladores para testar diferentes tamanhos e modelos de devices. Entre eles, temos o Android Studio e o Genymotion que realizam testes rápidos e fáceis.

Por outro lado, analisar o comportamento do público de forma prática — com usuários reais — possibilita recolher feedbacks e encontrar possíveis problemas de usabilidade.

No entanto, se esse público for homogêneo, dificilmente todos os erros e oportunidades serão detectados. Logo, procure mesclar usuários de diferentes idades, experiências, habilidades, gêneros etc.

Seguindo essas dicas, você terá informações suficientes sobre todas as interações possíveis e saberá em quais pontos a aplicação pode ser melhorada para proporcionar uma boa experiência ao usuário!

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Sobre o autor
Udacity Brasil

A Udacity, conhecida como a "Universidade do Vale do Silício", é uma plataforma online e global que conecta educação e mercado para ensinar as habilidades do futuro – de data science e marketing digital à inteligência artificial e desenvolvimento. Hoje, há mais de 7 mil alunos ativos no país e 50 mil pelo mundo.