1 de mar de 2018

15 tipos de visualizações de dados incríveis

Allison Stadd

A forma mais impactante usada por analistas e cientistas de dados para comunicar suas descobertas é a visualização de dados. Empresas de todo porte, sites, podcasts e publicações em redes sociais divulgam e compartilham essas ricas experiências, que são mais que infográficos.

As visualizações de dados gerenciam grupos complexos de informações para representar visualmente os padrões, tendências e correlações. Ao mesmo tempo, contam histórias, provocam discussões e ampliam tanto o alcance das descobertas quanto as possibilidades de insights.

Como inspiração para os seus projetos, confira abaixo 15 exemplos inspiradores de visualização de dados.

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15 exemplos de visualização de dados

1. Todos os satélites que orbitam a Terra

Esse gráfico interativo foi desenvolvido com base em um conjunto de dados extraído do Union of Concerned Scientists e mostra a trajetória dos 1.200 satélites ativos que orbitam a Terra.

Cada satélite é representado por um ícone circular, colorido por país e dimensionado de acordo com sua massa. Percorra a representação gráfica para explorar o caminho de cada satélite, individualmente ou em conjunto. Você entenderá que tipos de satélites geram Internet banda larga, GPS e Sirius XM.

2. Paradoxo de Simpson

O Visualizing Urban Data Idealab (VUDlab), da Universidade da Califórnia-Berkeley, juntou essa representação gráfica aos dados que contestaram um processo de discriminação sexual contra a instituição, em 1973.

Embora as universidades tenham, de fato, aceitado 44% dos candidatos homens e 35% das mulheres, os pesquisadores descobriram que, submetidos a um tipo de agrupamento mais adequado, os dados apresentariam um viés modesto - mas estatisticamente significativo - a favor das mulheres.

Isso é chamado de paradoxo de Simpson. Os gráficos interativos na visualização de dados permitem que você combine e separe diferentes segmentos dos dados para ver o que exatamente aconteceu nesse caso de 1973.

3. A representação da marcha de Napoleão em 1812. Obra de Charles Minard

Esta litografia clássica remete a 1869 e exibe o número de homens no exército russo de Napoleão de 1812, bem como os movimentos e as temperaturas que encontraram ao longo da jornada. É considerada uma das “melhores representações estatísticas de todos os tempos”.

Esse trabalho é um importante referencial de que os fundamentos da visualização de dados residem nas nuances da compreensão das múltiplas dimensões dessas informações. Ferramentas como D3.js e HTML não são adequadas sem uma sólida compreensão dos conjuntos de dados e notórias habilidades de comunicação.

4. Hans Rosling: 200 países, 200 anos e 4 minutos

Hans Rosling, especialista em dados da saúde global, protagonizou o intrigante documentário The Joy of Stats, veiculado em 2010 na BBC. E um segmento específico merece atenção especial.

No filme, Rosling usa realidade aumentada para explorar dados de saúde pública em 200 países, ao longo de mais de 200 anos, usando 120 mil números, em apenas quatro minutos.

Seu trabalho traça a expectativa de vida de acordo com a renda para todos esses países desde 1810, apontando para um buraco entre países ocidentais e não ocidentais.

5. Alugar vs. comprar

Mike Bostock, editor do departamento de gráficos do jornal The New York Times e criador do D3.js, desenvolveu uma complexa e interativa calculadora de dados que oferece apurada análise de custo/benefício para potenciais compradores de imóveis residenciais.

Junto aos colegas Shan Charter e Archie Tse, Bostock aproveitou todas as informações para ajudar as pessoas a determinarem se devem alugar ou comprar uma casa.

Investigue desde o preço médio dos imóveis e a dedução de juros hipotecários até a taxa de imposto sobre a propriedade e a inflação do período estudado.

Leia: Conheça as 10 melhores ferramentas para visualização de dado

6. Music Timeline

A Music Timeline do Google ilustra as oscilações de popularidade dos múltiplos gêneros musicais de 2010 até os dias atuais, usando como base a quantidade de usuários que mantém um determinado artista dentro de sua lista de preferências e dados como a data de lançamento dos álbuns.

Cada faixa do gráfico representa um gênero: do reggae ao blues, passando pelo folk e o soul. A espessura de cada faixa está correlaciona à popularidade da música lançada em um determinado ano dentro do respectivo gênero representado.

Para explorar os gêneros e seus subgêneros, clique sobre qualquer uma das faixas.

7. Estado da União 2014, minuto a minuto, no Twitter

O Twitter dispõe de recursos a partir dos quais os analistas e cientistas de dados podem analisar as reações sobre determinados eventos em tempo real.

Para exemplificar: a equipe de dados do Twitter formou um impressionante centro interativo de informações que detalha como os usuários do Twitter em todo o mundo reagiram a cada parágrafo do discurso americano sobre o Estado da União, do presidente Barack Obama, em 2014.

É possível fracionar os dados por hashtags e tópicos como: #orçamento, #defesa, #educação, etc. Algo extremamente poderoso.

Leia: Ela se formou em relações internacionais e hoje é engenheira de dados

8. As árvores nas ruas de NY

Usando informações do NYC Open Data, esta visualização interativa mostra a variedade e quantidade de árvores de rua plantadas nos cinco bairros da cidade de Nova York. As espécies são codificadas por cores e referenciadas pelo bairro.

O projeto descobre coisas surpreendentes, como o fato de que o Queens é o lar de um número de árvores quase duas vezes maior do que o Brooklyn.

9. Diversidade na geração Y

O gráfico interativo da CNNMoney mostrando o tamanho e a diversidade da geração Y em comparação aos baby boomers foi construído usando dados do censo americano. Isso faz aflorar números de uma história intrigante, pois ilustra a composição racial de diferentes faixas etárias, de 1913 até o presente. Mova o mouse sobre o gráfico para explorar as estatísticas de cada ano.

10. Exoplanetas Cachinhos Dourados

Você acredita em vida extraterrestre? Talvez mude de ideia após conferir essa apresentação da revista National Geographic que calcula - a partir da referência Goldilocks, uma referência ao conto de fadas Cachinhos Dourados e os Três Ursos - quais planetas, dentro e fora do sistema solar, possuem as condições necessárias para abrigar vida.

Usando dados da Planetary Habitability Laboratory da Universidade de Porto Rico, o gráfico interativo traça a massa planetária, a pressão atmosférica e a temperatura para determinar se os exoplanetas podem ter sido, ou ainda são, lares de seres vivos.

11. As estrelas cadentes do Washington Wizards

Essa representação gráfica ilustra o aproveitamento dos arremessos efetuados pelo time de basquete da capital americana ao longo da temporada 2013. Com base em estatísticas extraídas da própria NBA, podemos examinar o desempenho de cada um dos 15 jogadores.

Veja o aproveitamento individual considerando os variados tipos de arremesso e os múltiplos pontos da quadra, comparado aos outros jogadores da liga de basquete americana.

12. Padrões de migração nos EUA

Você ainda vive no mesmo estado em que nasceu? O jornal The New York Times mapeou os padrões de mudança domiciliar dos americanos, usando dados de 1900 até os dias atuais.

Os resultados são absolutamente fascinantes. É possível ver a origem dos habitantes de cada estado, bem como os locais para os quais as pessoas migram.

Os dados, retirados do censo americano, foram identificados por meio de cores e mostram claramente os padrões de migração ao longo dos anos.

13. Selfie City

A palavra do ano escolhida pelo Oxford Dictionary em 2013 foi “selfie”. Não à toa: o uso do termo em língua inglesa aumentou 17.000% de 2012 para 2013.

Já que o termo e o conceito são partes integrantes do discurso contemporâneo, é interessante examinarmos esse fenômeno linguístico usando os dados.

O Selfie City, uma detalhada exploração visual de múltiplos componentes, usando como base 3.200 selfies de cinco grandes cidades ao redor do mundo, oferece uma apurada análise sobre as características demográficas e as tendências das selfies.

A equipe responsável pelo projeto utilizou o Instagram e Mechanical Turk para coletar e filtrar os dados. Explore as diferenças das selfies tiradas em Nova York e Berlim, ou até mesmo as peculiaridades das fotos tiradas entre homens e mulheres ao redor do mundo.

14. O dia de trabalho de um americano

Quer entender como seu expediente de trabalho interfere no expediente de trabalho de outras pessoas? A NPR aproveitou os dados do American Time Use Survey para verificar a participação dos trabalhadores em uma ampla gama de indústrias que trabalham em horários específicos.

O gráfico usa o tradicional expediente entre 9h e 17h como padrão referencial e nos ajuda a tirar conclusões interessantes.

15. Emissão global de carbono

Esta representação gráfica, baseada em dados do World Resource Institute’s Climate Analysis Indicators Toole no Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas, mostra a mudança do processo de emissão nacional de CO₂ ao longo dos últimos 150 anos e o que podemos esperar do futuro.

Explore a emissão de cada país a partir de uma vasta gama de possibilidades.

Porque a visualização de dados importa

Conhecimento é poder. Mas, para tornar seu conhecimento dos dados realmente poderoso, é preciso saber exibir suas descobertas de forma coerente e cativante. É aqui que a visualização de dados se faz primordial.

Isso, consequentemente, abre um leque de possibilidades para explorar as melhores práticas de demonstração dos resultados. Invista nessa oportunidade!

Post originalmente publicado no blog americano da Udacity

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Allison Stadd